domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tony Allen em Portugal

Tony Allen, o baterista nigeriano que fundou o afrobeat com Fela Kuti, vem a Portugal dar dois concertos de presentação do seu disco "Secret Agent".
No dia 5 de Março na ACERT em Tondela e 6 na Casa da Música no Porto.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

There Is Love In You

Já se passaram nove anos desde que Kieran Hebden, mais conhecido por Four Tet, editou “Pause”, um dos discos incontornáveis da década que agora findou.
Tal como foi capaz de nos surpreender então, ainda hoje mantém essa capacidade ao brindar-nos com música que nos desafia a atenção pelo encadeamento, pelos pormenores, pelo “groove” que é tudo menos óbvio.
“There Is Love In You”, o novo álbum, é música electrónica para fazer dançar o cérebro com fortes probabilidades do resto do corpo ir atrás.
Um corta e cola de ritmos e padrões repetitivos, que começa por soar a papel de parede, mas onde a melodia se insinua até nos cravar firmemente as garras no bichinho do ouvido...




Desculpem, mas gosto destes briefing...e agora, finalmente a música!


Confirmados!

É sem dúvida a notícia do momento!
Aguardados por uns, surpresa para outros!
Os LCD Soundsystem são a nova confirmação do Optimus Alive deste ano!
Pois é, o projecto nova-iorquino liderado por James Murphy sobe ao palco Optimus no dia 10 de Julho, último dia do evento, trazendo na bagagem o seu novo álbum de originais, ainda sem título, a editar provavelmente em Abril.
Murphy já prometeu que o sucessor de Sound of Silver é "definitivamente melhor que os dois anteriores".
Espero bem que sim, afinal uns pequenos minutos de convívio com a sensação de perfeição nunca fizeram mal a ninguem, pois não!
E depois ainda vem com conversas que será o último disco!
Epah, razão para dizer "vai mas é trabalhar..."
E como se colocasse mais algum vídeo dos LCD na Xangai vocês ficam com todo o direito de me perguntar se tenho alguma espécie de fixação doentia com eles (pergunta à qual esponderia, mais ou menos...), hoje deixo-vos com um mashup do qual desconheço a sua autoria e de qualidade discutível...ao menos não é mais um dos muitos dos LCD.
The Beatles vs LCD Soundsystem vs The Kinks!
Olha que sopa!


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Gotta be a love!

"Uma música por dia para combater a apatia".
"Gotta be a love" é mais que um simples analgésico ou sedativo sintetizado para te manter sóbrio e enevoado...é acima de tudo, um remédio infalível para quando tudo parece estar a cair a uma velocidade vertiginosa...
Uma verdadeira vitamina sonora de bem estar e conforto!
À venda nas melhores casas de som e sem necessidade de receita médica!


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Urbanismo sonoro!

Depois de ter estado em 2008 no palco do Tivoli, aquando do Super Bock Em Stock, o norte-americano José James regressa para mais uma digressão por terras lusas.
O músico norte-americano tem-se feito ouvir com uma espécie de blues cosmopolita com tendências jazzísticas, capaz de apelar ao "mainstream" pela infusão de hip-hop, soul, electrónicas e outros estilos.
"Blackmagic", o seu mais recente álbum, segue um caminho ligeiramente "chocante" (e melhor, na minha opinião!) para quem se deixou entusiasmar com "The Dreamer".
O efeito pode ser menos imediato, mas a exigência de mais audições não é, como prova James, necessariamente um defeito.
Para confirmar, hoje à noite no Museu do Oriente em Lisboa.




Mamy Rock

Ruth Flowers é provavelmente a DJ mais velha do mundo!
69 anos no corpinho e siga para a frente!
Ruth Flowers, avó e DJ, foi professora de canto em Portugal e agora anima festas no Reino Unido, EUA, América do Sul.
Responde por Mamy Rock e deixou-me sem palavras...
Realmente, nunca é tarde demais para se mudar de vida!
Se esta história for verdade, e não existir por trás das luzes da ribalta alguns génios a seleccionar as músicas por ela e mixtapes gravadas...então uma salva de palmas para a senhora!





segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Universal Horizons

Há já uns tempos que não falava de som baleárico...
Pois é, ano novo, vida nova para os lados do som mais quente e mediterrânico da electrónica "de fim de tarde" .
Editado já este ano pela Pacific Wizard Foundation, "Universal Horizons" dos Pacific Horizons vem mexer de novo os estandartes das sonoridades sintetizadas mais preguiçosas do momento.
A história já é conhecida, a cena baleárica com guitarras, synths vintage e caixa de ritmos à mistura.
Só falta mesmo dizer que vem limitado a 200 exemplares e tem uma capa em jeito de serigrafia.
Palavras para quê, deixo-vos o vídeo da genial "Universal Horizons".


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

The Modern Deep Left Quartet

Costuma-se dizer que o techno está sempre precisar de um salvador!
Há os que vão e vêm, os que vêm e ficam, os que não chegam a vir...enfim!
No entanto, há um grupo que reune os atributos suficientes para trajar confortavelmente sobre o pesado manto intemporal da salvação do estilo e que desde o meu primeiro contacto com o seu som, que os enalteco e lhes rasgo frondosos elogios.
São os Cobblestone Jazz.
Um trio genial de malta séria, hã!
Cansados da normalidade ou fartos de estar bem (vá-se lá saber!), o trio techno-jazzista encabeçado por Matthew Jonson decidiu convidar mais um elemento, The Mole e criar mais uma "banda sónica", os The Modern Deep Left Quartet.
Promete-se algo bem mais contido e introspectivo com deslizes para territórios deep, tal como o próprio nome da "banda" deixa transparecer, no entanto o conceito da improvisação continua presente.
Gravado e misturado ao vivo, o álbum cheira a "jam session", com direito a muitos arranjos de Roland TR-808s e pianos Fender Rhodes.
The Modern Deep Left Quartet será lançado em duas versões: em vinil pela Matthew Jonson Wagon Repair e a digital/cd com faixas extras pela !K a partir já do dia 29 de Março.
Enquanto chega e não chega, o primeiro single do disco, "Chance", já pode ser encontrado nas melhores lojas de música online.
A isto meus amigos, chamo inteligência!





The Forbidden Cuts Vol. 1

Embora a qualidade dos produtores e DJs nacionais se venha a consolidar de há uns anos para cá, não é frequente encontrarem-se edições em vinil de produção local.
Como a união faz a força, o colectivo Discotexas, já conhecido dos noctívagos inveterados pelas suas noites um pouco por todo o país, e em particular na capital, juntou três dos seus principais produtores e lançou o há muito aguardado: “The Forbidden Cuts Vol. 1”, um “twelve inch” que reúne três temas da responsabilidade de Moullinex, Xinobi e Rockets.
Novos produtores de música de dança, dos que mais têm alcançado exposição suficiente para reunirem por cá um pequeno culto e chegarem a ser tocados por alguns dos mais importantes DJs mundiais, Moullinex, Xinobi e Rockets apresentam em “The Forbidden Cuts Vol. 1” não só alguns temas que têm feito parte dos seus sets, misto de disco e house destinados às pistas de dança mais esclarecidas, mas também um aperitivo daquilo que se pode esperar das próximas edições em nome próprio na Gomma, Work It Baby e RoXour, respetivamente.
E se a estes nomes juntarmos os de Social Disco Club, Tiago ou Rui Maia percebemos facilmente que neste momento se respira actualidade na música de dança feita em Portugal.
A equipa da Louie Louie.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Algures entre o kraut e o hop!

Beak>
Supergrupo discreto!
Uma categoria possível para tentar definir um power trio composto por Geoff Barrow dos Portishead, Billy Fuller dos Fuzz Against Junk e Matt Williams aka. Team Brick, que assinam uma estreia que tem o sabor de impulso do momento.
E é bom saber que já bem no s´´eculo XXI, em época de gestos calculados numa industria fragmentada, ainda há quem se reúna no estúdio para, sem truques, gravar uma dúzia de rajadas de sujidade analógica, praticamente instrumentais, com o krautrock por grande miragem.
Em termos de texturas, o álbum de estreia homónimo dos Beak> deve imenso a "Third" dos Portishead: também soa como se tivesse sido gravado num bunker da Guerra Fria.
Mas o que no grupo de "Machine Gun" é gesto exploratório reflectido, aqui é resultado do mais puro dos impulsos criativos: o improviso!





sábado, 13 de fevereiro de 2010

E assim se faz um caleidoscópio!

"Seven Seals" são sonhos pop que percorrem vários géneros desde a new wave, shoegaze, funk,electro ao synth-pop.
James Pants, baterista de formação e natural do "polémico" estado do Texas, utiliza tudo em nome das boas canções.
Ainda bem!





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Google encerra seis blogues de música.

A Blogger, serviço de agregação de blogues da Google, encerrou seis blogues de música - Pop Tarts, Masala, I Rock Cleveland, To Die By Your Side, It's a rap e Living Ears- por violação dos direitos de autor, ao disponibilizarem on-line ficheiros Mp3.
Numa nota da empresa, a Google explicou que se viu obrigada a encerrar os blogues com base em denuncias da “Digital Millennium Copyright Act”.
A empresa afirmou ainda, que os autores dos blogues foram informados do encerramento dos mesmos.
Em resposta ao sucedido, os autores dos blogues, alegaram que os ficheiros de música foram fornecidos pelas editoras ou pelos próprios músicos com o objectivo de promoverem o seu trabalho.
A maioria dos blogues encerrados já foram restaurados noutros sítios.



(Joana Gonçalves, in Jornal de Negócios)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sync/Lost

O universo das electrónicas é um campo bastante fértil para quem adora rótulos e categorizações.
Sempre que os primeiros rasgos de sol invadem os horizontes longinquos da China, o mercado das tendências dispara a ritmo acelerado...umas para cima outras para baixo, as que se dividem e as que se fundem...enfim, uma "maluqueira"!
A cada dezena de novas tendências criadas, centenas de novos rótulos nascem quase por geração espontâneas, tornando-se a sua sub-catalogação um árduo e divertido trabalho criativo.
Porém, os mineiros do estúdio de design de interacção 3bits, não tiveram medo de sujar as mãos nessa escavação arqueológica musical e criaram a instalação interactiva "Sync/Lost".
Um painel onde até 3 pessoas, através de controladores wii, podem explorar um mapa de conexões e pontos de contacto entre cada género da música electrónica.
O projecto surgiu a partir de uma exposição intitulada "Todo lo que usted siempre quiso saber sobre el techno", exibida no Centre D'Art Santa Monica de Barcelona em 2005, onde um mapa com conexões musicais e CD players com arquivos de referência sonora eram disponibilizados ao público.
Por enquanto, o "Sync/Lost" ainda não saiu dos laboratórios, porém o projecto está a ser enviado para vários festivais de música e linguagem electrónica.
Ahh os romantistas, os romantistas...
Uma visão histórica da música electrónica...para disfrutar num bom festival perto de si!



Sync/Lost from 3bits on Vimeo.

Shiny Happy People

Porque às vezes é bom parar e ouvir aquelas que, por mais tempo que passe, continuam sempre a dizer-nos algo!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Holger Czukay

É sem dúvida o álbum do dia!
"A Good Morning Story", editado já este ano pela Claremont 56, apresenta-se como um louco manifesto de Holger Czukay e que assinala sua a vida sonora pós-Can.
Co-fundador da banda germânica Can em 1968, baixista e engenheiro de som da grande maioria dos discos da banda até o ano de 1977, ano em que saiu do grupo, vem 40 anos depois mostrar aquilo de que é feito o bom som pós-guerra.
Uma verdadeira mistura de tudo que é louco em termos sonoros, e em que nos faz acreditar que o krautrock ainda sobrevive da boa maneira como nasceu!
Soa a Can, isso é verdade...mas lá pelo meio há mais qualquer coisa, apenas perceptível a quem o ouve várias vezes de uma assentada!
Holger Czukay vai estrear-se a solo em Portugal com um concerto a 9 de Abril no Lux com a primeira parte assegurada pelos portugueses Gala Drop.
Apetecível!
Hummm...


Neon Indian

Ainda ando a navegar no ano passado, a vasculhar o baú dos álbuns obrigatórios antes de começar a sério no novo ano!
Este que hoje vos apresento confesso, não fazia a mínima ideia da sua existência...apareceu-me hoje de tarde e fez-me sentir que estava perante algo demasiadamente bem feito...não sei!
No entanto, como o tempo de degustação ainda é relativamente curto, deixo à vossa consideração a avaliação da qualidade do "artefacto".
São os Neon Indians!
Pois é, aquilo que os Skaters, Ducktails e Pocahaunted fazem começa a ser integrado na música pop.
É verdade que o fenómeno Ariel Pink começou mais ou menos na mesma altura, e que muito a jeito se pode catalogar tudo no mesmo saco, mas Ariel Pink é outro Sol.
“Psychic Chasms”, lançado sob chancela da Lefse, deve mais à nostalgia anos 80 do que à acidez em espiral 60s de Ariel Pink, embora certos princípios se mantenham os mesmos.
Nostalgia porque há qualquer coisa nos beats que lembra jogos de vídeo, num contexto de texturas esgazeadas que parecem nascidas de camadas e camadas de fitas gastas, sobrepostas com aquele propósito.
O resultado está próximo de um "nu-rave light", com mais Daft Punk e menos Justice, com um lado indie veraneante e menos pista.
Temas como “Deadbeat Summer” ou “Mind, Drips” são viagens cósmicas fantásticas por este universo da música que parece feita em segunda mão.







quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nedry - Condors

Um condor é um animal imponente pela envergadura das suas asas, dominador pelo respeito que impõe a outras criaturas, calmo nos seus movimentos circulares, emocionalmente activo e comunicador nas suas características sociais, admirável pelas grandes distâncias que consegue percorrer num único fôlego e soturno pelo modo enigmático como busca animais mortos para seu alimento. Bem vistas as coisas, é uma excelente imagem daquilo que podemos encontrar nos sons que emanam de «Condors», o álbum de estreia do trio londrino Nedry.
A tendência necrófila deste disco percebe-se no modo como os seus autores se alimentam do já moribundo trip-hop para se revigorarem e partirem para um vôo de longa-distância, em estruturas musicais complexas que obedecem a uma quase-disciplina rítmica irmanada ao dubstep e lhes infunde uma densa textura emocional, muito por via da agoniada expressão vocal de Ayu Okakita, usada muitas vezes como se de um outro instrumento se tratasse e que, a espaços, traz à memória - sem a mesma amplitude, note-se - a fusão humanno-mecânica atingida na plenitude nas propostas de Björk.
Neste composto denso e de silhueta negra encontramos também uma calma aparente que nos é servida de bandeja por Matt Parker e Chris Ambling que edificam num pastiche sonoro um torpor cinemático e misterioso, como se um anjo esfarrapado decidisse aparecer-nos em slow-motion no meio dos nossos sonhos assombrados pelo medo e bailasse embalado pelas linhas de baixo enevoadas que se insinuam como fios de aranha em espessa teia e pelos electrochoques libertados pelo fuzz das intermitentes guitarras.
Com este carácter inscrito, o primeiro disco dos Nedry voa bem alto, talvez rumo ao distante futuro, e impele-nos a montar um posto de observação atenta dos seus próximos movimentos.

E por falar em condores...daqui a uns dias há para aí novidades!



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Festival Terapêutico do Ruído

Nos dias próximos dias 5 e 6 de Fevereiro o MusicBox, acolhe a primeira edição do Festival Terapêutico do Ruído.
Este novo festival é organizado pela Associação Terapêutica do Ruído, entidade criada pelos membros do grupo dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS que tem como propósito "divulgar os efeitos terapêuticos do ruído".
O primeiro dia do festival começa com um doutor do ruído rítmico: R-, imparável baterista de Lobster, Adorno e I Had Plans, que aqui surge com o seu projecto a solo.
Os dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, regressados da digressão europeia, a Abrakadabra Tour, têm uma palestra preparada sobre os benefícios do frenesim sonoro.
O ruído desportivo, dançante e musculado praticado pelos madrilenos Rosvita, que vêm a Portugal pela primeira vez demonstrar as propriedades físicas desta técnica, fecham as formalidades do primeiro dia.
Contudo, a noite não acaba sem o encontro informal promovido pela actuação de Rui Maia (X-Wife).
O segundo dia arranca com outro doutor do ruído rítmico: Gee Bees, incansável baterista de projectos como Rolls Rockers, Crise «quase» Total ou Gosma, que também se apresenta a solo no Musicbox.
Dupla licenciada em ruído espectral pela universidade do Barreiro, os Frango são os especialistas seguintes no programa, que contempla mais uma estreia em Portugal, Plasma Expander.
Perito em ruído cirúrgico, o colectivo viaja de Cagliari, Sardenha, para revelar a técnica de terapia desenvolvida para o novo álbum, Kimidanzeigen.
A fechar o miolo do festival, há um assinalável regresso de uns reconhecidos mestres do ruído xamânico, Os Loosers.
Os portugueses voltam, por fim, ao activo, depois de breve paragem.
Dj Ride encerra definitivamente a programação, que conta, em ambos os dias, com projecções de ruído visual produzidas pelo colectivo Cego, Surdo e Mudo.