sexta-feira, 27 de maio de 2011

MUS // DJ Contest


O MUS em parceria com a Antena 3 e com o apoio da Numark, organiza o primeiro DJ Contest, um concurso de DJs 100% produzido com energia cinética, isto é, o público a pedalar vai produzir energia para alimentar o sistema de som.
O concurso tem 10 etapas de qualificação em Faro, Beja, Évora, Castelo Branco, Coimbra, Viseu, Aveiro, Porto, Braga e Bragança para a final de Lisboa.

Mecânica do Concurso

Serão seleccionados 5 Dj's para participarem no dia do evento.
Cada um deles vai actuar durante 30 minutos para os espectadores de cada local.
Os vencedores de cada uma das 10 etapas vão a concurso na final em Lisboa no dia 16 de Julho.

Quem pode participar

O concurso é livre quanto a estilos musicais e pretende apoiar jovens de todo o país que começam a dar os primeiros passos na arte de domar discos e de alegrar plateias.
Assim, podem inscrever-se todos os meninos e meninas que tenham entre 18 e 30 anos e que sonhem tocar mais alto sem partir os pratos.

Avaliação

Os concorrentes vão ser avaliados pela sua escolha musical, técnica e performance.

Divulgação

O Dj Contest tem como parceiro principal a Antena 3 que irá fazer a divulgação do concurso e dará o prémio final ao vencedor.
O vencedor final tem como prémio:
Set para programa na Antena 3
Participação no programa Dance Antena 3
Participação num evento com o apoio da Antena 3 a definir até final de 2011.
 
Todo o material é da Numark.
Para mais informações sobre o evento MUS, consulta a nossa página em www.musportugal.org

Este vai ser o DJ Contest!!!

Deadbeat


Há 12 anos atrás, Montreal viu Scott Monteith, um filho da terra, actuar numa esplanada de café.
Pela primeira vez Deadbeat dava a a ouvir o seu dub carregado, o groove profundo e a electrónica mais minimal que caracterizam ainda hoje a sua sonoridade.
Era a primeira edição do Mutek, e como o próprio festival, Deadbeat viria a angariar fãs e seguidores por todo o mundo.
Amante da aplicação da tecnologia como meio de produção, Scott Monteith aplicou todos os seus conhecimentos no desenvolvimento de interfaces criativos, tendo trabalhado para a Applied Acoustics Systems, empresa responsável pela criação de software de alguns dos mais conhecidos e apreciados sintetizadores.
Ao seu extenso currículo podemos juntar a participação na Red Bull Music Academy e a actividade de colunista da Computer Music Magazine.
Como produtor é uma autêntica referência a nível mundial pela forma como elabora complexas matrizes sonoras, registadas nas edições da Echocord, ~scape ou Wagon Repair e celebradas em festivais como o Sonar, Mutek ou Trasnmediale.
Com encerramento da ~scape, editora de Pole e Barbara Preisinger, Deadbeat ficou órfão de uma casa que o alojou durante anos, servindo de porto de abrigo às suas mais arrojadas propostas musicais.
Em resposta criou a BLKRTZ, editora distribuída pela Kompakt pela qual lançará em Junho o seu novo álbum, “Drawn and Quartered”, em estreia nacional dia 25 de Junho na Gare no Porto.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Kreidler


Desde todo o sempre, o homem equacionou o futuro de formas mais ou menos fantasiosas, dando origem a inúmeras manifestações artísticas que têm a projecção de um tempo vindouro como a força criadora capaz de libertar a imaginação.
Na música muitas têm sido as tentativas de antecipar o futuro, as mais importantes das quais não se fixam nesse tempo que há-de vir num esforço de exercer o ofício de vidente, mas sim enquanto inspiração estética que enquadra narrativas singulares, viradas para uma certa apologia do progresso tecnológico aportador de bem estar, mas também de uma boa dose de incerteza.
Mesmo que olhando para trás e percebendo que não se realizou quase nada do que a ficção científica se entreteve a conjecturar, a verdade é que esse olhar futurista e, muitas vezes, retro-futurista, que olha para a frente através do espelho retrovisor tem produzido música que quase sempre se coloca na posição de catalizador da simbiose do homem com a máquina, dotando-a de uma precisão sincopada mas esvaziando-a de emoção.
Neste particular, o novo "Tank", dos já históricos Kreidler, consegue distinguir-se de boa parte da criação alemã pois alia à tradicional frieza associada ao kraut, e no meio da inevitável repetição circular, um ambiente interrogativo que cria uma constante tensão interior e fascina pelo leque alargado de caminhos para que aponta.
Gerado por quatro músicos distintos organizados em dois núcleos (Alex Paulick com Andreas Reihse em Berlim e Thomas Klein com Detlef Weinrich em Düsseldorf), "Tank", agora editado pela Bureu B, é o resultado da espontaneidade de um grupo que se juntou por apenas cinco dias em gravações, mais três para as misturas, registando somente uma take de cada tema, tentando assim trazer o espírito imediato de um espectáculo rock'n'roll para uma música que se alimenta ávidamente da electrónica e da rigidez estrutural, sem que para isso abdique de utilizar a guitarra, o baixo, os teclados e a bateria. De uma forma muito peculiar, claro!
Deste modo, os Kreidler produziram um disco, o seu nono longa-duração, que assenta na repetição, usando-a como a teia na qual se tramam, à vez, difusos desenhos de formas dinâmicas e refinadas que, quando olhadas atentamente, se enlaçam cumplicemente num longo tecido envolvente que relata histórias de isolamento e confusão em cenários urbanos nocturnos.
Com um inegável fascínio associado...







(in, Matéria Prima)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mark Henning

Mark Henning é um dos casos sérios do ano.
Nasceu em Inglaterra e, com pai alemão, sempre se sentiu ligado ao país que agora escolheu para viver.
Em 2008 a lendária Soma Records recruta Mark para os seus quadros o qual agradece com 2 excelentes EPs que lhe abrem rápido caminho para o seu álbum de estreia “Jupiter Jive”.
Seguem-se edições por casas como a Trapez, Clink Music ou Jupiter Friends.
Com comedidas doses de groove, funk, swing, sempre em toada deep e muitas vezes desconcertante, o seu som facilmente chamou a atenção de grandes nomes da cena musical como Villalobos, Luciano ou Richie Hawtin, clubes e público que se movimenta nas fronteiras do techno e house.
O concerto com que hoje percorre mundo tem vindo a quebrar todo o tipo de classificações tendo sido nomeado pela DJ Mag como Best Breakthrough Act 2009”.
Para ver, ouvir, sentir e confirmar este Sábado na Gare na Invicta!

terça-feira, 10 de maio de 2011

"Sr. João"

O percurso artístico do SR. JOÃO iniciou-se em dois polos independentes de acção, mas interligados no processo de pesquisa.
De um lado, Nuno Leão e Ricardo Marques começaram a desenvolver em 2004 um trabalho que procura estabelecer uma relação entre criadores de diversas áreas, de forma a promover o cruzamento de perspectivas, num compromisso entre o experimentalismo e o vanguardismo, apoiado numa visão de procura e reinvenção da linguagem das artes performativas.
Desenvolveram um trabalho que tem como principais eixos de acção a criação de novas propostas nas áreas das artes performativas, música e multimédia, a difusão de propostas de novos criadores portugueses e a formação de novos públicos, através de iniciativas que encurtem a distância entre o criador e o espectador.
Neste sentido, em 2010 surge o espectáculo “Antes de descobrir a garganta” com texto original de Ricardo Marques, interpretação de Nuno Leão e vídeo de André Uerba.
Este trabalho foi apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do programa de apoio a novos encenadores, tendo a sua estreia no ciclo de novos criadores Try Better Fail Better no Teatro da Garagem.
O espectáculo percorreu vários pontos do país, como o Festival de Teatro da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, e o espaço da companhia de teatro Cães à Solta em Castelo Branco.
Dada a necessidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido, Nuno Leão e Ricardo Marques criaram posteriormente um trabalho baseado em performances de pesquisa teatral, de onde se destaca “Últimos pensamentos antes do Abate” apresentado no FESTINS 2010 – Alcaíns, e um processo teatral educativo desenvolvido no Teatro Aveirense, de seu nome “Prometemos ficar calados, só a abater àrvores”, onde se dinamizou uma pesquisa com adolescentes entre os 15 e os 19 anos, procurando uma formação de novos públicos e dando a oportunidade desta geração entrar em contacto com as novas práticas e linguagens performativas.
Paralelamente, Óscar Silva e Pedro Barreiro iniciam em 2008 uma colaboração de pesquisa teatral assente na dicotomia entre liberdade individual e co-existência humana, procurando uma linguagem atenta às relações entre o actor e espectador, e à importância do diálogo e do confronto entre as diferentes expressões artísticas. Fruto dos primeiros passos dessa investigação, surge em 2009 o espectáculo “Antítese, Anti-ética, Antibiótico” com texto original e direcção de Pedro Barreiro e interpretação de Óscar Silva, Estêvão Antunes e Anacris. Este trabalho foi apresentado na casa de Pedrógão Grande, em Lisboa, no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, e na Casa do Povo de Recardães, em Águeda. Após este trabalho, Óscar Silva e Pedro Barreiro focaram a criação artística nas zonas de onde são naturais (Pinhal Novo e Santarém) explorando a importância do lugar, do meio e da origem, na prática artística contemporânea. Com o amadurecimento do trabalho, foi sentida a necessidade de interagir com uma cultura lusófona fora de Portugal. Com isto, Óscar Silva e Pedro Barreiro viajam para São Paulo, Brasil em Julho de 2010 para procurar nova matéria de estudo e novos campos de acção. Em Novembro, ainda em São Paulo, escrevem, criam e estreiam o espectáculo “A Angústia deste Argumento”, trabalho considerado pela crítica nacional brasileira um dos 8 melhores espectáculos do mês de Dezembro. Este trabalho foi apresentado como destaque de criação internacional no festival de teatro As Satyrianas, estando em cena dois meses no espaço da companhia Os Satyros.
Pelos mais que evidentes pontos de confluência entre o trabalho de Nuno Leão e Ricardo Marques, Óscar Silva e Pedro Barreiro, e pelo diálogo mantido entre estes durante os últimos anos, surgiu a necessidade da criação de uma estrutura oficial para dar continuidade aos trabalhos de pesquisa e criação anteriores. O primeiro momento em que nos apresentámos ao público como grupo oficial foi no mês de Março de 2011 no festival internacional de cinema alternativo Cão Amarelo, em Palmela, com a acção “Falsificação Improvável”, onde se testaram os diálogos entre plataformas cinematográficas e teatrais.
Assim, pretendemos com a criação do SR. JOÃO e o projecto “Porque o destino nos segue o rasto como um louco com uma navalha na mão”, olhar para o longo prazo, e projectar aquilo que fazemos no nosso país e fora dele, contínua e incessantemente, para construirmos em conjunto um historial comum e de relevo para o teatro e para a arte contemporânea.

Site Oficial: http://srjoao.wordpress.com/

Porque o destino nos segue o rasto como um louco com uma navalha na mão – um espectáculo de passe
Este é o primeiro espectáculo do Sr. João e queremos saber em que anda ele a pensar.
No seu baile de debutante traz como companheira de dança a sua avó para perceber como está a correr negócio de família.
Entre acepipes e slows, discute-se a lógica do mito, o poder do espectador e, como se a festa fosse a última esperança capaz de atear a vontade, procuramos no meio dos restos o herói.
Activando-se a memória revolucionária de quem nunca fez uma revolução, construímos uma à nossa imagem e deixamos o resto para os outros.
É um espectáculo de passe que já se vendeu, que já se rendeu ao capital e que agora precisa de amor. Como nas canções ligeiras portuguesas, tentamos convencer a amada a aceitar a pesada herança de uma vida pouco recomendável.
E como diz a avó Maria, “menos paradas e mais cocktails molotov.”



Este projecto do Sr. João conta com os apoios do Palco Oriental, Teatro Praga. Garrido – Artes Gráficas e A.P.I.C.
Este espectáculo encontra-se em cena no Palco Oriental (Calçada do Duque de Lafões, nº 78, Beato – Lisboa) nos dias, 19, 20, 21 e 26, 27 e 28 de Maio pelas 22h.

Espectáculo para maiores de 18 anos.
Bilhetes: até 30 anos 5€; maiores de 30 anos 10€.

As reservas podem ser feitas através do número 913151100 ou para o seguinte e-mail; srjoaoac@gmail.com.

Para mais informações consultar, www.srjoao.wordpress.com
Ficha Artística:
Criação: Nuno Leão, Óscar Silva, Pedro Barreiro e Ricardo Marques
Interpretação: Óscar Silva, Pedro Barreiro, Ricardo Marques e Maria de Oliveira
Paisagem Sonora: espinalMedula
Figurinista: Silvana Ivaldi
Desenho de luz e operação: Bruno Santos
Design Gráfico: Elias Taño

Todos os direitos reservados, "Sr. João".

Até que enfim...


Não acreditei à primeira, no entanto parece que a coisa afinal sempre se vai dar!
Após terem comissariado o Festival All Tomorrow Parties em Maio deste ano, os Animal Collective iniciaram uma digressão com a sua formação original, Avey Tare, Panda Bear, Deakin e Geologist e estreiam-se em solo nacional dia 25 de Julho no CCB.
Finalmente!
A música desta banda norte-americana é de difícil catalogação, mas a exploração de novas formas e métricas e o virtuosismo com que é moldada a matéria sonora, voz humana, eletrónica, guitarra, percussão e samplagem, integram-na no género da música experimental.
É desta natureza o último disco do grupo, "Merriweather Post Pavillion", que foi eleito por várias revistas de música dos EUA, Canadá e Reino Unido como um dos melhores do ano de 2009.
Mais uma vez, finalmente!
E como nunca é demais, deixo-vos mais uma vez (já lá devem ir uma 3 ou 4 vezes) esta omni-magestosa "My Girls" ao vivo no Hove Festival na Noruega!



Para mais informações clica: http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Musica/Pages/ANIMALCOLLECTIVE.aspx

Zeroes QC


Não é fácil o disco de estreia dos canadianos Suuns, intitulado "Zeroes QC"!
Possivelmente porque ninguém está devidamente preparado para a fusão alucinada de uma esquizofrenia rímica e melódica com uma barreira sónica abrasiva, que por vezes parece criar uma muralha intransponível entre o quarteto de Montréal e todos quantos arriscam mergulhar na sua música.
Na música dos Suuns a estridência parece ter o mesmo valor que o silêncio e a cadência sincopada aparenta ser usada da mesma forma que a desordem formal.
Nela parece existir um desajuste entre os criadores a a realidade musical que os envolve, com o inevitável transporte desse desencontro para aqueles que os ouvem.
Como se, de repente, tudo aquilo que temos como absolutamente seguro se desfizesse em mil pedaços, diante do nosso olhar incrédulo e impotente, e do caos resultante apenas fossemos capazes de reconhecer alguns traços do passado correctamente estruturado.
E, neste cenário que, por ser desconhecido, chega a ser desconfortável, começamos a reaprender a ouvir música, a juntar referências, a estabelecer ligações e a perceber que os Suuns não têm nenhum compromisso com a linearidade nem com a facilidade de processos.
"Zeroes QC" parece estar assente numa estratégia de pára-arranca, em que a cada movimento, mesmo que em loop, parece corresponder um tempo e espaço diferente do anterior.
Por isso é um disco que nos confunde e desorienta num primeiro momento, até que a linha que une toda a sequência se comece a tornar mais evidente (sem nunca chegar a sê-lo, de facto) e a estranheza dê lugar a uma paixão desenfreada.
Daquelas que levantam desconfiança a quem nos está próximo mas que, disseminada pela força da nossa certeza, pode tornar-se num caso sério de epidemia entre as gentes de bom gosto.







domingo, 8 de maio de 2011

Pura diversão!

Em nome próprio, como Wagon Christ ou Plug, a solo ou na companhia de gente como BJ Cole ou Derek Bailey, Luke Vibert tem comprovado o seu estauto com ideias singuares.Nessa caminhada notável, "Tomorrow", agora editado so carimbo da Ninja Tune, surge como o mais recente passo.
Electrónica, funk, psicadelismo, bizarria e sentido de humor, isnpirados em pepitas retro descobertas na baú hip-hop, preenchem uma obra marcada pela biodiversidade sonora, elegância fusionista e samples, que embora não sejam novidade no trabalho do britânico, corporizam um delírio sonoro a partir do qual não faltam pretextos para o abandono ao hedonismo melómano.





segunda-feira, 2 de maio de 2011

The Kenya Sessions

Sven Kacirek é um músico estudioso cujo instrumento de eleição é a bateria, pelo que o ritmo é um dos seus principais fascínios e objecto de observação metódica, que o tem levado a escrever livros e a gravar discos.
A história de "The Kenya Sessions" começa em 2009, quando Kacirek, apoiado pelo Göethe-Institut de Nairobi, realizou uma viagem prospectiva pelo Quénia, durante a qual contactou com músicos locais e com a riqueza da tradição musical daquele país, realizando um sem-número de gravações de campo, centradas essencialmente nos elementos rítmicos e vocais, que o haviam deixado fascinado.
Com esta matéria-prima, assim registada em bruto, tratou de se recolher em estúdio, na sua Hamburgo natal, e explorar novas possibilidades para aqueles sons, dando-lhes um enquadramento central nas suas próprias composições texturadas, de que passaram a fazer parte fundamental.
Com este dispositivo criativo e metodológico, Kacirek produziu um disco que tem um encanto único e raro, pois funde com uma graciosidade extrema a essência africana da música do Quénia com o seu próprio estilo marcadamente europeu, daqui resultando uma harmonia à partida impensável, que consegue diluir as fonteiras entre o jazz e a pop inscritos no ADN musical de Kacirek e o material por lapidar que está na origem do disco.
Um disco notável, de uma riqueza rímica e melódica impressionante!









(in, Matéria Prima)