sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Da Buraka para o Mundo!

Depois do alarido relativamente às noites quentes que o Buraka Som Sistema tem proporcionado por Lisboa, eis que chega um EP, que pretende apresentar o som da Buraka ao mundo. Lil’John, Riot e Conductor juntaram-se e meteram mãos à obra para a criação de um pequeno cartão de visita musical. Desenvolveram-se os beats e preparou-se a entrada da Petty e das restantes participações vocais. Ao contrário do que costuma acontecer pelos lados da Enchufada, as participações ficaram reduzidas ao grupo que tem desenvolvido o projecto em formato live. A intro fala um pouco por si, a morte da world music “as we know it”, pelas mãos de uns pseudo kuduristas, que, apesar de diferentes origens, usam Lisboa como o centro de movimentações. Depois vem Buraka Entra!, começa o pézinho a abanar, enquanto a banda se apresenta em formato techo/grime, para concluir com a entrada do Yah!, onde, para além do pézinho, a anca já rebola de forma quase decontrolada, sempre com os olhos postos no opinion maker que continua ao lado do palco impávido e sereno. Com A morte do Sonic, as coisas ganham uma dimensão mais neurológica, o baixo faz estremeçer o estômago, preparando a entrada daquilo que será, um dos sintetizadores mais parvos da música portuguesa, anunciando que daqui para a frente “there is no turning back!”. Seguem-se Com Respeito e Coozi o Mambo, onde, para além das ancas, são os braços que se começam a levantar e a desenvolver movimentos estranhos. Quando se pensava que era impossível suar mais, eis que chega Wawaba, onde Petty viaja pelos beats kuduristas e pelas linhas de baixo como se estivesse em casa... Quem é aquela mulher?!?!? Numa fase em que, nem a roupa nem a maquilhagem estão no mesmo sítio onde estavam à partida, eis que surge o verdadeiro bordel kudurista, e assim o Buraka Som Sistema termina com Sem Makas, onde público, opinion makers e a própria banda entram no descontrole total de corpo, orgãos e movimentos.

E assim termina mais uma experiência da Buraka para o Mundo.

Nota: Ainda não têm site oficial, mas disponibilizam um myspace, onde se pode sacar muita informação além de ouvir músicas - http://www.myspace.com/burakasomsistema

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Não se vem ver, vem-se fazer!

Tendo por base a cultura participativa, o Andanças é um festival de dança e música popular de todo o mundo, onde a aprendizagem cultural é ilimitada e transborda para outras áreas, em que quem toca e quem dança se junta para formar um colectivo que é muito mais que a mera soma das partes.
Os participantes têm oportunidade de, durante uma semana única de partilha, descoberta, convívio, relação com o outro, aprender ou experimentar a dançar, jogar, tocar, construir instrumentos e brinquedos tradicionais, passear pela serra, de se aventurar em novos espaços com pessoas diferentes (ou não) das que encontram todos os dias. É também motivo para a realização de um (re)encontro anual entre músicos e bailadores vindos de toda a Europa, para que possam partilhar o seu trabalho uns com os outros e com um público alargado. A preocupação é, cada vez mais, incentivar a troca cultural: “do festival para fora e de fora para o festival”, à qual se alia uma preocupação ecológica, mas também social, e que fará deste espaço comum um local mais rico para todos.
O Festival Andanças surgiu da ideia de juntar a música e a dança, no sentido de conseguir recuperar o baile popular, de modo a torná-lo, de novo, em algo vivo. Inspirado em outros festivais que se realizam na Europa, como Le Grand Bal de L’Europe - Gennetines e St. Chartier (França), foi crescendoprogressivamente. De forma sustentada, amadureceu, tornando-se diferente dos festivais que lhe deram origem e servindo de modelo a novos festivais, como é o caso das Danzas sin Fronteras, em Espanha.Depois da primeira edição em Évora (1996-Teatro Garcia de Resende), onde o festival começou por contar com não mais que 300 participantes e durava apenas três dias, mudou-se para o Maciço da Gralheira, onde se realizaram duas edições na Fraguinha e, em 1999, o festival encontrou a morada que veio a tornar-se efectiva até aos dias de hoje: a aldeia de Carvalhais (Concelho de São Pedro do Sul).

(Fonte: www.pedexumbo.com)