terça-feira, 14 de março de 2006

É Gorila, man!

Mais que um mito! O meu estômago ainda hoje deve ter uma camada protectora devido ao consumo diário desta bela pastilha! Qual ecstasy qual quê?! Hoje custa-me vê-las ao abandono, nas prateleiras dos cafés...sem conseguirem combater as bubbalicious e trexex!
Estas foram as pastilhas elásticas de uma geração! As pastilhas Gorila de diversos sabores, que traziam sempre o brinde dobrado, e que depois fazíamos colecção e trocávamos entre amigos!Mas o top do tops eram as Super Gorila! Aquelas pastilhas enchiam de sabor a nossa boca pequena de criança. As bolas que fazíamos com a pastilha eram enormes, e quando se rebentavam, era uma perícia para não ficarmos com a cara toda cheia de pastilha. E duravam bastante tempo! Vinham em packs de 5 e os mais aventureiros mascavam mais do que uma de cada vez! Tenho ouvido por aí que estas pastilhas estão de volta, especialmente as Super Gorila, mas nunca as consegui encontrar? Alguém sabe onde estão à venda?

domingo, 12 de março de 2006

Transgressão artística!

Pop Art é uma abreviação do termo inglês "popular art " (arte popular). Não significa arte feita pelo povo, mas produzida para o consumo de massas. Esta arte nasceu na Inglaterra no início dos anos 50 e não nos Estados Unidos como se imagina, como porteriormente Andy Warhol surgiria. Utilizando imagens da sociedade de consumo e na cultura popular, empregando ilustrações quotidianas e não artísticas necessariamente, os artistas da Pop Art transgridem o sentido do fazer arte de maneira manual. Utilizam novos materiais, misturando fotografia, pintura, colagem, escultura, assemblage (colagem em 3 dimensões). Colagens e repetições de imagens em série são características das obras e os temas são os símbolos e os produtos industriais dirigidos às massas urbanas: tampinhas de garrafa, pregos, automóveis, enlatados, os ídolos de cinema e da música, produtos descartáveis, fast food. O que interessa são as imagens, o ambiente, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros urbanos.

Principais Artistas

Robert Rauschenberg (1925): Depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do início da década de 1950, Rauschenberg criou as pinturas "combinadas", com garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados. Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular.

Roy Lichtenstein (1923-1997): o seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Os seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

Andy Warhol (1927-1987): foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro. Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal

terça-feira, 7 de março de 2006

Uma sopa de originalidade!

"The First Vienna Vegetable Orchestra foi fundada em Janeiro de 1998. As composições são seleccionadas ou criadas a partir duma grande multiplicidade de estilos, desde a música tradicional africana aos clássicos europeus à música experimental ou electrónica. Os instrumentos são feitos com vegetais e em alguns casos [poucos], a orquestra recorre também a utensílios de cozinha. Alho francês, pimentos, cenouras e pepinos são apenas alguns dos legumes que este inusual colectivo de Viena transforma em instrumentos. Tudo isto junto cria um autónomo e novo estilo de música, impossível de comparar com os sons convencionais. No final de cada espectáculo a orquestra convida o público a saborear uma sopa com os instrumentos utilizados.
Fundada em Janeiro de 1998, em Viena a “The First Vienna Vegetable Orchestra” reúne 10 músicos das mais distintas áreas, um cozinheiro e um técnico de som. Poderá parecer estranho um cozinheiro integrar a orquestra… Mas o motivo é pertinente. É que no final de cada concerto esta Orquestra convida o público presente a degustar uma sopa com os instrumentos (vegetais) utilizados.
Com dois discos editados até à data “Gemise”, de 1999 e “Automate”, de 2003, a “The First Vienna Vegetable Orchestra” cria os seus próprios instrumentos e o processo desenvolve-se em cada actuação ao vivo. «Cada vez que tocamos juntos aperfeiçoamos os instrumentos e vamos experimentando novas variantes. Por isso, trata-se mais de uma evolução do que propriamente de uma criação de instrumentos. Às vezes limitamo-nos a combinar dois instrumentos e assim criamos um outro, novo.», referem os músicos no seu site oficial.
Os instrumentos são desenvolvidos, as composições seleccionadas ou criadas a partir duma grande multiplicidade de estilos, desde a música tradicional africana aos clássicos europeus à música experimental ou à electrónica. Os instrumentos são vegetais e em alguns casos (poucos), a orquestra recorre também a utensílios de cozinha. Tudo isto junto cria um autónomo e novo estilo de música impossível de comparar com os sons convencionais. «Acreditamos que produzimos sons que não podem ser reproduzidos com facilidade por outros instrumentos. Ouve-se a diferença… umas vezes o som extraído soa a ruídos de animais, outras vezes sai algo mais abstracto… Esse som mais abstracto vamos explorá-lo no nosso próximo trabalho, os novos temas são inspirados na música electrónica contemporânea». Outra nota curiosa sobre este espectáculo é que a orquestra só actua com vegetais frescos «é difícil tocar em vegetais de má qualidade ou em vegetais que não estão frescos porque acabam por não ser estáveis.», referem. Por este motivo os vegetais que vão dar origem aos instrumentos do espectáculo de 10 de Março serão seleccionados pela Orquestra e comprados, no próprio dia, no mercado da cidade. É uma forma do público disfrutar, uma vez mais, do que ouviram no espectáculo e de conviver com os músicos."

À moda do Porto!

(...) É sempre bom recordar o que foi o nascimento e o desenvolvimento do Festival Internacional de Cinema do Porto, desde o seu lançamento em 1981 ainda como Mostra de Cinema Fantástico, até atingir a maioridade na edição de 1993. Consagrado internacionalmente pela revista "Variety" como um dos sessenta mais importantes festivais do Mundo, e no top dos de temática fantástica, tornou-se no mais significativo e falado acontecimento cultural e cinematográfico de Portugal. Desde o seu início, pretendeu o tornar-se um forum cultural e pólo dinamizador de todas as artes, com incidência especial na divulgação do bom e variado cinema de todas as partes do Mundo e de todas as tendências do fantástico e do imaginário. Também foi preocupação inicial do Fantasporto apresentar um conjunto de iniciativas de âmbito cultural e artístico, como é o caso de exposições de artes plásticas, espectáculos de teatro e de marionetes, colóquios, edição de livros monográficos ou temáticos, concurso de cartazes, banda desenhada e cinema não-profissional. Foi esta conjugação feliz das artes em torno do cinema, que permitiu ao Fantasporto conquistar um lugar indispensável no panorama cinematográfico nacional e internacional, consolidar o apoio e participação de um público entusiasta, implantar-se de forma definitiva junto das instituições oficiais e governamentais, orgãos autárquicos e ainda, junto de algumas empresas privadas. Ao longo destes vinte e quatro anos exibimos em competição, a nível informativo, em antestreia ou em retrospectiva, mais de 5000 filmes (entre longas e curtas metragens) completamente inéditos em Portugal. Procurámos alargar o número dos amantes de cinema, promovendo sessões especias para crianças, para deficientes e para escolas. Num esforço de descentralização cultural promovemos ao longo dos primeiros anos de festival extensões do Fantasporto em locais tão diferentes como Lisboa, Coimbra, Braga, Espinho e Póvoa do Varzim. O objectivo foi sempre o de divulgar o cinema em geral e promover o gosto pelo género fantástico em particular. Trouxemos a Portugal e ao Porto, numa promoção das potencialidades turísticas da região e cujos efeitos a médio prazo não serão de negligenciar, nomes importantes do cinema, sejam eles realizadores, produtores, actores, argumentístas, críticos ou jornalistas. Ao longo de todas as edições promovemos e dignificamos o cinema português e o cinema europeu, como contraponto ao cinema americano. Editámos dezenas de livros sobre cinema, como "Horror Show I, II" de Lauro António, "Spielberg" e "Cronenberg" de Pedro Garcia Rosado, "Edgar Allan Poe" de António Reis, "Roger Corman" e "1893-1993: Pequena história de uma arte que é também uma indústria" de Mário Dorminski, "Terence Fisher" de G. Verschooten, "Frankenstein" de Beatriz Pacheco Pereira ou "Walt Disney - Um Mundo de Magia" de vários autores, Tendências do Cinema Espanhol de Núria Vidal ou uma Fotobiografia de Jacinto Molina.. Em cada edição transformámos, anteriormente o Auditório Nacional de Carlos Alberto num local aprazível e renovado onde dá gosto ver cinema e conviver, e agora o Rivoli - Teatro Municipal demonstrando desde sempre que a tão apregoada crise de cinema em Portugal não passava de uma crise numa certa forma de exibir cinema. Montamos anualmente um circuito interno de video com ecrans gigantes e televisores a funcionar mais de 14 horas diárias, com salas de montagem, produção e filmagem, com envergadura profissional. Criámos e consolidámos junto dos nossos convidados uma imagem de marca de simpatia e bom acolhimento, associado a uma organização competente e eficaz que nos popularizaram, entre todos os festivais. O resultado final destes vinte e quatro anos, numa retrospectiva muito sucinta, está à vista de todos e é bem patente nos volumosos dossiers de imprensa que todos os anos coligimos. Tornámo-nos um grande, com projecção muito significativa junto das produtoras e organismos internacionais, sem perder nunca as características de um tratamento privilegiado e informal junto dos convidados, da imprensa nacional e internacional e do imenso público que sempre nos tem acompanhado e ajudado a crescer. Sem falsas modéstias podemos pois orgulharmo-nos como poucos de termos contribuido e em apenas vinte e quatro anos, para a projecção internacional da cidade, da região e do país promovendo o cinema, e sobretudo devolvendo aos espectadores a vontade e alegria de ir ao cinema (...)"

segunda-feira, 6 de março de 2006

O lado escondido de todas as coisas....

«Freakonomics é uma obra oportuna, uma lufada de ar fresco numa conjuntura mundial que peca por um conhecimento demasiadamente convencional, baseado numa fé que não se interroga sobre as causas profundas das coisas e que receia ser intelectualmente desafiadora.Ora é justamente neste sentido que Levitt nos presta uma preciosa ajuda, ao revelar-nos, por meio de uma consideração dos factos abertas, inteligente e rigorosa, como, malgrado toda a desordem e complexidade que obscurecem as motivações subjacentes à teia económica, é assim possível aceder a um conhecimento efectivo e claro das reais motivações que impulsionam a roda da economia e da sociedade actuais.Levitt analisa dados estatísticos aparentemente inofensivos e, equacionando questões simples nunca antes enunciadas, retira conclusões surpreendentes que vêm revolucionar as nossas convicções, desafiando-nos a mudar a forma como vemos o mundo que nos rodeia. Eis um livro politicamente incorrecto.... no melhor sentido.»
(Freakonomics - Steven D. Levitt , Stephen J. Dubner - Editorial Presença)

The Legendary Tiger Man...in Cold Blood!

(...) Desde a sua estreia com o álbum "Naked Blues", o alter-ego de Paulo Furtado (ex-Tédio Boys e líder dos WrayGunn), The Legendary Tiger Man, conseguiu estabelecer uma relação muito forte entre música e imagem. O blues na velha tradição do Delta deste "one man band" não seria o mesmo sem a componente visual que acompanha os seus discos e prestações ao vivo. Por detrás desta frutuosa ligação som/imagem está a química criativa entre Paulo Furtado e o fotógrafo Pedro Medeiros. Das sessões fotográficas de "Naked Blues" e "Fuck Christmas I Got The Blues" aos respectivos videoclips (em parceria com André Cepeda) juntam-se agora as novas sessões de "In Cold Blood" e "Don't You Murder Me"."In Cold Blood / A Sangue Frio" condensa num álbum de fotografias o percurso musical de Legendary Tiger Man, ilustrando de forma sublime a tensão e atmosfera sexual que transpira do blues hipnótico deste homem-orquestra. A edição deste livro é acompanhada por uma exposição de fotografia de Pedro Medeiros. Para acompanhar "In Cold Blood", a Subotnick Enterprises estendeu convites a diversos autores para remisturar temas do último Fuck Christmas I Got The Blues". Assim surgiu um álbum de remisturas com abordagens tão diferentes quanto estimulantes à música de Legendary Tiger Man. A guitarra, o kazoo, os pratos de choque e o bombo do "homem tigre", as suas histórias sombrias de sexo, crime e perdição, com o suporte das cadências ritmadas, da trepidação dos vários instrumentos e das inflexões vocais surgem agora com roupagens novas. Do "hip hop" de D-Mars ao "breakbeat" do estreante Wip, do rock electrónico dos X-Wife ao pop dançável dos Plaza, do minimalismo gótico dos Volstad ao "disco-sound" de Dancin'Days, da mestria lounge de Bullet ao festim dos Stealing Orchestra, passando pelas misturas da casa que incluem Pedro Renato (Azembla's Quartet/Belle Chase Hotel) e Le Petit Prince (Bodhi).. O CD inclui ainda os videoclips de "Fuck Christmas I Got The Blues" (com realização de André Cepeda, Pedro Medeiros e Paulo Furtado) e "Love Train (Bulllet Torch Mix)" - gravado em Super 8 e realizado por Paulo Furtado.Para os puristas um disco de remisturas de Legendary Tiger Man poderá soar a sacrilégio, mas a essência e o espírito do blues de Paulo Furtado andam por lá e, mais importante, a música e as canções também. Como disse Johnny Cash: "?Music has always been my magic to take me through the dark places. I could wrap myself in the warm cocoon of a song and go anywhere; I was invincible. I still can. It feels good to be in a song? "Os artistas que misturaram os temas deste disco são em primeiro lugar apreciadores do trabalho de Legendary Tiger Man e de certo "sentiram-se bem por estarem nestas canções".

Precyz...vate Pernambuco!

" (...) A história dessa garota só poderia ter acontecido nos últimos cem anos, tempos de globalização, guerras civis e exílios em larga escala: Cynthia Zamorano, nascida em Olinda há 26 anos, descende de espanhóis pelo lado materno. Seu avô era uma anarquista convicto, daqueles que queimavam igrejas e molestavam freiras, um maestro que, na guerra civil dos anos 30, se engajou na luta contra os fascistas liderados pelo general Franco. A derrota republicana forçou-o a procurar o doloroso caminho do exílio. A primeira parada foi em Cuba. A segunda o trouxe até o nordeste do Brasil. Diz Cynthia que os espanhóis de mais idade, quando se referem a algum fim de mundo, costumam exclamar "vate Pernambuco!", "vai pra Pernambuco!" em bom português. Essa terra estranha e exótica foi escolhida pelo maestro para construir sua nova vida nos trópicos.A mãe de Cynthia herdou do pai o amor pela música. Apaixonada pelo candomblé, ela entoava loas aos santos recheadas com as influências árabes de sua herança espanhola. Essas duas paixões foram transmitidas para a filha, que ainda na primeira infância voltava das visitas aos terreiros tentando repetir nas castanholas os batuques ouvidos durante os cultos. Cynthia Zamorano cresceu miscigenada, no sangue e na cultura, e nunca mais conseguiu - nem procurou - se livrar disso. Aos treze anos, ela irritava os professores nas aulas de canto do conservatório por insistir em colocar melodias árabes nos estudos de música clássica. Aos quinze, descobriu o Krafwerk e comprou uma bateria eletrônica para armar jam sessions solitárias com suas castanholas. Participações em grupos folclóricos, pesquisas dos grooves do candomblé...sua vida ia nesse prumo quando o drum and bass apareceu nas quebradas chamando a atenção para as íntimas conexões entre os breakbeats, o Maracatu e outros batuques de sua terra. Cynthia se transformou, então, em cYz, e com o codinome gravou no Recife uma faixa chamada Zumbi, mais tarde incluida na coletânea Caipiríssima, do selo nova-iorquino Caipirinha Recors. Esse quem é quem da música eletrônica brasileira contemporânea reunia outros nomes ascendentes da cena, gente como o produtor paulista Apollo 09 ou nosso velho conhecido, o DJ Dolores.O ano da graça de noventa e seis serviu para essa cigana de cabelos loiros e voz delicada fazer sua primeira viagem à Europa de seu avô materno. Em Londres, ela montou um show para a estréia da Batmacumba, festa organizada pelo DJ Cliffy, até hoje uma das mais renomadas noites de latin/brazil/afro/futurefunk da capital inglesa. A volta ao Brasil serviu quase só para arrumar melhor as malas e as idéias para um retorno mais longo.Cynthia Zamorano correu o velho mundo de cima a baixo. Amsterdam, Milão, Paris...mas foi na boêmia Calle de Fuencarral madrilenha que ela estabeleceu sua base mais permanente, aproveitando para conhecer músicos de jazz, produtores, poetas e outros habitantes do underground. As horas e mais horas passadas em relaxadas jams nos estúdios espanhóis forneceram a necessária confiança para se pensar em vôos mais altos. Foi do outro lado da fronteira, em Portugal, que a coisa começou a decolar. Um espectáculo para uma multinacional de publicidade e a participação no FantasPorto, um importante festival de música da cidade do Porto, renderam grana e contatos. Um deles foi com o produtor e guitarrista português João Roquette. Juntos, e de volta a Madri, eles trabalharam em faixas que despertaram a atenção de um renomado selo alternativo luso, o Nylon.
Surgiu, então, o projeto PRECYZ e, nesse mês de março de 2001, o disco com o título homônimo.Dos artistas brasileiros espalhados mundo afora, raros são os que optaram pelos caminhos percorridos por Cynthia e João. Em PRECYZ os ritmos brasileiros estão presentes, o candomblé, o maracatu, toques de samba. Mas essa presença é sutil, bem longe dos clichês que associam Brasil a toques de cuíca e agogô. A escolha de uma produção crua, orgânica, cuidando dos detalhes, mas sem esfriar demais o prato que é servido ao ouvinte, ajuda a deixar mais precisa essa mistura onde entram também elementos de trip hop e breakbeats cheios de malícia.Seria ótimo que Cynthia e seu projeto PRECYZ tivessem a sorte de chegar por aqui. Sempre é bom comprovar que ainda há muita fertilidade no uso cosmopolita e desencanado de elementos locais para gerar música pop de qualidade e alcance universal. E ouvir sua bela voz é recordar uma tradição brasileira de cantar suave que parecia ter se perdido no tempo. Não é à toa que a Nylon promete para breve um disco solo de Cynthia, com faixas produzidas por gente como os austríacos do Sofa Surfers, Howie B e parte da moçada do Faze Action. No seu paraíso anarquista, o avô de cYz deve estar bem satisfeito com os progressos da neta!(..) " (by L, Renato - A Ponte)

O meu lado direito...

Uma nova consciência está a nascer no seio da humanidade aliada a uma mente direcionada para a unidade e para a essência de todas as coisas. A mente do ser humano está numa expansão, a todos os níveis e, gradualmente, parcelas da humanidade tem expandindo o seu campo mental, trabalhando mais com lado direito do cérebro, onde se encontram os principais centros sensitivos. A nossa mente é como uma célula da mente cósmica e na nossa alma está a essência de tudo...Será?