Pensei dar o dia por terminado aquando do último post, no entanto, foi numa das minhas pesquisas pelo vasto das "catalogações" de géneros e estilos derivantes da electrónica que me deparei com termo "ghetto tech booty".
Que nome apelativo...hum!
Bastaram alguns minutos para me aperceber do que se tratava.
Techno "detroitiano" do gueto com uns salpicos, por aqui e por ali de beats pulsáteis "chicaguianos" a fazer lembrar os quase inícios da era dançante.
Uma espécie de pim, pam, pum a cortar a direito linhas apressadamente cadenciadas, entrecortadas por uma voz rítmica e ao mesmo tempo melódia.
"Detroit Ghetto Tech And Chicago Booty - Pure Jewels - Vol. #2", editado em 2005 é uma espécie de bíblia da coisa e de entre 27 faixas de "aceleramento" viciante, deparei-me com uma que já conhecia.
Trata-se de "Fuck Me On The Dancefloor" de Disco D juntamente com Princess Superstar.
Fica o registo dessa bela malha e a deixa de continuidade para exploração deste nicho tão delicioso que é o "ghetto tech booty".
Nascido em Berlim, Ben Klock é uma das mais influentes figuras da história recente do techno.
Como DJ residente do Berghain, desde a sua abertura em 2004, conseguiu deixar uma marca vincada na sonoridade do clube berlinense, tendo este mesmo espaço contribuído de forma decisiva para a forma como Ben aborda as suas produções e o próprio djing.
Através de DJ sets profundamente hipnóticos, compostos de pesados grooves e de temas editados por casas como a Bpitch Control, Ostgut Ton ou pela sua Klockworks, conseguiu passar a fronteira germânica ganhando uma merecida reputação internacional.
“One”, editado no inicio do ano, está aí para o comprovar, fazendo parte de uma série de tabelas “Best Of The Year”.
Em “One”, como numa série de outras produções, Ben Klock procura arejar o baú que guarda mais de 20 anos de música techno, conseguindo-o de uma forma única, tal como o faz nas suas prestações enquanto DJ.
Passou por cá este ano na última edição do Neo Pop.
Diz quem esteve, que pura e simplesmente, rebentou!
E nós por cá...acreditamos pois então!
Bom fim de semana!
Por vezes tenho a impressão que continuar a seguir neste caminho, que tem tudo para dar certo, parece-me ser o menos confortável, porém o mais óbvio.
Prende-se a questão da mudança de paradigma...mas então para onde e como faze-lo?
Motivo para perguntar-me se será que vale mesmo a pena continuar a "bater no ceguinho" e manter as coisas como se nada se passase...ou, no extremo oposto, radicalizar a coisa de tal forma e dar uma volta de muitos milhares de graus e deixar que o acaso se encarregue do resto.
Pode até ser possível, como é óbvio...
Difícil? Sem dúvida!
"Qualquer dia" e "um dia destes" são expressões que ainda fazem parte do arcaico vocábulário daqueles que nunca sairam da sombra nem se deixaram deslumbrar por nada.
O motivo é este.
A decisão é tomada agora mesmo...a quente e sem grandes margens para derivações.
Agora...só falta mesmo saber o quando do "agora"...mas isso já estou a voltar ao tal ciclo vicioso.
Será que mesmo assim, isto compensa e vale realmente a pena?!
Deslumbrem-se e indignem-se com o mundo!
Sintam primeiro, apreciem depois!
O caminho por vezes torna-se o menos importante...a meta, essa sim, é o objectivo principal de tudo, por isso nunca deixem nada por fazer!
Mesmo que isso implique o chumbo de um pseudo-orçamento para um país ou se bata em alguém que merece levar uma valente turra!
Ajudem-me a acreditar que não estou completamente errado.
Lembram-se de há uns tempos voz falar de El Guincho, a propósito do Sonar?`
É de novo hoje notícia na Xangai, pois acaba de editar um novo álbum chamado "Pop Negro".
Quem se deixou deslumbrar com "Alegranza" em 2008, ainda deve sentir aqueles samples meio ensolarados a rodopiar dentro de algum espaço da cabeça.
Alegria colorida e embriagada.
Um produtor de Barcelona sem vergonha de usar a abusar dos loops repetitivos, que de alguma forma, pelo menos a mim, não soavam monótonos.
E dá-lhe com tambores, pratos e guitarras latinas misturadas ás canções desconexas de Pablo Diaz-Reixa e temos El Guincho apresentado há 2 anos atrás.
Desde então, o homem por trás do projecto El Guincho mostrou ser alguém aberto a novas ideias e em Julho deste ano lançou um EP todo feito por regravações de temas tradicionais de compositores latino-americanos: "Piratas de Sudamérica"...quase a fazer alguém lembrar "...ah, o velhinho é que era bom..."
E agora o álbum.
Menos óbvio e hipnótico que "Alegranza", "Pop Negro", editado pela Young Turks mostra-nos um outro lado de El Guincho...mais "pop negro", estão a ver!
As "vozes" ininteligíveis de "Alegranza" deram lugar a versos mais lineares, cantados num espanhol perceptível, até mesmo a soar a radiofónico.
Apesar de Pop Negro soar menos inconsequente que seu antecessor na forma, ainda há transgressão nos arranjos que são construidos sobre remendos instrumentais numa espécie de amálgama de marimbas, teclados esfumaçados e uma percussão abafada.
Destaco a excepcional sequência de abertura de "Pop Negro" com "Bombay" e "Novias", duas saborosas doses de felicidade parassimpática, garantidas pela sonoridade metálica e flutuante.
A fazer lembrar uma noite quente sob as estrelas, à beira do mar em Barcelona e a cabeça já a mil...
Há já algum tempo que o duo Broadcast se mudou da industrializada Birminghan para a pequena vila de Hungerford onde estão alguns locais sagrados do paganismo, como os círculos de pedras do período neolítico de Avebury e o famoso Stonehenge.
Também por ali começaram os desenhos nos campos de trigo dos anos 1990.
Acordei e fiz uma espécie de roleta russa na pasta de discos...calhou-me "Broadcast & The Focus Group - Investigate With Cults Of The Radio Age", editado o ano passado pela Warp.
E que bela pontaria para acordar num Domingo de manhã!
Aqui há sons que são recolhidos em velhos arquivos mortos de faixas e efeitos sonoros para a TV e rádio, como os da BBC, no entanto vão mais além usando técnicas de gravação esquecidas ou apagadas pela história.
Depois há uma pop psicadélica obscura dos anos 60 e 70 e tudo junto, culmina num quase mini-lp de 48 minutos, onde apenas 5 das 23 faixas lembram canções "a sério".
Diz quem sabe, que o principal responsável pela coerência do disco é Julian House da editora Ghost Box.
Antigo colaborador de Broadcast em projetos gráficos e de DJ, House combina algumas centenas de pequenos trechos desconexos numa colagem imprecisa, paradoxalmente gerando um disco com unidade e singularidade.
A harmonia entre as bricolagens de House, as melodias de James Cargill, mais a voz soporífera de Trish Keenan culmina numa mescla deveras arrepiante.
"Witch Cults of the Radio Age" é uma obra assustadora com ruídos da natureza, velhos sintetizadores, coros, sinos, flautas, oboés, sons etéreos.
Tudo conjugado: uma plena atmosfera de sonho e delírio.
Agora que o Halloween se aproxima...porque não fazer de "Witch Cults of the Radio Age" um disco de cabeceira!
Por entre uma camada de pó infindável e um cheiro a "mofo" pestilento, hoje deparei-me com mais um verdadeiro clássico merecedor de destaque na Xangai.
Avançado?!
Não sei...nem interessa.
Revivalista?
Mais que óbvio!
O que eu vasculhei para saber de quem era esta "Ooh Lala"...
The Wiseguys...sem espinhas e directa para a lista das "malhas" intemporais mais marcantes deste século!
Exagerado?
Talvez...mas afinal de contas quem é que manda aqui?!
Afinal de contas, quem é que falou em festas descomplexadas e meio "ajavardadas" onde só a música interessa?!
As edições com remisturas banalizaram-se e, pior, os remisturadores parecem andar acomodados.
Mas há excepções!
Todd Terje, um dos nomes da armada escandinava responsável pela actualização das sonoridades disco é uma dessas geniais excepções!
Na linha dos originais de onde parte e dos resultados finais que obtém, também esta dupla compilação, intitulada "Remaster Of The Universe", que acaba agora mesmo de saltar para as lojas, com o carimbo da Symbiose, é um registo aberto, salpicado por motivos resgatados do house, techno, dub, funk, electrónicas ou ambientalismos, onde este norueguês revela uma capacidade de apropriação e à vontade absolutos de na reconversão de temas de Antena, M , Lindstrom ou José Gonzalez.
Isto, conseguindo manter o espírito originais e, simultaneamente, imprimindo-lhe uma marca autoral reconhecível.
Vindos da desolação fértil do estado norte-americano do Ohio, os Emeralds têm vindo de modo glorioso a escapar-se com elegância ao nicho dos cdr’s e cassetes que são a norma no subterfúgio norte-americano, para um reconhecimento cada vez mais notório.
Constituídos por Steve Hauschildt e John Elliot nos sintetizadores e Mark McGuire na guitarra, este trio parece ser a cristalização de grande parte das explorações sonoras em torno da kosmiche-music levadas a cabo pelos seus pares.
De uma incomensurável beleza, as tapeçarias dos Emeralds nunca se apresentam como objectos inacabados ou vestigiais.
Antes peças suspensas de um labor e minúcia apaixonantes, num mosaico de linhas de guitarra nostálgicas e teclados infinitos que nunca se retém em fórmulas estanques.
São uma das grandes bandas da actualidade, como atesta a recente chegada da banda à editora Mego, editora austríaca de referência na música electrónica e casa de nomes como Fennesz, Radian ou Jim O’Rourke.
E enquanto o tecto desta mina não desmorona, vamos fortalecendo os pilares que aguentarão a memória das ágoras musicais.
Entre impostos e impostores, temos felizmente a graça de encontrar algum espaço aberto para lançar os foguetes de sinalização, de vez em quando interrogamo-nos se este planeta digital tem “céu” e “terra”; muitas vezes parece um poço sem fundo e questionamo-nos se alguém, além dos habituais vigilantes, vê ou ouve alguma coisa.
Sendo assim e apostando nos bons materiais de construção que seguram as novidades musicais, sugerimos o TRAMA, que começou esta 5ª feira passada e que se estende até amanhã.
No seu quinto ano, o festival TRAMA (Festival de Artes Performativas) reúne criadores nacionais e internacionais na cidade do Porto, num percurso que redescobre espaços identitários e inusitados, convencionais e espontâneos.
Propostas de teatro, dança, música, arte sonora, performance e ópera digital sustentam a programação e distinguem-na pela coexistência de reflexões sobre o valor e função da arte e dos mecanismos de produção criativa bem como sobre os modos de percepcionar o mundo de hoje, apoiados na revisitação de legados simbólicos ou íntimos, colectivos e individuais.
É de realçar uma outra dimensão desta TRAMA: a forma festiva e bem-humorada encontrada por vários artistas para a expressão das suas criações, sejam elas a tentativa solitária e absurda de Massimo Furlan encarnar um ídolo, o tom vaudeville de Justin Bond, as tacadas jocosas de Paulo Castro e Regina Fiz, o clash explosivo de beats e swing dos electrizantes Dirty Honkers, a cuidada preparação da noite com os DJs da Cómeme (Matias Aguayo, Diegors e Rebolledo) e a terminar, a festa de rua inclusiva de Bumbumbox.
De realçar a presença do duo luso canadiano, Tim Olive e Alfredo Costa Monteio.
Duo recém formado, nasceu a partir de várias colaborações à distância, entre Barcelona e Osaka, até se materializar numa tournée no Japão em 2010.
É um projecto de natureza decididamente doméstica que oscila entre texturas densas, cortes bruscos e dinâmicas imprevisíveis, desenvolvendo frequentemente atmosferas obscuras que se decompõem constantemente em massas sonoras desagregadas: o caos e a ordem são medidos, mas sempre bem-vindos.
Lagerfeltz é mais um projecto do prolífico músico, DJ, editor e produtor alemão Me Raabenstein, aqui acolitado pelos holandeses Ruben Koster e Menno Jager, com os quais trabalha à distância.
"Aar" é a edição que inaugura esta aventura sónica, um empreendimento que está de acordo com a única regra que conhecemos a Raabenstein: a ausência de regra!
Sentindo-se completamente à vontade no domínio da tecnologia musical electrónica, a acção dos Lagerfeltz parece criar novas formas a cada movimento, como se a música se construisse a si própria como processo de auto-sustentação.
Não porque nunca ninguém tenha experimentado intometer-se nestes terrenos em que a electrónica se estende placidamente pela linha do horizonte nocturno, fazendo cintilar pequenas luzes em silhuetas escuras, das quais se pressentem movimentos espaçados; aqui a novidade não será essa coordenada, mas sim um modo de operar que enfatiza o cuidado e a paixão que se observa nos pequenos detalhes de uma narrativa cinemática de adensado mistério.
Um mistério que começa no título do disco, "Aar", e que se espalha por todos os temas aqui presentes, em cujas designações sempre encontramo a designação "aar", funcionando como convite para a descoberta do fio que conduz toda a acção imaginária evocada por estes sons tão talentosamente conjugados e sequenciados e tão calhados para a banda sonora de uma história perdida na memória de cada ouvinte.
Uma edição que conhece apenas o formato digital e que não nega a sua condição de produto musical avançado, de uma imaginação que parece estar à frente da sua própria era.
Quando o universo se prepara para virar mais uma página do calendário cósmico, é notório que o grande motor da música pop neste último par de anos tem sido a memória.
Sobretudo uma memória fabricada entre o que de facto os neurónios retiveram da infância e da adolescêcia, da experiência de ouvir rádio, ver MTV ou assistir a concertos em Almada ou Alcabideche e, talvez até mais importante, o que se imagina que se recorda depois de anos a recriar um passado via internet.
Os Javelin, ou Tom e George, como queiram, fazem música híbrida a roçar o psicadelismo, que sonha com passados feitos de hip-hop, Space Invaders, jams no parque, TV pop e FM rock.
Não sei se percebem a ideia?!
Misturam tudo com a perspectiva lúdica que só o século XXI, a cultura dos blogues e a banda larga permitem.
Fazem dançar e pensar (e talvez sonhar...) ao mesmo tempo.
Mark Henning é um dos casos sérios do ano.
Nasceu em Inglaterra e, com pai alemão, sempre se sentiu ligado ao país que agora escolheu para viver.
Em 2008, a lendária Soma Records recruta Mark para os seus quadros o qual agradece com 2 excelentes EPs que lhe abrem um rápido caminho para o seu álbum de estreia “Jupiter Jive”.
Seguem-se edições por casas como a Trapez, Clink Music ou Fantastic Firends...tudo boa gente, como podem verificar!
Com comedidas doses de groove, funk, swing, sempre em toada deep e muitas vezes desconcertante, o seu som facilmente chamou a atenção de senhores como Villalobos, Luciano, Richie Hawtin entre outros, clubes como o Fabric, Watergate, Panorama e público que se movimentam nas fronteiras do techno e house.
O live com que hoje percorre mundo tem vindo a quebrar todo o tipo de classificações tendo sido nomeado pela Dj Mag como “Best Breakthrough Act 2009".
Mais um nome a ter em conta para o vasto leque de personalidades a que a Xangai tem vindo a prestar destaque!
Aqui procuram-se bandas sonoras e outras experiências para electrificar de forma indecente momentos descomplexados ou outra qualquer ocasião onde a celebração da música seja importante.
A música que se procura é aquela que é descoberta através de um caminho indefinido, traçada ao sabor das circunstâncias, numa sequência de convulsões e remontagens, numa relação de absoluta sedução com balbúrdia.
Um caminhar aleatório e desconcertado pelos trilhos sinuosos do mundo das extravagâncias sonoras, fazendo paragens nos lugares mais resguardos do silêncio.
Johnny Cooks Dance é o alter-ego gira-disquista de João Alberto, constituindo-se como a sua faceta mais tresloucada, colorida e imprevisível, resultante do seu incessante vício em procurar novas sonoridades e outras motivações! Herdeiro “pós-moderno” de um espírito naturalmente híbrido e experimental, carrega o estandarte da premissa ”DJs are not rock stars.”, afirmando-se como uma personagem que vive da música e gosta de partilha-la, deixando os termos de mix-CDs, sets, bpms, fades, pitchs para os “Djs a sério”. Com uma criteriosa e cuidada selecção musical que privilegia uma certa espiritualidade em detrimento da funcionalidade exigida pela pista de dança, Johnny Cooks Dance começou a sua vida em festas privadas numa atmosfera construída por uma forte rede de amizades a ocuparem o centro das atenções e das intenções. Com uma tendência natural para a imagiologia e fã incondicional de catalogações, durante as suas actuações, o espaço sonoro transforma-se num lugar quase imaginado, preso à realidade por ideias isoladas, reinventando conceitos e misturando aquilo que não se deve misturar, acabando por redescobrir a própria música…pelo menos ele pensa que sim! Ao ignorar o livro de estilo dos DJs, Johnny Cooks Dance encena de forma simbólica um regresso ao estado primitivo da música, decompondo-a em peças elementares e devolvendo-a em conjugações altamente aleatórias e perigosas para quem o escuta! Pensa na música como um espaço num determinado lugar em detrimento dos géneros, onde a música comanda as suas próprias ligações, de forma orgânica fazendo com que no centro da pista ou do salão aquele disco certo suceda de forma mágica ao que parecia estar errado! Ele está enganado e o caminho pode não ser por aqui, disso ninguém duvida! Mas de uma coisa não o conseguem convencer: desistir de fazer aquilo que realmente gosta de fazer que é ouvir e partilhar boa música…ou não acreditasse ele que um dia ainda se levará a sério a lounge music!
Cabletoys
Com a permanente e desenfreada democratização das tecnologias de informação no nosso dia-a-dia, o estar e o lugar deixam de ter o peso e importância como elementos isolados. Estar aqui e agora não significa pensar ou actuar aqui…o ali e o depois deu lugar a uma nova rede de interacções globais, em que o mundo inteiro se encontra ligado à distância de um simples clique. E foi assim que nasceu o projecto Cabletoys! Um novo alter-ego “cósmico-minimalista” de João Alberto, que surge como uma necessidade pessoal de tentar esclarecer-se a ele próprio e a quem o queira ouvir do processo criativo e interpretativo do acto de fazer música…e de como chegar à mesma. Pondo aqui de parte todos os radicalismos que advêm da cultura consumista, Cabletoys recorre a diversos gadgets musicais, aliados a certos engenhos tecnológicos de carácter manipulativo…ou então só para decoração! Já muito se falou e foi escrito acerca deste tipo de abordagem musical, no entanto Cabletoys surge na cena nacional como um projecto inovador dada a matéria-prima em questão. Bizarrias de brincar em comunhão com a seriedade e robustez de sequências definidas…Buddha Machines em loops estonteantes e hipnóticos com vozes perdidas no espaço, mesas futuristas e pulsáteis das Zoundz aleatoriamente construindo ritmos e cadências misturam-se com os devaneios furiosos perdidos naquele espaço. Promete-se uma experiência sinfónica multi-sensorial num retrocesso do digital para o analógico ou mesmo essa mistura, procura-se dar um novo passo em frente para uma nova estrutura musical. Acima de tudo a música, o processo criativo, como se apresenta, os meios de propagação e no final a fruição!