terça-feira, 28 de setembro de 2010

Horny Morning Loop

Acabadinho de sair da prensa com o selo da Jolly Jams.
É o novo single de DJ KAOS, chamado "Horny Mornings Loop (Till Von Sein & Area´s Dub)".
Que belo tiro para a pista de dança para calar todos aqueles que dizem à boca grande que 2010, tem sido um ano enfadonho e pouco produtivo para a "música do bate pé".
Linha de baixo dura e batida cadenciada nas entranhas mais espaciais e siderais da dance music...
De que mais é preciso para se criar uma boa música de dança?!
Só humildade e sinceridade, para reconhecer e admitir que é nas coisas mais simples que reside, por vezes, a verdadeira essência da coisa.
Eu, pelo menos, acho isso!
E agora calou...e tomem lá do que é bom!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

London Is The Place For Me

Por falta de tempo para redigir um texto "minimamente elaborado", aliado à necessidade urgente de me agarrar aqueles livros que estão para ali amontoados à espera de serem "comidos" até amanhã de manhã, hoje recorro apenas a um curto "memorandum"...só para ficar registado neste compêndio, em que se vai tornando a Xangai.
Foi assim que comecei o dia ao entrar no carro...e, já agora, quem me dera que acabassem todos como o de hoje.
Assim sendo, hoje trago-vos para cima da mesa o soca ou também designado por calypso soul...claro está, com a agulha apontada às derivações mais fusionistas.
Soca ou calypso soul, é um género de música original de Trinidad e Tobago, porventura proveniente de algo designado de "kaiso" (não me perguntem mais, ok?) e bastante próximo do dancehall.
O soca combina a melodia "bailante" do calipso com uma insistente percussão, por norma electrónica.
De entre os grandes mestres do soca destacam-se Shadow, Lord Kitchener, Mighty Sparrow, Krosfyah e mais recentemente Alison Hinds, Atlantik, Machel Montano, Destra Garcia, KMC, entre outros.
No entanto, hoje destaco Lord Kitchener...um da velha guarda.
Tem uma música chamada "London Is The Place For Me".
Um clássico, dirão muitos...já a ouviram em qualquer lado, mas não sabem onde, como muitas vezes acontece.
Acontece que este ano, os Greens Keepers acharam por bem pegar na faixa e decidiram transforma-la em algo mais dançável e aliciante para aqueles ouvidos mais exigentes.
Fica a original e a remisturada.
Descubram as diferenças!
E sim, também para mim, London Is The Place For Me.



domingo, 26 de setembro de 2010

E era uma vez um senhor chamado Plastikman...

Eis que chegou a hora...e bem que merecida!
Richie Hawtin vai lançar uma colecção para contar a história do seu alter-ego Plastikman...diz-vos alguma coisa?!
A colecção, que levará o nome de "Arkives", virá em 4 formatos, intitulados Reference, Analog, Digital e Collection.
O Reference será uma box de 11 CDs/DVDs que conterá versões remasterizadas dos últimos 6 álbum do Plastikman e cinco CDs de músicas raras e unreleaseds, incluindo a mais nova faixa do produtor, chamada "Slinky", além de remixes de outros "amigalhaços da onda", como François K, Cosey, Cliff Martinez, Gareth Jones, entre outros.
O DVD terá imagens raras do produtor de dois festivais em que o Richie Hawtin veste o "fato de plástico sintético", um em Glastonbury em 1995 e outro no Mutek em 2003.
O Arkives Analog será composto de 6 discos de vinil com "faixas exclusivas e um poster em versão limitada, numa caixa em espécie de formato "deluxe".
O Digital será uma versão online limitada de ambas as caixas, Reference e Analog, e o Arkives Collection será a versão completa, com as duas boxes juntas.
O prazo para os pedidos das caixas começa dia 10 de Outubro e mantém-se até o fim do ano.
Parece muita coisa?! E confuso?!
Olhem que não...pois se há senhores da música de dança que merecem este "pacote promocional e revivalista", Richie Hawtin é um deles!
Parabéns a um artista, parabéns a uma carreira!





quinta-feira, 23 de setembro de 2010

EMAK

A Soul Jazz Records teve sempre vistas largas e mesmo com todas as re-edições do campo do reggae e da soul, nunca deixou de olhar mais além, como por exemplo, a série New York Noise bem demonstra.
Recentemente, dedicou-se a explorar o legado do krautrock alemão na excelente compilação "Elektronische Musik".
Agora foi a vez de "A Synthetic History Of EMAK 1982-1988" sair das prensas e saltar para o mercado.
E que selo!
Sem dúvida que a editora londrina vai (ainda) mais longe e confere outro impacto da tecnologia na música pop produzida na EMAK, em Colónia, nos anos 80.
Se o primeiro "tomo" (chamemos-lhe assim..) era genial, este então é fantástico!
Excelente compilação...ou não se tratasse, obviamente de produtos "made in EMAK".
Altamente aconselhável!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

GUNROSE

GUNROSE é o novo alter ego de Nuno Rosa.
A história deste DJ começou em meados dos anos noventa do século passado.
Ao longos dos últimos anos Nuno Rosa tem trabalhado não só enquanto DJ mas também como produtor musical.
Nuno é um dos DJs residentes da discoteca Lux, onde já tocou ao lado de nomes como Boys Noize, Erol Alkan, Tiga, Digitalism, DJ Hell, Les Petits Pilous, Alex Gopher, Zero Cash, 2 Many DJ’s entre outros.
GUNROSE é uma mistura de uma habilidade técnica rodada com a sonic rebellion existente na música electrónica dos nosso dias.
Alimentado pelas batidas do techno, house e electro, GUNROSE aproxima-se da música de forma visceral, seja em sets de DJ ou nas músicas que produz.
A prova de como é eficaz sente-se na sensação de liberdade que a sua música é capaz de provocar.
Para confirmar, esta 5ªf, dia 23 de Setembro em / DSIDE com Les Petit Pilous + Djedjotronic no Lux.
Apareçam e divirtam-se!



Remix de GunRose para o single "Turn to Rainbows" dos Soulbizness. Tá giro!

sábado, 18 de setembro de 2010

A essência do vinil com downloads a dar imagem!

De volta às origens...
Novidades de DJ Shadow torna-se ponto de paragem obrigatório na Xangai.
Depois de influenciar um vasto leque de produtores com suas batidas sombrias e seu trip-hop repleto de reverbs, o americano Shadow começou a divulgar algumas músicas do seu novo trabalho, e com data de lançamento lá para Maio do próximo ano.
O americano que em 2006 lançou "The Outsider", divulgou duas das suas novas músicas de maneira bastante incomum.
Após colocar "Def Surround Us" e "I've Been Trying" na sua página oficial e no (mais que óbvio iTunes), Shadow deixou alguns vinis com as faixas várias lojas escolhidas aleatoriamente lá para algumas lojas do leste europeu.
O motivo?
Porque Shadow quer que as pessoas tenham o prazer de descobrir suas músicas por acaso.
Boa ideia!
Afirma o próprio que: "Quero passar minha música de uma maneira natural, não intrusiva. Acho linda essa ideia de deixar um disco nas prateleiras para que ele seja descoberta depois, por acaso".
E continua: "Na hora de dar algo de graça, prefiro dar um vinil, porque os downloads não têm alma, são impessoais. De um ponto de vista artístico, aliás, acho que o download passa a ter um valor negativo no que respeita ao verdadeiro valor da música enquanto obra de arte"!
Enfim, opiniões não se discutem (é o que ouvimos desde pequenos), embora eu esteja plenamente de acordo com ele!
É Shadow, pah!
Claro que tem razão!

01 Def Surrounds Us by Island Records UK

Johnny Cooks Dance @ Chocalhos 2010

Quando a tradição e a vontade das entidades camarárias se unem em torno de um tema apropriado, tudo serve de pretexto para se criar um ambiente de festa, ela é sem dúvida conseguida.
Por meio de arruadas bombos e chocalhadas, entre copos de vinho "a martelo" e umas fortes aguardentes com mel a enganar a "pedrada etanólica"...ou até mesmo aquela uma ginginha servida em copinhos de chocolate...é tudo possível.
Sim, as cervejas também são permitidas.
Confesso!
"Não é o meu estilo" como diriam há uns tempos atrás os Cool Hipnoise, no entanto, faz o meu género!
Sei lá...hábito ou ambiente, não interessa!
Começaram ontem os Chocalhos em Alpedrinha e fui convidado a passar som na tasquinha da Ti Lurdes...sim, aquela em frente ao pelourinho.
Se vos prometer que me perderei por "kusturikadas" e "dixielands" desvairadas, garanto que vos estaria a mentir.
Será electrónica da pura!
Música para fazer bater o pé até ao raiar do dia.
E nada melhor que ver nascer o sol no meio de uma serra e sentirmo-nos pequeninos...ou se calhar, grandes até demais, vá-se lá saber se a Ti Teresa, este ano, carrega mais na aguardente do que é costume!
Apareçam por volta das 2:30 na Tasquinha da Ti Lurdes e lembrem-se que no dia a seguir é Domingo!       
Amanhã tenho vontade e acabar com esta (já a deixar antever alguma loucura a curto prazo :) ...ou então não, logo se vê!
Até lá!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Kilimanjaro.

Boas, hoje trago-vos novas do mundo da música "matematizada".
Apesar da Kompakt ter um catálogo de artistas impressionante, Superpitcher, é um dos porta-estandartes da editora alemã sediada em Colónia e um dos músicos que melhor representa as tendências evolutivas dos últimos anos do techno.
Com apenas um álbum anterior a este “Kilimanjaro”, acabadinho de sair do forno, Aksel Schaufler, verdadeiro nome de Superpitcher, foi construindo uma carreira impressionante de maxis e, sobretudo, de remisturas antológicas para quase toda a gente que interessa.
“Rabbits In A Hurry” avançou há umas semanas o álbum mostrando classe e prometendo um domínio nas pistas de dança.
Mas entre o dub hipnótico, a febre disco e a pop electrónica, Superpitcher mostra que está no controlo de todas as operações, fazendo-nos crer que estes anos de espera (e experiência, creio eu!) serviram para arrumar ideias e deixar espaço entre elas.

E nós por cá gostamos das coisas arejadas.
E já agora, porquê “Kilimanjaro”, não acham isto não tem a ver com...bem...altamente viciante, para já!

É este o tipo de som que me dá real pica para continuar a embrenhar-me nos delirantes meandros das electrónicas!
Experimentem isto numa pista de dança e depois digam qualquer coisa!
Genial!



Coconut

“Coconut”, acabado de editar pelo Domino, é o terceiro álbum do trio britânico Archie Bronson Outfit e coloca um ponto final na ansiosa espera de quatro anos após o muito elogiado “Derdang Dergang”.

Diz o adágio popular que quem espera sempre alcança e isso assenta como uma luva a este disco, que amplia o alcance da música criada por Sam Windett, Dorian Hobday e Mark Cleveland ao injectar na sua mescla poderosa de rock psicadélico e visceralidade pós-punk uma dose descontrolada de tendência dançante, que vem a ser a principal novidade deste terceiro volume de uma carreira que começa a deixar marcas importantes no indie-rock.
A este impulso ascendente da criatividade musical dos Archie Bronson Outfit, não é alheia a presença do produtor Tim Goldsworthy (DFA, LCD Soundsystem, Rapture...enfim estes acté já fartam por estarem em tudo o que é bom! A brincar, claro!), que soube aprimorar ao pormenor a rudeza inconformada dos riffs de guitarra e a energia fervilhante do trio, mas cravejando cada tema de uma pulsante componente funk que respeita toda a sua essência musical mas que lhe adensa a capacidade incisiva, tornando-a mais urgente, mais enérgica, mais detonadora e mais eficaz.

Para digerir devagar...ou sob pressão!
Um disco digno de admiração!



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Baralha e volta a dar!

Já dizia o outro: recordar é viver!
Por isso mesmo, hoje deixo-me de novidades fresquinhas do mundo da música avançada e recuo até ao ano de 2002.
Desde aí até hoje muita coisa correu, no entanto deixemos os futurismos de parte e fixemo-nos naquelas que nesse ano rodaram mais pela Xangai.
Acusem-me "caprichista" ou de estar de fora de moda, no entanto, a Xangai continua a ser um espaço pessoal, onde me posso dar ao previlégio de ter as minhas birras.

Deixem-se estar desse lado e digam lá se não se recordam destas...



Atira para trás das costas o Tom ou Gil.
A música brasileira que mais alto chegou na parada pop inglesa foi mesmo mesmo a malha de Marky & XRS em "LK".
Uma espécie de sambinha-rock com armadura drum&ass, ideal tardes quentes de Verão e que veio, de certa forma, abrir a janela do quarto escuro dos sons mais progressivos de terras de sua magestade.

Então e esta. Lembram-se?!



Chicken Lipps na mouche e sem espinhas!
E de novo (como continuo sempre a defender...), a simplicidade é o caminho mais certo para o genial!
O baixo descendente de "He Not In" é um dos mais identificáveis da década.
Pelo menos eu gosto!

Razão tem o dito tal poeta, que "recordar é viver"...bem, no fim de contas não sou assim tão "velho"...mas sabe bem ouvi-las de novo, não é! 

Beijinhos e abraços!

Temos banda!

O incontornável festival de Glastonbury, em Inglaterra, atribui anualmente um prémio para talentos emergentes e a sua distinção pode ser determinante para a popularidade dos vencedores.
Os "We Have Band" estão nos anais do prémio, ganharam-nos o ano passado e, segundo os próprios, tudo o que aconteceu então foi uma «loucura».
A sequência óbvia foi percorrer o mundo e é isso mesmo que o trio ainda anda a fazer, depois de este ano ter editado "WHB".
O punk dançável está por todo o lado neste álbum de estreia.
A electrónica de festa é, mais do que música, quase uma tomada de posição dos britânicos!
O estilo é um híbrido entre a obscuridade cortada a trovões dos clubes nocturnos e a pop.
De resto, a intensidade de Darren Bancroft, Thomas WP e Deborah WP deve pôr-nos de sobreaviso: estes três não vêm a Lisboa pôr um hype forasteiro a render, vêm para arrebatar...
É o que vamos ver dia 6 de Novembro no Musicbox.





domingo, 12 de setembro de 2010

Destino: The Las Venus Resort Palace Hotel

Quase no final de mais umas férias de Verão, "The Las Venus Resort Palace Hotel" foi o destino escolhido.
Sonja Khalecallon foi o nome escolhido para esconder a verdadeira identidade da brasileira Cibelle para a penetrar nas apertadas fronteiras desse local onde só a excentricidade e o exotismo são permitidos.
Vá-se lá saber como e porque...a verdade é que Sonja conseguiu entrar nesse conceituado resort, que apenas consta no portfolio das melhores agências da especialidade, e desfrutou o melhor de Venus...
E deu para tudo...apaixonou-se pelo kitsh e por tudo aquilo que já não está na moda "cá em baixo", foi a cabarets que escaparam às últimas explosões solares, achou piada ao "trash com purpurina por cima" e ainda lhe sobrou tempo para gravar um disco.
E como que em espécie de agradecimento pelos tempos por lá passados, deu-lhe o nome do hotel onde ficou "The Las Venus Resort Palace Hotel".
Um verdadeiro trabalho ultra-conceptual num novo universo musical e visual.
Pegou nas suas raízes e na ideia pré-concebida de que o Brasil é exótico e juntou-lhe a artista francesa Sophie Calle e a mexicana Frida Khalo...numa espécie de espectáculo de cabaret ou um "show de variedades" que ocorre num hotel no fim do mundo e em que cada canção conta uma história, como aquelas dos "livrinhos de contos".
Conta com versões de "Mango Tree", canção interpretada por Ursula Andress no filme “Dr. No”, "It's Not Easy Being Green", que o sapo Cocas canta no programa “Os Marretas”, e “Lightworks”, de Raymond Scott.
Com selo da editora belga Crammed Dics, "The Las Venus Resort Palace Hotel" foi gravado em Londres, Vancouver, São Paulo e Berlim e produzido por Damian Taylor, director musical de Bjork.
Mais um para a lista dos melhores do ano!
Excelente para ouvir num Domingo de manhã enquanto os outros dormem...



sábado, 11 de setembro de 2010

1-Bit Symphony

Tristan Perich é um artista sonoro cuja função é reinventar a forma de como escutamos o mundo!
Vencedor do Prix Ars Electronica 2009, é com grande entusiasmo que finalmente descubro (e já tenho encomendada, para vossa inveja...eheheheh) esta "pura obra-de-arte".
Chama-se "1-Bit Symphony" e é algo a roçar um CD interactivo mas que pouco tem a ver com leitores de CDs e mp3s e um modulador que nada faz parecer um sintetizador.
Tristan Perich compôs uma sinfonia musical electrónica com um único microchip.
Vendido dentro de uma caixa tradicional de CD, a sinfonia de 1 bit não é uma gravação no sentido convencional, pois o microchip faz literalmente uma espécie de performance ao vivo cada vez que se conecta a um circuito com output.
Um complexo mecanismo electrónico completo, programado pelo artista e construído manualmente!
Há as guitarras, os baixos, os teclados e até as harpas...depois há "1-Bit Symphony", um artefacto instrumental (acho que posso defini-lo desta forma?!) que promete encantar as mentes mais distorcidas da esfera musical.

Para mais informações, deixo o link http://www.1bitsymphony.com/ onde podem esmiuçar em detalhe o que em cima não consegui traduzir por palavras...desculpem!

Altamente conceptual!
Perigosamente viciante!



De volta à essência!


Billy Dalessandro é um dos maiores responsáveis pela renovação do techno de Chicago.
Movendo-se entre o techno e house minimal, confere às suas produções uma sonoridade futurista, assente em fortes linhas de baixo e com um apelo irresistível à dança.
Notabilizou-se na Europa pelos trabalhos editados pela Force Inc. e Resopal mas também pelos seus temas terem sido inseridos em compilações de John Digweed, Marco Carola ou Expander.
Na Soniculture tem-se vindo a afirmar como uma certeza no campo inovador da música de dança e as suas actuações ao vivo têm gerado um reconhecimento cada vez maior em solo europeu, sendo hoje um dos mais destacados produtores americanos de techno-house.
Billy Dalessandro acaba de editar o seu novo EP na Soniculture.
Com os temas "Water to Wine" e "Neuron Hunter", volta a mostrar a sua criatividade.
Contém ainda uma remistura de Expander e Thinkfreak.
Só à venda nas lojas da especialidade.
Para ver e confirmar, hoje à noite no Op Art.



domingo, 5 de setembro de 2010

Sonic Fresh´10

O Sonic Fresh’10 já tem data, local e line-up delineados.
Dia 1 de Outubro, o bar e a pista principal do Lux serão invadidos por inovadoras propostas musicais, como tem sido apanágio das últimas edições deste evento.
No bar a dinamarquesa Echocord, casa de artistas como Mikkel Metal, Fenin, Fairmont ou Rod Modell (DeepChord), dará a conhecer o seu dub techno, pelas mãos do fundador Kenneth Christiansen (DJ) e do seu mais recente convidado, o canadiano Deadbeat (live).
“On The Bright Side” é o álbum editado este mês pela Phthalo Records que marca o regresso de Vladislav Delay ao projecto Sistol, 11 anos após o seu disco de estreia.
Na pista dança o techno será rei e senhor com a prestação de Efdemin (DJ), autor do brilhante “Chicago”, editado este ano pela Dial, e presença destacada em todas as pools de Top Dj’s 2009.
Nascido e criado em Cuba mas a residir actualmente nos Estados Unidos (Dallas), Maetrik (live) é ilustre representante do minimal techno de características mais vanguardistas, com edições pela Treibstoff, Dumb-Unit ou Regular.
Duas estreias absolutas em Portugal para gostos requintados.


Casiokids!

Foi por causa da Ana que os descobri!
Uma banda norueguesa (se não fizesse uma breve pesquisa no Google, diria que provavelmente soavam a qualquer coisa meio nipónica...) formada em 2005 e que tocam um electropop viciante e carregado de humor.
Lançaram este ano o álbum "Topp Stemning Pa Lokal Bar" com o lado B dedicado a versões revistas por diversos produtores e amigos dos quais poucos sei quem são e o que fazem...ainda bem!
Chamam-se Casiokids e são sem dúvida, a banda do dia!
É disto que vive a Xangai...é de cá para lá e de lá para cá!
Obrigado menina!
Fica para amostra da coisa "Fot I Hose" e "Finn Bikkjen".
Altamente aconselhável! 



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vá de férias para fora!

Foi há cerca de 15 anos que o Sonar surgiu pela primeira vez na louca cidade de Barcelona.
Por lá passaram os Roxy Music, os Chemical Brother e os ainda então menos mediatizados, LCD Soundsystem...isto afinal da fama também tem o seu lado da perserverança e insistência. 
Passadas 16 edições a desbravar os caminhos mais arriscados do complexo conceito do panorama avançado da musica, os manda-chuva da coisa lembraram-se de fazer do Sonar uma espécie de franchising da marca (Com todo o respeito, atenção. Não me importava nada de a adquirir!) e expandi-lo para outros pontos do planeta verde.
Tóquio, Nova York, Londres, Buenos Aires, Seul, Washington, Lisboa (sim, já por cá passou...não se lembram?! Offf.), Hamburgo, Roma, São Paulo, Lyon...eis que volta a marcar nova passagem transatlantica para territórios do Uncle Sam.
A felizarda cidade escolhida?
Nada mais nada menos que Chicago!
Uauh...que escolha perfeita!  
9, 10 e 11 de Setembro foram as datas escolhidas para tal "happening multi-muita-coisa-maluca" e sorte daqueles que ainda têm férias para gozar, alguns trocos no bolso e ainda fazem orelhas moucas ao Sr. Presidente da República que afirma "opah, façam férias cá dentro"!

(Muito aparte: "É que ajuda a tornar o país mais forte e competitivo se o dinheiro entrar nos cofres portugueses, assim diminuiremos a dívida externa...e claro, como vocês já sabem, há ordenados de administradores de empresas públicas que têm de ser pagos a tempos e horas, senão...". Uih que medo! Que façam ondas e tempestades com OPAs ilusórias, compras e vendas - ou chamemos-lhes "troquinhas de amigos" - com o que quiserem que os mercados agradecem...comprar nos mexericos e vender antes da coisa se ter quase dado - Final do aparte)

De volta!
O catalão MACBA entregará a estafeta ao Pavilhão Jay Pritzker do Millennium Park e ao Centro Cultural de Chicago e por lá passarão nomes como The Slew feat. Kid Koala, Oval, Martyn, Lesley Flanigan, Ben Frost e Nicolas Bernier + Martin Messier: La Chambre des Machines, além dos espanhóis Bradien, bRUNA, Huan, Faraón entre outros devaneios  saudáveis que vão desde o cinema às instalações sonoras.

Palavras para quê?!
Deixem-nos falar à vontade e vão mas é de férias para fora!