quarta-feira, 27 de julho de 2011

Benvindos ou bem-vindos ao meu Verão!

É verdade que tenho andado longe das escritas pela Xangai, no entanto, é que apesar de poder evocar justamente a tão corriqueira desculpa do "não tenho tido tempo", a verdade é que não me tem é mesmo apetecido!
Mas hoje, decidi perder alguns minutos para vos dar trazer um disco que promete de certeza absoluta fazer parte da minha lista de rodelas compactadas que levarei para o meu Verão!
"Leisure Seizure2 de Tom Vek!
Depois de uma estreia entusiasmante, em 2005, Tom Vek desapareceu do cenário musical durante seis longos anos, regressando agora com um disco que justifica cada segundo da ansiosa espera.
Se comparado com o seu antecessor "Leisure Seizure", agora editado pela Island não é revolucionário!
Nem disso precisaria para se justificar.
É igualmente construído em cima de um talento especial para criar padrões rítmicos excitantes, de uma voz limitada na sua flexibilidade mas criteriosa e inteligentemente usada para nunca esticar as cordas para zonas perigosas, e reconquistando um lugar ao sol para uma sábia mistura punk-funk com teclados resgatados ao anos 80.
Mas a novidade deste disco não é formal.
É, isso sim, feita de uma capacidade espantosa de, com os mesmos materiais, apresentar ideias musicais estimulantes, impulsionadas pelo prazer que Tom Vek transpira a cada novo gancho melódico e a cada curva perigosa abordada sem receios pelos ritmos saltitantes e filigranados.
Há, para além disso, o lado de alquimista de estúdio que o autodidacta Vek tão bem desenvolveu e que lhe garante uma limpidez quase mágica no ofício de produtor requintado, com a noção exacta do que está a mais e do polimento específico que cada som precisa para se destacar do conjunto sem lhe destruir a harmonia simbiótica.
"Leisure Seizure" é um disco que parece fazer convergir em si a música pop de diversas eras, mas sempre com a perspectiva exploratória de criar algo capaz de marcar o seu próprio tempo.
É por isso totalmente recomendável e altamente viciante!
Perigosamente delicioso!
Senhores e senhoras, xau xau e até daqui a uns dias!





(in, Matéria Prima)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Wireless Festival

Chegou o Verão!E com ele, seguem-se a um ritmo ultra-vertiginoso as revelações "bombásticas" de novos nomes a figurar nos tão mediáticos cartazes de festivais estivais!
Pergunto-me se será todos os anos a mesma coisa?!
"Epah, este ano é que o Alive está a bombar..."
"Ouve, nem te passa pela cabeça quem vai ao SW este ano, man!"
"Estou lá!"
"Vai ser muita fixe! Também queres vir?!"
Volto a perguntar-me se isto só me farta (um bocadinho, vá la!) a mim?
Será que nos próximos anos, irá ocorrer alguma alteração de mentalidades sociais/musicais que nos alterem a nossa maneira ferverosa de seleccionar "aquela festança que mais nos agrada"?
Não sei...mas parece-me cada vez mais improvável, por isso só tenho que reconhecer que o "mal" só poderá ser meu!
Adiante!
Porque dos outros já toda a gente sabe quase tudo, incluindo as prováveis setlists e as piadas intercalares, hoje debruço-me sobre um novo festival que tive conhecimento.
Menos "mainstream" e mais recatado, lá para os lados de Londres!
Só para contrariar, toma!

Uma parte do extenso Hyde Park recebe o Wireless Festival, um óptimo pretexto para se transformar um fim de semana de férias na capital inglesa, numa prolongada experiência musical de alto nível!
Desfilarão sobre a vasta e histórica verdura do jardim citadino, os maiores figurões dos festivais de Verão europeus.
Dos recém-regressados Pulp aos frenéticos Chemical Brothers, passando por consagrados como Grace Jones, arautos do rock alternativo como TV On The Radio ou Battles, ou artífices de ponta da electrónica desafiante como Aphex Twin.
Imperdível!
À primeira vista, pode ser o mesmo que os outros, no entanto o cartaz apresentado parece-me ligeiramente diferente dos demais, além de se poder ter o prazer de ouvir boa música com um esquilinho ao ombro!
Queira o bom tempo ajudar!