sábado, 27 de janeiro de 2007

Keith Kaniff...Helios, Goldmund ou Sono?

Ao mesmo tempo que as restantes ofertas musicais seguem cada vez mais fórmulas artificiais, o norte-americano Keith Kenniff representa uma geração prolífica que tende a aumentar. A sua música não serve nenhum produto mas apenas otempo do coração, com o ritmo certo para os que não têm pressa e o à vontade dos que confiam na beleza do destino.
Instrumentalista por vocação, percursionista por paixão, Keith estudou no prestigiado Berklee College of Music emBoston, perseguindo assim uma carreira que irá tornar-se histórica. Depois de editar pela Merck, editora de Miami especializada em micro arritmias, seguiu-se a Type que em boa hora acolheu este músico, primeiro como Goldmund,onde apresentou de forma desarmante os seus talentos como pianista; depois como Helios, pintando a paisagemsonora com uma delicada guitarra e percursão que vai modelando todos os segmentos electrónicos.
Com uma curiosidade paralela pelo cinema independente, Keith apresenta nos seus concertos projecções visuais que formam dueto com as peças sonoras. Como Helios, Goldmund ou Sono (Yesternow Recording Co.), torna-se óbvio queestamos perante um inspirado artista que promete belos momentos sonoros.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Anthony Rother...E assim nasceu o Electro!

Como muitos outros adolescentes da sua idade, Anthony Rother iniciou o seu percurso musical diante de uma consola de jogos Commodore 64. Na altura deixava-se seduzir pelo denominado electric hip-hop de finais de 80 assim como pelas bandas sonoras dos filmes de John Carpenter. Dois mundos distintos que viriam a marcar o seu trabalho.
Com um grupo de amigos, em que Rother se encarregava dos teclados, começou a fundir vários géneros populares na altura e, numa mescla de hip-hop, techno e Miami bass, despontava um som explosivo, cuja base, alguns anos depois, viria agitar as pistas de dança sob a designação de “electro”.
Estávamos em 93 quando Rother conhece o produtor alemão Bernhard Laux (aka Heiko Laux) que idealizava a criação de uma editora capaz de divulgar artistas que se movimentavam na esfera do electro-techno onde Rother naturalmente se encontrava. A Kanzleramt Records surge em 94 na cidade natal de Laux, Bad Nauheim (Alemanha) e está actualmente sedeada em Berlim. Com cerca de 140 edições, onde se encontram nomes como Johannes Heil, Christian Morgenstern, Alexander Kowalski ou Heiko Laux, coube a Rother a honra de ter o 1º álbum no catálogo deste conceituado selo com “Sex With The Machines”. Este registo, de 97, veio catapultar o praticamente desconhecido Anthony Rother para a dianteira de um movimento em ascensão, surpreendendo a comunidade musical com um disco fresco e inovador, onde os Kraftwerk usavam os sons ácidos da Roland 808 num convite explicito à dança. “Sex With The Machines” tornou-se rapidamente um ícone da cena electro, alterando e dando pistas para a música que nos anos seguintes invadiria os clubes de todo o mundo.
Talvez inspirado pelos acontecimentos, Rother fundava no ano seguinte a Psi49Net, que serviria de plataforma não só para os seus trabalhos como para a de artistas que considerava de alguma forma inovadores.
“Trans Europa Express” e “Don’t Stop The Beat” (98/99), temas intemporais, colocaram desde inicio o nome da Psy49Net nos charts de alguns dos mais conceituados djs internacionais, e os álbuns “Simulationszeitalter” e “Hacker” (2001/02), confirmavam o nome de Rother como referência incontornável de todo o movimento.
Sven Vath foi igualmente atraído pelo fenómeno e o encontro entre os dois veio a resultar em colaboração nos ep’s “Contact” e “Fire” (2000/02), ambos editados pela Virgin, e mais tarde “Komm”, editado sob a designação Vath & Rother pela Cocoon de Vath. Neste período Antohny Rother corre clubes e festivais internacionais, tendo sido considerado pela Groove Magazine o 2º melhor live de 2002, apenas batido pelo dos Underworld.
Com a criação da DataPunk, em 2003, Rother inicia uma nova aventura editorial. A Datapunk, surgia baseada nos valores da liberdade e futurismo, direccionada para as novas tendências do electro, vindo a transformar a paisagem deste género musical e contribuindo para a redefinição do mesmo como o vemos (ouvimos) nos dias de hoje. “Popkiller” (2004), 1º álbum de Rother no seu novo selo, fez parte de todos os charts e foi eleito álbum do ano pela revista Raveline. No ano seguinte “This is electro (works 97-2005)” composto por 2 cds + dvd, dava a conhecer parte importante da obra deste visionário, acrescentando imagens de concertos e videoclips, como que se fechando um ciclo.
Recentemente criou a Stahl Industries onde editou “Art is A technology”. Neste Lp/Cd, liberta-se da música de dança, entrando no campo da exploração sonora, onde constrói paisagens sintetizadas e atmosferas minimais no seguimento do trabalho feito na editora de ambient Fax.
“Super Space Model”, editado este ano, retoma o tema da comunicação recíproca iniciada no aclamado “Popkiller”, dando primazia aos instrumentos analógicos, num hibrido techno/electro que tem definido a linha de som de clubes um pouco por todo o mundo nestes últimos 3 anos.
Apesar de uma larga lista de produções em nome próprio, Anthony Rother assume ainda os cognomes de Litlle Computer People, Psi Performer, Lord Sheper ou Family Lounge, foi co-produtor de Heiko Laux, Sven Vath e Frank Lorber, remisturou Tiefschwarz, Karl Bartos, Sven Vath, Miss Kittin & the Hacker, Dj Hell, Fairmont aka Jake Fairley, e os seus temas encontram-se em compilações de Dave Clarke, Radioactive Man, Electric Indigo, Sven Vath, Damien Lazarus, Agoria, Oxia entre outros.
Apesar de ser considerado um dos mais importantes produtores activo nos últimos 10 anos, é ao vivo que a reputação de Rother ganha contornos de fenómeno. Rodeado de uma autêntica parafernália de instrumentos musicais, onde sobressaem os sintetizadores e teclados analógicos, cada concerto transforma-se numa autêntica experiência física e mental para Rother, que utiliza todo o material em tempo real enquanto se movimenta freneticamente de um para outro, cantando em alguns dos temas que são seleccionados no momento. Na antítese de um live act para laptop, as suas prestações são vistas pelo próprio como experiências interactivas em que tudo é definido e trabalhado em tempo real mediante a comunicação que se estabelece entre ele e a sua audiência. Este é o segredo de um artista que continua a percorrer palcos, para regozijo dos mais atentos ao seu trabalho e dos novos seguidores do movimento que ajudou a criar.

(Fonte: http://www.sonicculture.com)

From CB To The World (EP)!

"Aqui e Agora".
É com este slogan que a Beira TV, a primeira televisão regional da Beira Interior, se apresenta. Uma forma de realçar a proximidade e a instantaneidade permitidas pela Internet, plataforma em que o canal será disponibilizado e meio privilegiado de acesso à informação em qualquer lugar e altura. A nova webtv, a funcionar desde o dia 11 de Janeiro, está sedeada em Castelo Branco, utilizando como base um portal da Internet alojado num servidor dedicado. Neste sítio, actualizado em permanência e optimizado para um acesso através de banda larga, serão disponibilizados diversos conteúdos multimédia como vídeos, textos e imagens, relacionados sobretudo com o património edificado, natural e cultural dos distritos de Castelo Branco e Guarda, sem esquecer alguns dos municípios vizinhos pertencentes aos distritos de Portalegre e Coimbra. O objectivo é o de dar a conhecer uma região vasta, com fronteiras para além da raia, através de um novo suporte audiovisual, e o de reforçar a sua identidade recorrendo às novas tecnologias da informação.
Uma televisão diferente não só na forma, mas também nos conteúdos. Propriedade do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), o canal é gerido pelo Centro de Investigação em Comunicação e Artes Visuais da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART), entidade que assume a produção informativa, a concepção da identidade visual e da palete sonora, a criação da plataforma técnica, bem como a administração e manutenção do sistema. Enquanto que a marca gráfica foi criada por dois docentes daquela escola, diversos alunos da instituição tiveram a seu cargo a construção do sítio na Internet, do grafismo, da música original e da cenografia virtual. Os conteúdos serão desenvolvidos por uma equipa de produção que integra um jornalista, um operador de câmara e um editor, os quais irão utilizar os meios técnicos e humanos daquela escola e contar com o apoio pontual de docentes e funcionários. Alguns dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos da ESART no âmbito de disciplinas do curso de Artes da Imagem – ramo de Design Multimédia e Audiovisual também deverão ser integrados na emissão da Beira TV, que desta forma funcionará como recurso suplementar de aprendizagem.
A marca gráfica da Beira TV, desenvolvida com objectos que representam a ligação à região, pretende destacar os valores básicos da identidade da Beira Interior, tais como a natureza, as tradições, as gentes e a modernidade. Nesta, o logótipo procura relacionar-se com o símbolo de forma diferenciadora, deixando transparecer a ideia de movimento, inovação e irreverência. As cores estão também ligadas à natureza, associando-se directamente às estações do ano. Um verde claro alude aos tons do Verão, enquanto que outro mais escuro remete para a Primavera e o Outono. Por sua vez, através do branco realça-se uma ideia de calma e pureza.
No separador principal de apresentação da estação, o qual tem por base uma animação gráfica tridimensional, uma folha vai caíndo por entre os ramos de uma árvore até se imobilizar sobre um écran normal de televisão. De súbito, este explode, dando lugar a um monitor onde surge o sítio da Internet da Beira TV. Já os conteúdos do canal são intercalados por vídeos promocionais com várias versões, as quais utilizam segmentos da marca gráfica do canal, numa viagem através de diferentes imagens que pretendem realçar a diversidade e as potencialidades da região. Quanto ao grafismo bidimensional, realça-se também o carácter de inovação. À excepção da publicidade, o símbolo da Beira TV surge em transparência em todos os conteúdos informativos de uma estação cujo público-alvo são não só os residentes na Beira Interior, mas também todos aqueles com ligações afectivas à região ou simplesmente interessados no que aí se passa.

(Fonte: http://www.beiratv.pt/imagemcorp.php)
(Site Oficial: www.beiratv.pt)

Pet Tree

Existe uma variedade de coisas que se podem utilizar como porta-chaves. No entanto acreditamos que nunca considerou utilizar árvores. Até porque as árvores são um bocado grandes. Não seria então muito razoável tentar abrir a porta de casa com uma árvore a reboque. Pois bem, mas isso não é bem verdade se estivermos a falar da Pet Tree.
As Pet Trees são a mais recente loucura no Japão, tal como grande parte das inovações do país do sol nascente, ela é incrivelmente pequena. Basicamente cada Pet Tree é uma mini-planta real dentro de uma pequena jarra de plástico com um acessório para as suas chaves. Uma espécie de mini-bonsai guardado numa pequena cúpula.
Tudo o que se tem de fazer para manter a planta saudável é de tempos a tempos colocar a sua planta dentro de um pequeno recipiente com um pouco de água durante alguns minutos. Se se tratar bem a planta, ela irá crescer até que se torne suficientemente grande para ser retirada da cúpula e plantada.
Segundo os especialistas, cada Pet Tree simboliza uma força e característica diferente sendo que o cacto simboliza amor inalterável e coragem.