sábado, 31 de outubro de 2009

Pedro´s Broadcasting Basement

No ano em que Laurent Garnier estravaza toda a sua versatilidade com "Tales Of Kleptomaniac", o francês não desiste de encantar os seus admiradores e não só, com a criação de uma rádio online tão diversificada como o seu último (e aclamadíssimo) registo!
Chama-se Pedro´s Broadcasting Basement e encontra-se em: http://pdb.laurentgarnier.com:8000/ e o mecanismo de funcionamento consiste em colar o URL da página no leitor predefinido (eu, especialmente aconselho o Winamp)...e depois, depois é só deixar ficar e ouvir as escolhas do francês mais "gourmet-o-musical" que conheço.
Ele diz que não é só uma estação de música em formato de música "non-stop", mas que resulta de um trabalho de mais de 6 anos de recolha dos discos certos que para ele têm sentido e dá-los a partilhar com quem quiser ouvi-los.
Parece a mesma coisa, mas lá no fundo o que interessa para aqui é a intenção de quem cria a coisa e o seu intuito!
E desta forma, soa diferente!
Oiçam 10 minutinhos e depois digam qualquer coisa!
Jazz, world, soul, downtempo, pop, electrónica...enfim, música vinda directamente do coração!
Se a estação fosse minha, a próxima música passaria por certo, pelo menos 2 vezes por dia...sim, sem dúvida!
Pornografia musical faz tão bem...ah, como é "fabuloso o maravilhoso" mundo da electrónica!
Boa noite das bruxas ou lá o que isso é!


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Move D

Um dos mais discretos mas pertinentes nomes da cena da electrónica contemporânea apresenta-se hoje à noite em Lisboa.
David Moufang, mais conhecido por Move D e responsável em parceria com Benjamin Brunn, por um dos mais belos albuns (viagens ou incurssões...) ao fabuloso mundo da música sintetizada, aterra hoje à noite no club alfacinha, Lux.
Um veterano cuja criatividade recicla emoções do passado para o tempo presente e acrescenta pontos de vitalidade para o futuro.
Uma noite diferente, seguramente!





quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cafe World e miudezas!

E de repente, dou por mim viciado num jogo.
Há que tempos não me lembrava de me embrenhar nas teias de um jogo e me deixava perder pelos seus meandros intermináveis e ultra-criativos (e muito, mas mesmo muito viciantes!).
Tenho um café no Facebook e já gastei na construção do mesmo muitas horinhas das férias.
Estou a gostar!
A ideia de ter um espaço meu em que posso criar e explorar a meu gosto é fixe...
Vou continuar a servir hamburguers e tartes de frutos silvestres...a ver o que dá!
Nos entretantos, continua a rodar em modo contínuo o disco de Jonny Trunk - The Inside Outside, editado pela Trunk em 2004, como banda sonora ideal para novas incursões em território gastronómico.
Chama-se "Zé & Tal" e temos bons hamburgueres e óptimas tartes!
Apareçam!
Isto da web está cada vez mais passada...qualquer dia uma gajo está de tal forma "agarrado" a esta cena que vai tomar café ao cafezinho da rua e está a contar os minutos que demoram a cozer as tartes de maçã no joguinho lá de casa!
Mas vale a pena experimentar e ver como é que a coisa se processa!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Jon Hassell & Maarifa Street pela primeira vez.

Parece incrível, mas Jon Hassell é mais um daqueles nomes que tocam o sublime sem nunca terem tocado no nosso país.
Chegou a hora!
A espera acabou!
Depois dos ensinamentos de Stockhausen e Pandit Pran Nath e de 30 anos de música superior e sublimes invenções, Jon Hassell procura agora apropriar-se de tudo o que fez para mergulhar de cabeça no silêncio.
Um dos mais revolucionários músicos das últimas décadas, autor do famoso conceito quarto-mundista, e criador de uma mão-cheia de álbuns essenciais, toca amanhã no Teatro Maria Matos, em Lisboa, às 22h.
Uma ideia de jazz futurista, rico e detalhado parece querer habitar uma coreografia e culturas indeterminadas...
A partir de amanhã alguns de nós serão um pouco mais completos!


Ay Ay Ay

Férias!
Depois de 2 dias de intenso "lufa-lufa", eis que a calma e o sossego tomam conta do meu dia.
Está cinzento, mas também não peço mais...
Tempo mais que sobra para me dedicar aquilo que me ostenta um dia perfeito...música!
Matias Aguayo e o seu novo "Ay Ay Ay"!
Logo no início com “Menta Latte” percebe-se que este não é de todo um álbum vulgar no catálogo da Kompakt, nem sequer na actual produção pop electrónica.
Pode acreditar-se que é consequência de uma vida repartida entre Santiago do Chile, Buenos Aires, Paris e Colónia ou apenas (e não é pouco...ufa!) resultado de ideias muito singulares de um músico que não me tinha exactamente preparado para o que estou a ouvir agora. Superficialmente penso num cruzamento entre Micachu, Khan, Frivolous e um toque do que Villalobos seria se fizesse canções.
Referências talvez demasiado rebuscadas ou escondidas mas, com o álbum em escuta, o que interessa são as surpresas em cada nova canção que entra.
O modo como Aguayo se apropria de “From Russia With Love” (John Barry, da banda sonora do filme com o mesmo nome), chamando-lhe muito naturalmente “Desde Rusia”, apanha desprevenido mesmo quem conhece bem o original.
Todo o álbum é muito assente nas múltiplas nuances e sobreposições da voz de Matias Aguayo: na encarnação mais simples é uma voz claramente latina, mas nas inúmeras mutações presentes no álbum soa a vários intrumentos, coros, objectos e camadas de sons.
A percussão livre não pode sequer ser comparada a música de dança como normalmente se entende, não obedece a um padrão linear nem a uma região específica, “Koro Koro” parece África mas depois talvez não, “Ay Shit” podia ser M.I.A. ou uma cena de Diplo mas também podia não ser, porque a voz de Aguayo coloca tudo noutro compartimento (sem nome!).
“Ay Ay Ay”, o título, remete ao mesmo tempo para um clima festivo e para uma exclamação de angústia por não se saber muito bem o que fazer a seguir...
Ainda bem!
Toda a gente deveria experimentar tirar férias quando o tempo menos o pede!
Faz bem à alma a paz dos dias cinzentões!

sábado, 24 de outubro de 2009

Re:Axis

Re:Axis é o projecto de música electrónica, partilhado por José Diogo Correia e Hélder Vasconcelos, que nos 2 últimos anos tem dado a conhecer além fronteiras a melhor produção nacional.
O primeiro reconhecimento internacional deu se no inicio de 2008 quando o Ep “Outsider”, editado pela londrina Piso, atingiu o top 20 na categoria de minimal techno do Beatport e o tema homónimo integrou a compilação “Viva Toronto” de Steve Lawler.




Os ecos deste feito chegam rapidamente à Alemanha e no mesmo ano a conceituada Autist convida-os a integrar o seu catálogo.
Temas de Re:Axis começaram a ser incluídos em playlists dos mais respeitados dj’s,como Richie Hawtin, com “Take Me There".




Em Meados de 2008, impulsionados pelas tendências dos mercados digitais, constituíram a sua própria editora, a Monocline.
O selo independente permitiu ao projecto moldar a sua presença no mercado mundial de música de dança através da identidade sonora delineada ao longo das 15 edições realizadas.
Vão estar por Lisboa dia 7 de Novembro no Op Art, sob tutela da Soniculture e é uma oportunidade óptima para ver se os dois rapazes que brilharam este ano no Neo-Pop (um dos melhores lives!) deixam escapar qualquer coisita do seu primeiro álbum "Everything Is Going To Be Amazing”.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Firekites

Porque nem só de beats acelerados e viagens alucinantemente animadas por sintetizadores desbravados vive o meu corpo, hoje falo-vos em "melancolia"...musical.
Do mesmo remoto país que ao mundo ofereceu ícones tão destintos como AC/DC ou Kylie Minogue, chegam-nos agora, em pezinhos de lã, os Firekites.
"Bowery", o primeiro álbum dos australianos Firekites, tem carimbo de 2008, porém só este ano é que as canções, netas de algo semelhante a Nick Drave e quiçá, irmãs de Kings Of Convenience ou Iron & Wine, encontraram o caminho para Portugal.
Canções para encostar a cabeça ao cadeirão lá da sala...e encontrar aconchego nas melodias de uma guitarra acústica bordada e violinos.
O ritmo não fere e nunca se atreve além do batimento cardíaco em modo de repouso.
Assumo, profundamente melancólico!
"Bowery" é um daqueles discos para os quais o Outono parece ter sido inventado.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Uma pedrada no charco!

Há quem já lhe chame a editora da década...e na realidade (parece-me a mim...), não deve estar muito longe da verdade.
Estou a falar claro da grande DFA.
Como grande impulsionador da cena da DFA está o homem dos LCD Soundsystem, James Murphy, e podem perguntar-me se tenho algum tipo de obcessão com o gajo que tenta desvendar os segredos da cor da prata, mas é tudo mérito dele.
A culpa não é minha...ele é que se mete à frente dos meus ouvidos pelas mais diversas razões a toda a altura.
Quanto ao homónimo dos LCD Soundsystem e toda a obra editada em nome da dupla nova-iorquina, acho que não vale apena falar mais, senão chamam-me chato com razão.
Depois vieram os Syclops, Free Blood, Mock & Toof, Juan Maclean e os adorados Hercules & Love Affair...e nunca mais parou.
A DFA assentou de vez e passou de uma mera editora desconhecida a grande referência da cena electrónica.
2009 entrou em grande ritmo e as edições nunca mais pararam.
Foi tanta a farturinha que alguns acabaram por ficar para trás.
Uma hora livre e uma viagem no site da editora.
Fico a saber que anda para aí uma "coisa" muito boa chamada Capracara.
Além do nome apelativo, há algo mais belo no projecto que um londrino decidiu criar há já 3 anos (na altura editou "Flashback" pela Soul Jazz Records, em jeito de acid house meio retro...que também me escapou!).
O renascimento da "stoned disco"!
Foi dos primeiros a aparecer em 2009 e serviu-nos uma lufada fresca de grooves embalados em beats e sintetizadores meio enevoados.
Chama-se "King of the Witches" e é o primeiro single de Capracara sob selo da DFA.
Num dia de chuva como o de hoje, ouvir Capracara, especialmente na remix dos Rub´n´Tug, é como levar o groove a apanhar um um pouco de sol num jardim.
Que pedrada!






terça-feira, 20 de outubro de 2009

Marge Simpson capa da Playboy.

Não se trata de música propriamente dita, porém acho que o facto é no mínimo interessante e apelativo, capaz de poder figurar num blog como a Xangai Market...ou noutro qualquer.
A notícia já é amplamente falada nos meios de comunicação generalistas pela originalidade e arrojo com que os directores da Playboy norte-americana decidiram apostar na mulher de Homer Simpson como capa da revista masculina.
Marge Simpson, personagem da série animada de televisão no ar desde Dezembro de 1989, prestes a completar 20 anos, é a modelo de capa da edição de Novembro da Playboy norte-americana.
A mulher de Homer Simpson aparece mais amarela que nunca em trapinhos reduzidos e apesar de não revelar a sua idade (nem peso) confessa que não gosta de homens magrinhos nem musculados.
Em entrevista, Marge diz também que o segredo para um casamento de sucesso é nunca ir para a cama com fome.
Excertos da "entrevista" (curioso!) seguindo este link.

(Fonte: Blitz)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sacrilégio artístico.

Actualmente discute-se muito a questão do que é considerado arte, de como se produz a mesma e acima de tudo, na forma como essa arte é exibida.
A notícia que hoje trago a debate ao estúdio da Xangai, diz respeito a um vídeo polémico da autoria dos Modeselektor.
A dupla alemã que ainda há bem pouco tempo assinou mais uma excelente mixtape para a série Body Language, volta a ser novidade com a publicação de um vídeo no mínimo "achocalhador" de mentalidades.
Dizem os próprios que a sua única intenção é apontar umas solução para crise económica mundial, afirmando tratar-se de um investimento em obras de arte.
Levantam-se vozes falando já numa teoria da conspiração por tráz disto tudo...
Esse argumento, na realidade, serve apenas como desculpa para possíveis re-leituras do ponto de vista da cultura "clubber" acerca dos grandes clássicos das artes plásticas.
A polémica, se bem que meio forçada, surge lá bem para o fina, quando o coletivo de directores e VJs Pfadfinderei, recriam a Última Ceia de Da Vinci...
Sem tempo e vontade para reflexões, no final, é tudo arte!?
Será?
Se calhar, tambem não interessa equacionar essa questão.
Fica à vossa escolha.

The Midnight Hour.

Porque esteve sempre tudo calmo...nada de mais a assinalar.
Bom início de semana!

sábado, 17 de outubro de 2009

Beats In Space em festa!

Considerado por muitos, e por mim também, como o melhor programa de música electrónica nas ondas do éter (online), o Beats In Space completa este mês o seu décimo aniversário.
Tim Sweeney, o culpado do Beats In Space ter chegado ao nível de hoje, é oriundo de boas famílias, DFA, e tem um Curriculo Vitae dos bons...vá lá, difrente: inclui por exemplo o facto de ter sido curador musical do jogo de computador Grand Theft Auto.
Graças ao seu requintado bom gosto aliado aos seus bons contatos e constantes viagens pelo mundo, o Beats In Space tem uma colecção invejável e inimitável de convidados.
De Laurent Garnier, Aeroplane e James Murphy a artistas desconhecidos de quem iremos ouvir falar num futuro próximo a sessões de funk tailandês de 70 ou disco turco...nada deixa de fazer sentido com Tim Sweeney.
2010 é o ano escolhido por Tim Sweeney para lançar no mercado da pista de dança o seu próprio carimbo editorial.
Chama-se "Beats In Space" e posso dizer que começa bem demais com um disco do prodigioso alemão Tensnake, responsável por um dos momentos mais sublimes do ano com "Holding Back My Love".


Match Your Sound

É já na próxima 5ª feira, dia 22, no entanto o aviso fica desde já feito, para depois não me acusarem de ter avisado em cima do tempo.
O Lux vai ser palco de uma espécie de micro-festival com alguns nomes da nova música portuguesa de acento em linguagens fusionistas e electrónicas.
A Match Your Sound (palminhas pelo seu excelente e ordenado crescimento em Lisboa!) organiza e o Lux empresta o espaço.
A reunião marcada para as 22h conta com, Balla, Soulbizness, The Poppers, Post Hit, Tha Bloody Bastards, Hugo Santana, Henriq e Norton.
Diz quem sabe que a intenção da cena é a procura de uma nova experiência sonoro-sensorial.
Que som combina com o teu corpo?
O que é que ele te pede?
Como reage quando é transportado pela música?
Logo se vê...



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Promessas adiadas.

De uma coisa tenho a certeza, que o single apresentado ontem dos LCD Soundsystem é um produto novo com muito espírito nova-iorquino do pós-punk, disso ninguém dúvida.
Que é uma cover de Alan Vega, metade dos Suicide, do ábum de 1980, também é facto assumido.
Agora, a rectificação vai para o facto de ter afirmado que faria parte do novo registo da banda de James Murphy, anunciado para Março, pelo que esta "Bye Bye Bayou", não vai, com toda a certeza, fazer parte do novo tomo dos nova-iorquinos com o disco-sound e o pós punk no sangue.
Assume-se como um single isolado e que representa em si todo o valor e simbolismo de uma música.
Pelas palavras do mentar e criativo, James Murphy, ~"justifica-se" à Pitchfork afirmando que "os LCD Soundsystem estão a trabalhar em muita coisa e para muita gente ao mesmo tempo".
Avizinha-se um 2010 repleto de surpresas.
Quanto ao link de acesso ao novo single, ontem publicado, foi delicadamente retirado, pelo que a Xangai pede imensa desculpa aqueles que não tiveram oportunidade de o ouvir rem primeira mão...não há problema, daqui uns dias já por aí anda de novo à solta!
Enquanto aparece e não aparece, deixo-vos com a "Daft Punk Is Playing At My House" ao vivo no Eletronika de 2007, uma das minhas eternas preferidas.
LCD Soundsystem, uma das melhores coisas que aconteceu nos últimos 10 anos à música!


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"Bye Bye Bayou"

Falei deles ainda há bem pouco tempo, porém o dia de hoje fica marcado pela apresentação do novíssimo single dos LCD Soundsystem e que fará parte do próximo álbum da banda de James Murphy a sair no próximo ano.
Idolatrados como um deus e venerados como uma espécie de "next big thing" milagrosa, os LCD Soundsystem oferecen-nos esta "Bye Bye Bayou"...e nós por cá, só temos que agradecer.


Clubroot

Apesar de já por cá andar há bem mais tempo, este "Clubroot" de 2009, assume-se (pelo menos na minha óptica) como um artefacto híbrido da era pós-Burial.
Numa altura em que electrónica como género musical, atingiu um profundo grau de fusão com o dubstep, nomes como "2562" ou "Clubroot" são livres para explorar todas as nuances de ambas as zonas, sempre com atenção às vibrações subaquáticas que trabalham os seus grooves assentes nos graves.
A imagem fornecida é a habitual fotografia enevoada e, com títulos como “Low Pressure Zone” ou “Lucid Dream”, não existem quaisquer dúvidas do que realmente estou a falar.
Memórias distintas e longínquas com sabor a drum & bass, goa trance (longe vão os tempos...saudosos!) e Enigma (eh lá...).
Recomenda-se!


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Groovie Records no Chiado.

Para os amantes do vinil, (re-)abriu mais uma loja de vinil no Chiado.
Trata-se da Groovie Records que antes estava alojada na rua dos Fanqueiros e agora passou para as Escadinhas da Oliveira, nº 3, perto da Discolecção.
Já agora, será que têm lá esta?!



Arte ou mera esquisitice?

"Video Musics", a terceira edição do norte-americano Alexis Gideon, é tudo menos um disco comum.
Logo a começar pelo formato, uma vez que se trata de um DVD de animação acompanhado de um link para download gratuito (http://africantapegroup.bandcamp.com/) da respectiva banda-sonora.
Mas a bizarria não se limita a este inesperado modo de manifestação artística de alguém multifacetado: a música que ilustra esta ópera-vídeo está tocada por essa insólita esquisitice que associamos aos génios loucos, que estão tão deslocados deste mundo quanto este os olha com desconfiança!
E Alexis Gideon permite-se ocultar se a sua intenção era destinar esta obra a públicos infantis ou de lançar um apelo mais vasto a um público exigente, mas necessariamente mais velho.
A verdade é que a estranheza que trespassa esta narrativa inspirada na mitologia húngara, é claramente o combustível criativo da respectiva banda sonora, que raramente obedece aos cânones associados a música para sublinhar ambientes visuais ou para adicionar intensidade a estórias, reais ou imaginadas.
Se, por um lado, Gideon joga como poucos nas margens do hip-hop, talvez inspirado pelas abordagens de fronteira das gentes da Anticon, também acontece envolver esta música numa atmosfera inocente, mas ao mesmo tempo ébria e esfuziada, mergulhada numa esquizofrenia apelativa.
Aos ritmos tribais associam-se pequenos rasgos instrumentais que estilhaçam as linhas melódicas traçadas por um MCing negligente e ainda toda uma série de ruídos, identificados ou não, que, não sendo instinsecamente musicais, se articulam numa surpreendente capacidade de sedução e cumplicidade.
Sendo muito mais do que apenas uma banda-sonora, «Video Musics» contém música com propriedades fantasiosas e alguns momentos de notável rasgo criativo, podendo, e devendo, ser consumida como uma estimulante criação emancipada das imagens animadas que lhe estão na origem.

(Fonte: Domínio dos Deuses)

Para saberem do que estou a falar, deixo-vos o "capítulo 5" deste "Video Musics" com a genial "Brimstone Blaine".


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"A Coisa"

A caminhar a passos largos para o desmame destas últimas semanas carregadas de eufemismos e exageros, eis que chega a altura de assentar os pés no chão.
E logo para vos comunicar uma coisa que não sei o que é, aliás, ao certo ninguém sabe o que é...
O assunto é sobre os Animal Collective...e a coisa ganha interesse porque não se sabe do que se trata.
Sabe-se que se chamará "Fall Be Kind" e que sairá pela Domino a 8 de Dezembro de 2009.
E que a Amazon já tem um site de discussão para a tal "A Coisa".
Suspeita-se que não seja um novo modelo de sapatilhas ou bases para copos, todavia, a partir daqui, poderá ser tudo (ou quase tudo!).
Será editado em vinil, isso é facto certo!
A ser um novo álbum seria o sucessor do muito elogiado "Merryweather Post Pavillion"; a ser um EP será o sucessor do bonito "Water Curses".
A maioria aponta para o último, até devido ao preço: cerca de 11 dólares.
Enquanto "A Coisa" sai e não sai, de forma a evitar taquicardias inesperadas e até para compensar o facto de isto ser muito uma óptima noticia, deixo-vos (ais uma vez, até porque é sempre bom repetir o que é bom!) o vídeo sui generis da fabulosa "My Girls".

sábado, 10 de outubro de 2009

1000 dólares e os "5 minutinhos de fama".

Querias ver o teu nome associado à N.A.S.A?
Pergunta dúbia. Resposta ainda mais difícil.
E se a N.A.S.A. que estás a pensar não é a mesma da que eu te estou a falar? Rewind...ok para aí.
"Spirit Of Apollo" isso mesmo!
Esse divino álbum que ainda há bem pouco tempo foi tema de destaque na Xangai e que conta com participações especiais de Kanye West, David Byrne, Chuck D, RZA, The Cool Kids, Ol ‘Dirty Bastard, Tom Waits, DJ AM, KRS-One, Ghostface Killah, Method Man, Lykke Li, Santigold, George Clinton, Scarface, MIA, etc., etc. e etc., é mais uma vez motivo de conversa.
Parece que os N.A.S.A. acharam que no genial "Spirit Of Apollo" faltava qualquer coisa e decidiram, juntamente com a Indaba Music e Anti-Records, dar a possibilidade a quem quiser (e é mesmo quem quiser!) de poder remisturar qualquer tema dos N.A.S.A. e ser seleccionado pelos próprios a fazer parte de um álbum de remixes a sair brevemente.
Para isso, basta inscreveres-te no site da Indaba Music e terás acesso a todas as faixas, versões acapellas, instrumentais e tudo o que precisas para remisturar, fazer mashups ou para outra qualquer viagem sonora...
Se a ideia ainda não te fizer sair do sofá e ganhar forças para dedicares um tempinho em frente ao portátil, adianto-te que os N.A.S.A. estão dispostos a pagar 1000 dólares para a remix escolhida.
Convencido?
Mercenário....eheheheh


Hercules & Love Affair no sapatinho.

Há já algum tempo que não falava neles.
Apesar de terem sido amplamente elogiados a quando da sua passagem pelo Optimus Alive do ano passado...constituindo-se um dos melhores concertos a que assiti, hoje voltei a ouvi-los de novo e a coisa "pareceu-me" soar ainda melhor!
Pois é, os Hercules and Love Affair regressam a Portugal no próximo mês de Dezembro para um concerto no Lux, em Lisboa .
O concerto, que a promotora Everything Is New apresenta como "uma prenda de Natal para os melómanos portugueses", acontece no dia 5 de Dezembro .
Os bilhetes custam 22 euros e asseguro-vos que são um bom investimento
Entretanto, segundo o myspace da banda , a 4 de Dezembro os Hercules and Love Affair tocam na Casa da Música, no Porto.
Ainda falam em crise...este ano o Pai Natal vem mais carregado que nunca!
Ohohohoh...



sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Tiago & Prins Thomas @ Lux

Experiência e criatividade é algo que não vai faltar hoje à noite nas manobras de sedução da Cama de Casal entre Tiago e Prins Thomas.
Quatro mãos, duas cabeças e um "all night set" com dois dos dj’s mais originais e sabedores deste continente.
Mais uma surpresa...sempre à tua espera, no sítio do costume.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TRAMA ´09

Como o futuro é algo que nos preocupa, tendo em conta o estado do presente, a partir de hoje, dia 8 até o próximo dia 11, regressa à cidade do Porto a quarta edição do Trama.
Com a duração de quatro dias este festival de artes performativas envolve alguns dos artistas que utilizam nas suas formas de expressão os mais vanguardistas métodos de comunicação.
Os que atendem às várias propostas são postos à prova em cada uma das perfomances o que pressupõe à partida uma vasta disposição para sabores exóticos.
São vários os trunfos desta quarta edição, e depois das supresas das edições passadas, fica a sugestão para algo brilhante a abrir o festival: ATOM de Robert Henke e Christopher Bauder.
A particularidade do Trama, que acaba por diferencia-lo de qualquer outro festival, reside no facto da sua “portabilidade”, ocupando alguns locais públicos da cidade e levando a um grupo de espectadores mais vasto uma oferta limitada de prazeres sensoriais.
Para a cidade da cidade, é assim que podemos definir este evento para o futuro.

Para mais informações sobre o programa, clica aqui.



De Espanha a Itália com bons ventos e melhores casamentos.

Falar sobre Paco Osuna é fazer referência a um dos produtores e dj’s mais reputados do estado espanhol, que conseguiu ocupar um espaço muito importante entre os artistas europeus.
Não é fácil resumir a sua trajectória, mas é possível a integrar em 3 denominadores comuns: criatividade inovação e evolução.
O seu interesse por música surge com a tenra idade de 14 anos e com 20 anos consegue converter a sua paixão em profissão.
No inicio conquista uma residência no mítico Amnesia em Ibiza, o que lhe permite a afirmação como DJ e, posteriormente integrar o roaster da agência Cocoon.
A partir de então expõe a sua criatividade musical produzindo para editoras como a Serial Killer, Mórbido ou Real State, até que em 2003 cria o seu próprio selo, a Shake Rec., começando a projectar formalmente o seu estilo único.
Em 2006, numa altura em que já tinha bem definida a sua sonoridade, Paco Osuna funda a sua 2ª editora, a Mindshake, captando as atenções além fronteiras com artistas como Shoozbot, Ambivalent, Paul Ritch, Matteo Spedicatti ou Andrea Ferlin.
Nesse mesmo ano funda o Club 4, em Barcelona, com enorme sucesso, apresentando as mais inovadores propostas musicais da altura.
Uma importante etapa na sua vida foi alcançada e 2007 quando viu o EP ”Crazy”editado pela Plus 8, de Richie Hawtin e John Acquaviva, e um ano depois “Orbeat”, grande sucesso a nível mundial.
A sua sonoridade encontra-se em constante mutação, numa tentativa de dotar os sons mais minimais e puros de brilho, ímpeto, profundidade, agilidade e inteligência, mostrando a sua criatividade e inovação em palco na tentativa de construir uma história e estabelecer uma conexão única com quem o ouve.
Hoje à noite no Lux.



Por acaso, em pesquisa de 1 da manhã, dei com mais um clube bastante apetecível, por onde já passaram nomes como Ellen Alien, Paul Ritch, Paco Osuna, entre outros. Chama-se Dongio e fica em Castellaneta Marina em Taranto...quem sabe, um dia, se andar por essas bandas...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

La La La Ressonance - Oudoor

“Outdoor” confirma o que «Palisade» tinha já anunciado.
Os La La La Ressonance são um colectivo sem par no panorama musical português e criam um espaço artístico único na articulação que fazem entre a fragmentação de referências e a sua síntese num todo mimético que traduz a essência da vivência urbana.
Urbano é, aliás, um termo que assenta na perfeição no deambular sonoro deste eclético colectivo, empenhado em dotar os seus trabalhos de uma geometria exigente, mas dotada de movimento próprio, em que tudo parece encontrar-se nos seus exactos espaço e tempo e em que a ausência de palavras sublinha o estado de desconfiança cultural que nega a verdade do discurso único.
Ao mesmo tempo, destilam uma música embebida em ambientes de isolamento e solidão, não necessariamente reflexivos, mas no meio de uma liberdade de movimentos que recusa a anarquia, enquanto se deixa enebriar por múltiplos jogos pluri-cromáticos, traduzidos numa diversidade rítmico-melódica e instrumental que se furta a catalogações fáceis e unânimes.
Belo e distante.
Belo, porque se veste e reveste de arrojo estético e de gozo inesgotável.
Distante, porque cada nova audição revela-nos mais um pouco desse belo, mas exibe-o como algo em constante ampliação, impossível de abraçar na totalidade.
Um disco soberbo, acreditem!
Fonte: Domínio dos Deuses


terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Tudo isto é fado"

A correr para casa bem antes do dia de hoje acabar, para ver se não deixava passar o dia em que se comemora e relembra o décimo aniversário do desaparecimento de Amália Rodrigues da cena da música nacional...e internacional.
Na Xangai não somos muito dados à comemoração de acontecimentos deste género, porém o fenómeno "Amália depois de morta" (chamemos-lhe cruamente assim...), tem levantado em mim grandes questões no tocante à maneira como se "louva" e "aproveita" o balanço ondulante da passagem da diva do fado em Portugal.
Que foi uma grande intérprete desse género tão tipicamente luso, disso ninguém dúvida.
Que levou o nome do fado e de Portugal além fronteiras, também não.
Que teve uma vidinha "à grande e à francesa", dizem que é verdade...mas não vi.
Ligações a governos ditatoriais, vícios obscuros e envolvimentos amorosos duvidosos...não sei, mas até gostava de saber mais...eheheh
Respeito e merece todo valor por tudo isso.
Depois há o "depois da sua morte"...e aí o caso é outro.
Já pensaram bem na quantidade de maltinha que por esse Portugal fora, se tem aproveitado do fenómeno Amália para inventar grupos novos com roupagens diferentes mas a interpretar temas dela?
E a qualidade e consistência da música produzida?
Será que isso interessa ou é só porque vende e acima de tudo está na moda?
Então e se a comunicação social até dá um jeitinho...vá de aproveitar!
E alguém se preocupa com isso? Se calhar, há por aí uns poucos (se calhar mais do que imaginamos!) que ouvem aquilo e pensam que se a Amália estivesse viva preferiria ouvir um disco riscado do Charles Gainsbourg a esses e determinados projectos que se dizem beber da fonte da Amália.
Fonte? Qual fonte?
Desculpem mas não nomeio ninguém, pois o clima na Xangai não tem sido propício a juízos de valor/acusações...no entanto, deixo só a minha reflexão, que de há alguns meses a esta parte me tem invadido.
Depois há os bons projectos...aqueles que se distanciam "desse fenómeno que é Amália Rodrigues" e fazem uma vénia de respeito e reconhecedora do valor da diva, sem terem que trazer atrás os jornais e as televisões.
Ninguém os conhece e se calhar também não querem ser muito conhecidos...ainda bem. conhecem só aqueles que querem conhecer.
É para esses que o dia de hoje tem sentido e é para esses que eu hoje escrevo e os felicitá-los pela capacidade que tiveram em dignificar uma das personagens mais importantes da música feita em terras nacionais.
Claro, que não devem ter chegados as 5000 cópias de discos vendidos...mas mesmo assim têm um cantinho dedicado para eles aqui na Xangai.













Estes temas são retidos da compilação "Amália Revisited" de 2005 que reúne alguns dos projectos e artistas mais representativos da nova vaga da música em português que ao longo de 15 temas, se viaja pelao hip hop, pop, blues, electrónica...e fado.
Sam The Kid, Kandoo (Valdjiu dos Blasted Mechanism), Bulllet feat. Liana, Alex Fx feat. Marta Bernardes, Cool Hipnoise, Fusionlab feat. Kalaf, Ka§par & Rui Murka feat. Melo D, João Pedro Coimbra feat. Ana Deus, Donna Maria, Lisbon City Rockers feat. Margarida Pinto, Mr. Tea feat. Orlanda, JC Loops feat. Ana Laíns, Yoda feat. Ana Vieira, Maria João Branco e Metrô são os nomes por trás de uma nova visão da senhora que foi Amália Rodrigues.

E pela segunda vez na curta história da Xangai, a possibilidade de fazer download de mais um excelente álbum.

Ainda bem que cheguei hoje, amanhã não teria tanto sentido.

Steve Reich em Novembro.

O compositor norte-americano Steve Reich volta a Portugal, desta vez acompanhado pelo mítico agrupamento nova-iorquino Bang On A Can All Stars.
Este concerto é um dos momentos a não perder do Festival Temps d´Image, que começa no dia 29 de Outubro e termina a 22 de Novembro.
Com uma programação mais reforçada, o festival de cruzamento e contaminação das artes aposta num nome de influência incontestável não só na música erudita do século XX e XXI, como nas restantes.
Steve Reich, considerado por muitos como o compositor norte-americano mais importante da actualidade, viu o seu trabalho “Double Sextet” premiado em Abril deste ano, com o prémio Pulitzer para a área da música.
O minimalista por excelência estará no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa única noite, marcada para dia 1 de Novembro pelas 21h.
No concerto prevê-se a interpretação de duas peças emblemáticas da sua obra: “Clapping Music” e “Music For Pieces Of Wood”.
Pena que dia 1 calhe num Domingo e 2ª feira é dia de acordar cedo, mas com um bocadinho boa vontade e espírito de sacrifício, a coisa até me parece bem possível.
Resto de boa semana.



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Air - Love 2

O décimo aniversário de "Moon Safari", a obra-prima dos franceses Air, pode ter sido celebrado com pompa e circunstância no ano passado, mas a dupla composta por Nicolas Godin e Jean-Benoit Dunckel não se deixa dormir à sombra da bananeira.
"Love 2", sucessor de "Pocket Symphony" de 2007, é o primeiro álbum gravado no Atlas Studio, pertença da banda, e sai hoje para o mercado.
Escrito e produzido inteiramente pelo duo, facto inédito na história dos Air, "Love 2" fica marcado pela única participação externa do baterista e percurssionista Joey Waronker.
Em primeira mão, 3 temas retirados de "Love 2"...mas a totalidade já anda por aí, nos circuitos menos óbvios e disponível para ser consumido até fartar.
Viva a República!
Viva Portugal!







Feira do Vinil @ FNAC

Para os amantes das rodelas negras de 12" está a decorrer nas FNAC´s por esse país fora uma feira dedicada exclusivamente ao vinil e que se estende de 1 a 21 de Outubro.
Longe de mim fazer publicidade a uma marca que desde há algum tempo a esta parte me tem levantado algumas questões em relação à forma como negoceia no nosso mercado, porém esta feira é bastante atractiva pois além das próprias promoções ("do leve 4 e pague 3") e ofertas exclusivas ("sacos para vinis"), merece destaque pelo valor praticado na aquisição de LPs a preços relativamente acessíveis (para o normal...)
Como o "Blue Lines" dos Massive Attack, que daqui a um mês aterram em solo nacional.




Além da feira propriamente dita existe uma agenda cultural específica para a comemoração da Feira do Vinil, com diversos workshops e apresentações, tudo a ver com os discos que há mais de 50 anos têm vindo a agitar massas e a criar mitologias sónicas.
É altura de sacar esses trocos guardados só para ocasiões especiais e aproveitar para investir em pedaços de arte.

sábado, 3 de outubro de 2009

Body Language com assinatura dos Modeselektor.

Gernot Bronsert e Sebastian Szary, os nomes atrás do projecto Modeselektor, estão hoje em destaque na Xangai pelo seu mais recente trabalho...não, não é outro álbum de originais, falo-vos do novo tomo da série Body Language.
Na oitava edição da eclética "marca" Body Language, os Modeselektor servem-nos uma deliciosa sopa caseira feita à base de techno maduro e rebentos de breakbeat.
Há Siriusmo, Missy Elliot e até mesmo Animal Collective.
Cortes rápidos e cirúrgicos.
Velocidade e malícia.
Boy 8-Bit e os americanos Osborne e Robert Hood participam com excelentes músicas.
Destaque para a sequência de "Pon de Floor" do projeto Major Lazer, formado por Switch e Diplo, "Nerve", do alemão Boys Noize, e "Nights Off", do berlinense Siriusmo.
Com um verdadeiro espírito bem-humorado e aventureiro, os Modeselektor dão desta forma continuidade ao projecto anteriormente iniciado com "Hello Mom" e "Happy Birthday".
Aqui assiste-se a uma fusão de géneros "quase incomunicáveis", embora, quando se juntam, fazem-me acreditar que estou perante a revelação de um novo estilos ainda não inventado.
Caso contrário, nunca ouviríamos "My Girls" dos Animal Collective misturada com "Klinik", excelente house subaquática do britânico Scuba.
Uns verdadeiros vira-latas, estes Modeselektor.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

This is...

"Como tem sido hábito no IMAGO a música estará muito bem representada no Fundão.
Todos os anos é seleccionada uma editora que vem a Portugal com alguns dos seus artistas e que de certa forma faz a ponte entre o visual e o audível.
A escolha deste ano recaiu na ATP Recordings.
“A All Tomorrow’s Parties (ATP) é uma organização sediada em Londres com 10 anos de vida, que tem promovido eventos e festivais um pouco por todo o mundo e com cuja filosofia nos identificamos bastante. Esta coincidência de aniversários foi a razão extra que fez com que, depois de já no ano passado termos tentado trazer a ATP, este ano fizessemos um esforço extra para o conseguir. Dentro da organização ATP existe também a editora discográfica que será o destaque do programa que dedicamos às editoras independentes por esse mundo fora”, disse Pedro Ramos à Rua de Baixo.
Dentro da programação dedicada à ATP destaca-se a estreia em Portugal de Alexander Tucker e dos The Notwist, “uma das bandas que deviam uma visita aos milhares de fãs que têm no nosso país”.
Também vai ser apresentado um programa audiovisual diversificado que culminará com a estreia nacional do “ATP Film”, produzido pela WARP Films e realizado por Jonathan Caouette e Vincent Moon a partir de centenas de gravações das mais diversas proveniências.
O “ATP Film” será apresentado e debatido por Luke Morris que o produziu e pelo “mentor e motor” da ATP, Barry Hogan, “que também terá tempo para fazer parte de um dos júris do festival e nos deleitar com um dos seus DJ Sets carregados da melhor música indie dos últimos 10 anos”.
Convencidos? Vemo-nos por lá!
Fonte: Rua de Baixo.





LCD Soundsystem com disco novo para Março.

Os LCD Soundsystem, através do mentor James Murphy, confirmaram o regresso ao activo em 2010: o álbum novo sai em Março e os concertos começam logo a seguir.
Na página da banda no Facebook, pode ler-se desde ontem: "disco: Março, digressão: depois".
No início da semana, Murphy já tinha desvendado que o single de apresentação do sucessor de Sound of Silver de 2007 e que provavelmente seria disponibilizado em download gratuito. O single deverá sair antes do ano novo".
Sobre a digressão, o músico disse também: "Vamos definitivamente dar concertos no próximo ano, no maior número de sítios possível. Locais onde já fomos várias vezes (olá, cara Glasgow!) e se tudo correr bem em locais onde nunca estivemos (México? Sérvia? China?) com aquilo que eu penso ser a melhor versão da banda até agora".
Só boas notícias...até lá, "North American Scum" para lhe apanharem o gosto (novamente!).
Fonte: Blitz