terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dollboy meets Sone Institute.

Em apenas 7 temas, num total de 17 minutos, Dollboy e Sone Institute estendem-nos nos braços um disco que é uma pequena preciosidade, no qual uma límpida e aveludada sensibilidade melódica se deixa envolver por ruídos enigmáticos, discretos e quase silenciosos.
No fundo trata-se de uma combinação natural, se pensarmos nos trajectos de Dollboy (Ollie Cherer) e de Sone Institute (Roman Bezdyk), mas a verdade é que transcende a simples adição da expressividade orgânica inspirada na folk digital de Cherer à manipulação catártica de fragmentos de electrónica de Bezdyk.
Juntos, estes dois elementos souberam adquirir um equilíbrio imersivo, no qual dominam os seus aspectos oníricos e são dominadas as espasmódicas disfunções electromecânicas.
Tomado como um todo contínuo ou saboreado em cada uma das suas sete partes, "The Sum And The Difference", revela-se uma pequena mas intensa obra, que propõe elementos musicais concretos a pequenos ruídos abstractos, não enquanto contendores de uma batalha sónica, mas sim como druídas de uma nova poção mágica, indutora de sonhos mântricos e de questionamentos surreais.
Pequeno e belo! 

Pesquisei por todo o youtube por uma faixa deste "pequeno miminho redondo", no entanto não encontrei nada!
Assim sendo, deixo-vos com a ("minha") melhor faixa de cada um destes dois convidados de honra que de há uns tempos a esta parte se têm vindo a encontrar à mesa e discutir o bom gosto e a definir o puro conceito do requinte...para term uma ideia da fantástica e hibrida amálgama sonora prometida.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Baby Its Cold Outside!

A inércia e a ociosa degustação dos últimos momentos de Domingo à noite, antes de ir para a cama, levam-me a vasculhar no meu profundo baú de registos alguma razão para sacar de mais um cigaro e adiar por alguns minutos o "turn-off" relaxante e preparar-me para mais uma semana de trabalho!
Editado este ano pela minha queridissima Norah Jones (continuo a gostar desta miuda, pah), "Featuring", encontro um duento com Willie Nelson.
E porque faz frio lá fora...esta funciona como um sedativo auditivo divino!
Bom início de semana para todos!

domingo, 21 de novembro de 2010

Brian Eno v.2010 em "Small Craft On A Milk Sea"

Acabadinho de ser editado pela Warp, "Small Craft On A Milk Sea", mostra-nos o regresso de Brian Eno aos registos de originais e coloca-o directamente a prateleira dourada da Xangai...e mais um a constar na "tal prometida lista dos melhores de..." (na realidade, acho que nunca vou conseguir fazer uma lista dessas...falta-me ingenuidade e alguma preguiça musical, enfim!)  

Os primeiros minutos do álbum plantam a ideia de que Eno está de regresso ao território ambiental que tão bem mapeou nos anos 70 e 80.
A languidez do piano, a guitarra dedilhada com todo o tempo do mundo, o fundo ambiental como atmosfera respirável, tudo indica uma direcção abruptamente anulada em “Flint March”, um acordar da letargia e, se quisermos elaborar uma fantasia, o momento em que o Homem se ergue e começa a ter de sobreviver.
Metáforas com a evolução parecem apropriadas pela própria estrutura do álbum, sonicamente organizado para uma subida a picos de intensidade e nova descida a um ritmo pausado perto do final, depois de extinta a necessidade de gastar explicitamente a energia contida pelos primeiros minutos do álbum.
A qualidade cinemática da sequência “Flint March”, “Horse” e “2 Forms Of Anger” evoca uma fuga desesperada que pouco a pouco, na série seguinte de temas, adquire algum discernimento: “Bone Jump”, “Dust Shuffle” e “Paleosonic” prolongam a base rítmica mas indiciam a descida para nova segurança com “Slow Ice, Old Moon”.
Ouvindo o álbum em repeat a partir desta faixa, colando posteriormente com as três iniciais, dir-se-ia ouvirmos dois discos diferentes.
Mas Eno escolheu unir duas sensibilidades praticamente opostas num mesmo todo.
“Bone Jump” encontra-se mais ou menos no centro, a segunda vez esta semana em que nos lembramos dos arranjos grandiosos de David Axelrod.
Mas se as texturas ambientais de Eno são quadros vivos, não devemos descurar os verdadeiros organismos (vivos) ricamente detalhados que são as seis faixas rítmicas, com eventual excepção do exercício bruto em “2 Forms Of Anger”.

(in, blog.flur.pt)

Mais um registo digno de vénias honrosas e que nos mostra um Brian Eno à altura de muitas modernices tecnológico-sonoras que por aí se diluem e entranham!





sábado, 20 de novembro de 2010

Optimus Hype @ Porto

O próximo Optimus Hype vai levar os Soulwax ao Porto.
A 5ª edição do evento dedicado à música electrónica vai acontecer na cidade Invicta no dia 4 de Dezembro.
Neste regresso do Hype ao norte, o Palácio da Bolsa vai servir de palco para um dos concertos da digressão de Natal dos Soulwax, banda formada pelos irmãos da dupla 2 Many DJs, que passará pelas principais cidades europeias, de Londres a Madrid, sem esquecer Barcelona, Milão, Zurique, Paris, Eindhoven ou Hasselt.
O cartaz fica completo com a actuação de Goose (live), Mixhell, Paul Chambers, João Dinis, Let There Be Rock, Uma Napper e The Boys Who?.
O VJing estará a cargo dos Dub Video Connection.
O Optimus Hype começa pelas 23h00 e os bilhetes estão já em pré-venda por 15 euros, sendo que no próprio dia custarão 20 euros.
De recordar que a última edição do Optimus Hype recebeu a estreia em Portugal do espectáculo Cadenza Vagabundos, que foi visto por mais de 2 mil pessoas no Museu de Arte Popular, em Lisboa. Luciano, Mirko Loko, Daria e Marc Antona, tocaram também em sets separados e deixaram o público em euforia, provando porque motivo foram a sensação do último Verão em Ibiza.
Os DJs portugueses Freshkitos, Heartbreakerz, Henriq, Kaesar, Manu, Hélder Leite, Superkiko, Rita Zukt, Brain Damage, Gipsy e D.I.E.M. e Nuno Miguel completaram o alinhamento da noite.

(in, MTV Portugal)

E se ainda assim têm dúvidas se valerá a pena dar uma "escapadinha" até ao Porto no dia 4 de Dezembro, deixo-vos com um pequeno aliciante daquilo que foi uma das últimas edições do Optimus Hype em Lisboa.




domingo, 14 de novembro de 2010

Stereomood e a revolução sonora dos estados emocionais!

Fantástico! Genial! Sem palavras!
Hoje o meu irmão ligou-me a meio do almoço e falou-me de um site chamado Stereomood.
Não sabia o que era e fui investigar.
Após uns breves minutos de exploração, cheguei à conclusão de que seria, sem sombra para dúvidas, o meu próximo post na Xangai, pois todos os "xangaianos" merecem partilhar e degustar esta "minha" nova descoberta cibernético-musical.
Uma espécie de rádio online, mas diferente das outras.
O Stereomood define-se como uma "Emotional Internet Radio" e o nome deixa antever o seu modo de operacionalização; em vez de pesquisar por estilos musicais, procura músicas de acordo com o estado emocional do ouvinte.
Intrigante, não?!
Pois sim, parece estranho, mas a ideia é bem interessante.
Acedendo ao site do Stereomood, encontramos uma caixa com diversos estados emocionais possíveis, bem como algumas pré-disposições para tal...
Clicando num determinado "estado emocional", surge-nos uma lista de músicas que se enquandram nesse mesmo "estado de espírito"...e depois é só deixar rolar os pratos que as músicas cruzam-se umas após outras em modo contínuo.
Acima de tudo, gosto de ouvir "muita" música...uns géneros mais que outros, como é óbvio,  porém em todos eles tento primar pelo (meu) bom gosto e requinte, e isso é o que não falta neste Stereomood.
Não é preciso esmiuçar muito para nos apercebermos que quem idealizou e cocebeu este cantinho digital, é acima de tudo, um verdadeiro amante e conhecedor de "boa música".
Experimentem!
Para mim, e até agora que 2010 se prepara para rebentar, este é o melhor site (de música) do ano!
Sem dúvida!
E agora é só escolher...happy, reading, working, optimistic, dreamy ou talvez um sunday morning?
Desculpem a repetição mas isto é mesmo genial...
E viciante!

sábado, 13 de novembro de 2010

!!! @ Lux

Não estive lá...mas já fui bombardeado de todos os lados, de que "foi o melhor concerto de sempre no Lux"...aliás, "o melhor do ano".
Fico-me com o que resta pelos registos caseiros de filmagens alojadas no youtube e com os constantes elogios e adorações, de que aquilo que se passou no passado dia 9  de Novembro no clube alfacinha  à beira rio plantado foi, sem dúvida, algo verdadeiramente memorável e inesquecivel.
E eu acredito, mesmo sem ver!
Felizes daqueles que puderam compartilhar esse maravilhoso happening!
E eu...fico também feliz por eles!

(Claro que ainda agora me continuo a roer por dentro por não poder ter estado presente...no entanto, fico descansado pois, acredito que "comité central dos cavaleiros da indústria e os seus eternos candidatos" me tenham representado na sua melhor forma. Eu sei que sim! Abraços para todos, oh rapaziada!)



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

You Can Count On Me

Porque há dias em que por mais que me esforçe, não consigo redigir nada de minimamente criativo e de substancialmente consistente, hoje deixo-vos com o segundo single a anteceder novo álbum de Panda Bear, "You Can Count On Me", acabadinho de editar sob chancela da Domino.
Há dias assim, no entanto a coisa promete!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

It's time to Damage!

Alexander Kowalski é sem duvida um dos regressos mais aguardados do ano.
Após 2 anos de intensa tournée, o produtor de alguns dos grandes hinos de pista desta década, volta ao estúdio para a criação de temas cuja matriz assenta no techno arrebatador que tanto o celebrizou.
“Puesta De Sol”, “The Heat Of The Night” e “Reset/Leaf 43”, um EP dividido com Extrawelt e editado na sua recém-criada Damage Music Berlin, voltam a colocar Kowalski no mesmo patamar em que foi considerado “Melhor Produtor” e detentor do “Melhor Live-Act” pela imprensa especializada alemã.
Ao serviço da nossa Soniculture, remisturou o tema “Only Your Touch” de Billy Dalessandro, chegando a figurar como nº1 na chart de John Digweed.
Passa por cá dia 4 de Dezembro no Op Art e o alerta fica desde já feito!
Um regresso à sua melhor forma, continuando a fundir como ninguém as sonoridades techno de Detroit com as de Berlim e protagonizando um concerto de uma energia sem barreiras, capaz de ir ao encontro dos diferentes públicos da pista de dança.




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ninja Tune XX: 20 Years Of Beats & Pieces

É com toda a justiça que depois de 20 anos de actividade, a Ninja Tune continue a recolher os dividendos da sua dedicação às "artes marciais electrónicas".
A efeméride celebra-se com uma luxuosa caixa de 6 CDs, 6 singles, um livro em jeito de fotobiografia, um poster e vários autocolantes que ilustram uma história de sucesso no mercado das editoras independentes inglesas.
Convocados os guerreiros do clã e companheiros de luta, cada qual exibe capacidades e demonstra habilidades na definição, experimental  e lúdica, de campos sonoros de texturas electrónicas dançantes, num alinhamento que integra um miríade espectral com mais de 100 registos, a maior parte deles, originais.
Sonoridades rítmicas urbanas, numa súmula de ideias actuais e pistas para o futuro.