quinta-feira, 26 de abril de 2007

Jovens Criadores - Edição 2007.

O concurso "Jovens Criadores" é uma organização conjunta da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD), do Instituto Português da Juventude (IPJ) e do Clube Português de Artes e Ideias (CPAI).
Visa incentivar e promover valores emergentes de diferentes áreas artísticas (Artes Plásticas, Banda Desenhada, Ciber Arte, Dança, Design de Equipamento, Design Gráfico, Fotografia, Ilustração, Joalharia, Literatura, Moda, Música e
Vídeo).
Do concurso resultará uma selecção de projectos que será apresentada numa Mostra Nacional e na qual serão indicados os representantes portugueses para um evento de carácter internacional.
A Mostra Nacional constará de: Exposição dos trabalhos das áreas de Artes Plásticas, Banda Desenhada, Ciber Arte, Design de Equipamento, Design Gráfico, Fotografia, Ilustração e Joalharia, Apresentação de espectáculos nas áreas da Dança e Música, Apresentação de uma Mostra de Vídeo, Realização de um Desfile de Moda, Realização de um Café Literário, Amostras JC.

Algumas condições para participação no Concurso

01. Os concorrentes deverão ter nacionalidade portuguesa ou residir em território nacional.

02. Os concorrentes poderão apresentar-se individualmente ou em grupo.

03. Podem concorrer jovens com a idade limite de 30 anos, à data de 31.12.2006. Nos projectos colectivos admitem-se concorrentes com idade até 35 anos à data de 31.12.2006, sempre que a média de idades do grupo não ultrapasse os 30 anos.

04. A inscrição no concurso está sujeita, obrigatoriamente, ao pagamento de uma taxa de inscrição no valor de 15,00 Euros, em cheque endossado ao CPAI, acompanhada pelo preenchimento da ficha de inscrição,assim como pela entrega de um dossier de candidatura com a informação e materiais solicitados, referentes à obra a concurso.

Data limite para inscrição no concurso: 28 de Maio de 2007.

Para obteres mais informações acede ao Regulamento do concurso no seguinte site:


Para mais informações:

Explosão de plumas sónicas!

Stefan Schwander (aka. Antonelli Electr.) é, juntamente com Jörg Burger (The Modernist), Wolfgang Voigt ou Thomas Brinkmann, um dos pioneiros da música alemã – electrónica, minimal, com uma versão direccionada para a vida nocturna e consciente de uma nova relação social cultivada nos clubes de Colónia.
Nascido em Düsseldorf, começa desde meados dos anos noventa a criar um estilo tão minimal quanto sedutor. Liberto de fórmulas e contando apenas com a inspiração, apresentou através dos seus inúmeros alter-egos (a rocket in dub; repeat orchestra; rhythm_maker; swimmimgpool), uma variedade de propostas que vao desde a “House Music” passando pelo “Dub” acabando nas experiênciais minimais produzidas para simples prazeres auditivos. Esta reinvenção que já dura há dez anos completa-se com a editora que criou e que gere juntamente com Marc Knauer, a “Italic” – a mesma que que editou discos como “Little Annie & The Legally Jammin’”, “Einmusik”, “Borneo & Sporenburg” e mais recentemente “Popnoname”.
Nas suas actuações, Antonelli dispensa o tão popular computador e usa apenas tecnologia analógica. O resultado é um poderoso oceano de pureza sónica que transforma o mais frágil sistema sonoro numa vertiginosa máquina sensorial.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Definição De Obra Prima? Kunuaka!

Kunuaka marca a estreia dos Makossa & Megablast em trabalhos de longa duração. E se o dub característico encontra novas formas de expressão cénica, o electro ou o house abrem espaço a manifestações funk e afro. As ideias são fortes e expressam-se de forma decisiva por entre ritmos que ora lembram o dub minimal de Stereotyp ou a robustez rítmica dos Rockers Hi-Fi, enquanto elementos híbridos algures entre Cuba e África atribuem rudimentos orgânicos a toda a operação. Não haverá certamente nada de verdadeiramente novo no que por aqui se ouve. Apenas, e uma vez mais, a personalidade adquirida nos clubes de Viena e a sumidade do dub que adquirem estatuto suficiente para erguer uma obra viva, consciente do tempo e do espaço que ocupam. Apesar de seguirem as primeiras pistas sugeridas pelo mítico Dub Club, renovam a linguagem sem quebrar de forma radical os paradigmas sonoros de Viena.
Mais um motivo de interesse em 2007 e um dos melhores discos saídos dos laboratórios da G-Stone nos últimos tempos.
(Editora: G-Stone - http://www.g-stoned.com/)

Estilhaços (aka. Adolfo Luxúria Canibal & António Rafael) - O (Outro Lado) Morto?

Estilhaços é um projecto que passou por várias fases até chegar ao seu formato actual, o CD. Em 2003, a Quasi editou um livro com o mesmo nome contendo poemas de Adolfo Luxúria Canibal. Pouco depois o conceito ganhou outra forma, a de “concerto”: convidando António Rafael (também dos Mão Morta) para o acompanhar, Adolfo aceitou o convite do Teatro do Campo Alegre para transformar o livro em actuações de spoken word. A partir daí as actuações foram-se alargando a cidades como Braga, Lisboa, Famalicão e Budapeste, até que um convite da Estilhaços é um projecto que passou por várias fases até chegar ao seu formato actual, o CD. Em 2003, a Quasi editou um livro com o mesmo nome contendo poemas de Adolfo Luxúria Canibal. Pouco depois o conceito ganhou outra forma, a de “concerto”: convidando António Rafael (também dos Mão Morta) para o acompanhar, Adolfo aceitou o convite do Teatro do Campo Alegre para transformar o livro em actuações de spoken word. A partir daí as actuações foram-se alargando a cidades como Braga, Lisboa, Famalicão e Budapeste, até que um convite da Transporte de Animais Vivos, filial discográfica da Quasi, quis tornar em disco os poemas de Adolfo Luxúria Canibal e as ambiências de António Rafael. É um dos quatro discos que a editora nortenha editou ao mesmo tempo na sua estreia.
Estilhaços é um disco de spoken word, território já explorado por Adolfo Luxúria Canibal nos Mão Morta (assim de repente salta à vista “Gumes”, do último Nus). Aqui, Adolfo Luxúria Canibal continua a ser o “narrador da decadência” que conhecemos e o fornecedor de paisagens António Rafael (no piano, no sintetizador e nas programações) parece aqui a melhor das companhias possíveis. A viagem parece começar no mar (em “De estrelas nada sei”), onde o cantar das aves e outros animais se mistura com o remexer da água e juntos absorvem as palavras de Adolfo, debatendo-se com o seu aparente desconhecimento das estrelas.
“Noite Transfigurável” abre com um piano e conta a história de uma casa, de uma família e de uma máquina. Há um avô que, algo desnorteado, sublinha a palavra “erva”. A mudança de cenário, sublinhada pelo acordar no dia seguinte e pelo nascer do dia, leva a narração para um parque infantil cheio de “putos” e “excursionistas”: “Já davam à volta da mesa que havia à volta dos bancos quando uma excursionista se sentou ao meu lado e ficou silenciosa a olhar em frente / mas eu estava demasiado ocupado a fazer um pica com papel de embrulho que não colava / Depois de muito cuspo pareceu-me enfim seguro e acendi um fósforo antes de conseguir chegar ao pica”. Adolfo Luxúria Canibal trata bem as palavras – di-las com o peso certo, é impossível desviar a atenção da sua descrição.
Um murmurar electrónico e um piano abrem “A filha surda” e pouco depois junta-se um contrabaixo, cenário perfeito para Adolfo percorrer um “desses bairros burgueses de Paris de fachadas idênticas e ruas largas” e narra a história de uma mulher e do seu choro, da sua tristeza profunda causada pela surdez do seu bebé. Além da cidade das luzes onde viveu alguns anos, também Braga merece a atenção neste disco em “Braga, meu amor”, retrato de uma cidade pintado por palavrões, droga, sexo e pela teia sonora mais agressiva do disco, o que evidencia a imagem algo destorcida que Adolfo tem da cidade dos bispos.
Os dois temas restantes, “White light / White Heat” e “O homem aos saltos” (quase cabarética) ajudam a provar a ideia que este não apenas um disco para se ouvir enquanto se espera pelo próximo registo dos Mão Morta. É um disco onde Adolfo Luxúria Canibal se sente em casa e onde desenvolve um trabalho distinto (mas não demasiado, não irreconhecível) daquele que consegue nos Mão Morta e nos Mecanosphère. Estilhaços é, em variadas ocasiões, um disco de estonteante e perturbadora beleza. Estes sete textos transformados em registo sonoro transpiram crueza e realismo – são obviamente retratos da decadência.
(Editora: Transporte de Animais Vivos, 2006)

VARIZ.ORG

VARIZ.ORG é uma editora e produtora, criada em 2001, que opera no eixo Lisboa-Porto.
Os seus objectivos prendem-se com a divulgação da mais recente geração de músicos e artistas do panorama media-art nacional e internacional.
@C, Discmen, Expander, João Castro Pinto, Lolly and Brains, Migso, Nova Huta, Producers, Stapletape,TAM, Zzzzzzzzzzzzzzzzp!
São alguns dos nomes que podemos encontrar no presente catálogo de 8 edições.

(Site Oficial: http://www.variz.org/)

sábado, 21 de abril de 2007

FM EINHEIT & CASPAR BRÖTZMANN

Em 1981, FM Einheit é convidado para integrar os Einstürzende Neubauten após estes o terem visto numa performance dos Abwärts, um grupo punk que FM tinha formado em Hamburgo e onde ele usava como instrumentos qualquer fonte de produção de ruído (fita magnética, rádios, etc.). FM Einheit deu, durante 15 anos, uma contribuição decisiva na expansão das possibilidades sonoras da banda.
Tocou com vários grupos e formações ao longo dos anos, entre os quais KMFDM, Diamanda Galas e Pan Sonic, e desenvolveu o seus projectos Stein (com Ulricke Haage e Katharina Frank dos Rainbirds) e Gry (com a vocalista dinamarquesa Gry Bagøien).
Outro colaborador de FM Einheit é o guitarrista Caspar Brötzmann, com quem se apresentou ao vivo em 1988 no festival Transmissionen em Berlim e viria a gravar o álbum “Merry Christmas” em 1994. No disco com FM Einheit oferece um triunfante bouquet de sons de guitarra incandescente na tradição de duos como Derek Bailey – Han Bennink; Frank Zappa - Chad Wackermann ou Billy Jenkins - Steve Noble.

Fundação Serralves: 21 Abr 2007 -22:00h

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Calhauismo ou bruxaria?

João Alves Von Calhauism e Marta Ângela Von Calhauism trabalham juntos desde Abril de 2006, tendo usado denominações para o seu duo como Electrocutatus Santificatis Rudimentarum Extremis Electrocutatus Santificatus Rudimentarus Extremis Electrocutatum Santificatum Rudimentarum Extremis, Calhau!
E outros nomes perdidos no tempo sempre mutável… fundadores da editora Calhau Records e editores de Estúfides 3500 a.c. …
São os secretivos teóricos por detrás do Calhauismo: um monólito de sabedoria acidentada sendo que as suas origens remontam à bruxaria verde, operações orientadas pelo acaso, ficção-científica psicadélica, metavisões patafísicas e outras forças sobrenaturais calhauistas.

No mínimo, interessante!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Folk Songs Trio

O “Cinco Cidades” é um website (com lançamento em Abril de 2007) com o perfil sonoro de cinco cidades portuguesas (Lisboa, Torres Vedras, Porto, Braga e Guarda) num projecto transdisciplinar com performances do Folk Songs Trio: William Parker, Guillermo E. Brown e Victor Gama.
Folk Songs Trio é uma das mais originais formações de free improv, explorando um terreno fértil entre o free jazz, hip-hop, músicas tradicionais e electrónica. William Parker é considerado por muitos como o maior contra-baixista de sempre na área do jazz de vanguarda, tendo sido membro do núcleo duro da Cecil Taylor Unit, nos anos 80; William Parker (contrabaixo, instrumentos de sopro tibetanos e de corda africanos) combina a sua forte presença performativa às melodias delicadas dos Instrumentos Pangeia de Victor Gama (toha, arha, acrux, kissange) e às percussões electrónicas desconstrutivas e fragmentadas de Guillermo Brown.
Iniciado em Nova Iorque, o Folk Songs Trio colabora em parceria com o The Folk Songs Project: Cinco Cidades e a PangeiArt para criar um mapa sonoro online de cinco cidades Portuguesas.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Em formato CD-R...

Se esta é a primeira vez que se cruzam com a Noite CD-R, saibam que esta é um espaço de mostra para produtores não editados, provocando a passagem destes do "quarto" para a pista de dança. Testam-se os volumes dos sons envolvidos, observa-se a reacção das pessoas presentes e estabelecem-se contactos entre aqueles que encontram afinidades musicais.
Do techno ao electro, do hip-hop ao drum n'Bass, todos os estilos são aceites. As faixas submetidas serão tocadas no sistema de som do bar, sendo acompanhadas pela projecção video do seu título e autor.
A entrega de produções faz-se até às 24h00.
A Noite CD-R ocorre na primeira quarta-feira do mês em Lisboa no bar Lounge, e na segunda quarta-feira do mês no bar Passos Manuel no Porto. Desde Janeiro a Noite CD-R terá no início da Noite um Live-act. O Live set deverá ser constituído apenas por produções ou remisturas vossas, independentemente do vosso estilo musical, e deve rondar os 45 minutos. A actuação decorrerá entre as 23.15 – 00.00 (mais minuto menos minuto), aproveitando a presença atenta de todos os produtores participantes na Noite CD-R propriamente dita.
Se estão a preparar um Live set e precisam de o testar, a Noite CD-R cede-vos os comandos da mesa de mistura.
Como ninguém trabalha de borla, há uma oferta da Noite CD-R ao interveniente de cada mês.

Vejam o que se passou nas ultimas sessões de Lisboa e Porto no site http://www.noitecdr.com

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Michael Mayer

Michael Mayer é o mais importante porta-voz das ondas electrónicas provenientes de Colónia. Fundador da prestigiada Kompakt, tem-se empenhado na divulgação de um novo estilo musical que atingiu hoje uma dimensão de respeito.
É unanimemente considerado um dj de referência, tendo já passado por alguns dos mais importantes festivais do género, como o Sónar (Barcelona) ou Popkomm (Berlim), para além de ser presença assídua em clubes como o Nitsa, em Barcelona, ou Fabric em Londres. A residência neste clube londrino deu origem ao mix-cd Fabric 31, um dos mais importantes registos deste formato em 2003, que acabou por catapultar Mayer para a ribalta.
No final de 2006 edita Immer 2, onde volta a mostrar toda a sua qualidade e bom gosto enquanto dj.
Como produtor, os seus mais recentes trabalhos têm sido em parceria com Reinhard Voigt, na série Speicher, da Kompakt Extra, ao mesmo tempo que continua a ser requisitado para remisturar nomes de peso como Depeche Mode, Superpitcher, Ada ou Paul Kalkbrenner. Ao lado de Superpitcher partilha o projecto Supermayer celebrizado pela remistura do tema “Like You” de Gui Boratto.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Zoundz

Este bizarro brinquedo criador de música chegou para ser um dos jogos musicais mais originais alguma vez criado, não tendo nada a ver com o que já possa ter visto ou ouvido. Tentar descrever o Zoundz é como tentar descrever uma salsicha a dançar no meio de uma discoteca. Jogar o Zoundz consiste em mover as peças numa base e criar assim uma fantástica sequência musical, gerando simultaneamente um hipnotizante show de luzes.
Seis peças distintas criam diferentes ritmos e batidas, dependendo do lugar (hot-pots) onde as colocarmos na base. Uma sétima peça grava e toca as composições. Para compor uma nova sinfonia, basta trocar as peças de lugar e o resultado é fascinante.
O SoudZ é ainda uma invulgar e futurista mesa de mistura permitindo dobrar e misturar sons, ajustar o volume, tempo, eco e reverb com botões sensíveis ao toque. Pode inclusivamente gravar a voz, através de um microfone embutido. É sem dúvida uma experiencia sinfónica multi-sensorial.
Se a criatividade musical não for muita, pode-se ligar o Zoundz ao leitor MP3, funcionando como sequenciador de de luzes ao ritmo da música. Tem ainda um relógio que toca à hora indicada podendo falar as horas com um simples toque de botão. Tem também funções de alarme-despertador que permite um despertar ao som da sua composição.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Springintgut: Park And Ride

Andreas Otto é um alemão de 27 anos que apoia a sua estrutura musical na simples vontade de explorar o universo electrónico - estuda na Universidade de Luneberg, instituto famoso pela atenção dada à música electrónica.
A colaboração de vários artistas neste discos embeleza ainda mais o genuíno sentido de espontaneidade oferecendo um intricado jogo de jóias bem lapidadas.
A voz de Kazumi, requisitada já por Arovane é uma pérola a descobrir e F. S. Blumm ajuda com a sua particular guitarra.
O resultado final é uma viagem descomprometida que vai desde os mais maravilhosos exemplos de editoras como a Morr Music até aos complexos jogos que caracterizam os veteranos desta incontornável editora que é a City Centre Offices.

domingo, 1 de abril de 2007

Donna Regina

Gunther e Regina Janssen formam um dos projectos mais estáveis e curiosos da Indietrónica. Ainda fieis à editora alemã Karaoke Kalk esta dupla deu origem a uma autêntica explosão de casais criativos.
Slow Killer, o seu último álbum de originais é já de 2005 mas, ao vivo, as suas propostas são intemporais. A voz de Regina continua doce e cada vez mais madura.
Já muito se escreveu acerca deste casal que reparte o tempo entre a actividade profissional de cada um e a actividade musical que tão bem conhecemos.
Gunther trabalha numa Rádio e desde há alguns anos produz Bandas Sonoras paraTelevisão enquanto Regina é Hospedeira de Bordo. Deve ter sido esta experiência em viagens, que os levou a criar músicas onde o equilibrio entre a Pop e a Electrónica se associa de uma forma tão perfeita. Mais importante ainda serão os mais de dez anos a fazer música em conjunto.
Slow Killer é nem mais nem menos que o seu nono album e a somar a estes as edições em vinil onde são remisturados porMichael Mayer, Matthew Herbert, Mouse on Mars ou Isolée.