terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Girl Talk...é muita música!

Vem das terras do Tio Sam e é conhecido por Girl Talk.
Gregg Gillis no BI e original dos lados da Pensilvânia, conta com 4 álbuns na carteira, todos editados pela Illegal Art, uma editora especializada no uso de samplers e creative commons.
Com um estilo único, Girl Talk utilizada somente diversos samplers para construir suas músicas.
Mas hoje o destaque vai para o seu último registo "Feed The Animals".
Com mais de 300 samples em menos de 1 hora, remete-nos para épocas diversas das nossas vidas e invocando fases esquecidas.
Provavelmente é essa ode ao passado a grande responsável pelo estado de espírito em que sou acometido ao ouvi-lo...
Rage Against the Machine, Jay-Z, Twisted Sister, Avril Lavigne, Michael Jackson, Radiohead, Queen, Beastie Boys, The Police, The Cure, Faith No More, The Jackson 5, Yeah Yeah Yeahs, Public Enemy, Eminem, Nine Inch Nails e mais umas dezenas valentes.
entre centenas de outros. Confira nesta lista todos os samples de Feed the Animals.
Com este repertório não há como não embarcar numa viagem ao tempo!
Um verdadeiro génio!
Além do nome de Girl Talk, o músico tem outro projeto pessoal, Trey Told 'Em, em conjunto com Frank Musarra dos Hearts of Darknesses.
É muita música!







Angola XXI

Pensar localmente e agir globalmente é uma das ideias mestras dos tempos modernos e traduz o impulso por trás da parte importante da produção musical contemporânea: se em tempos as bandas queriam soar a Londres ou Nova Iorque independentemente do ponto de origem, hoje reclamam as cores locais como marca de identidade.
Enquanto se põem a caminho de Londres ou Nova Iorque.
Contributo importante para esse fluxo é o álbum de estreia de Batida, programa de rádio da Antena 3 agora também projecto musical apostado em medir o pulso às ruas de Luanda e em actualizar o fabuloso legado da música criada nos mussekes da Angola urbana.
Música para pistas de dança modernas sintonizadas com ritmos do kuduru que acaba por ser um comentário à globalização e processos de geração de identidade.
Ou apenas um colecção de grandes batidas...



segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

5 Years Of Therapy Mondays

Sei que já é bem em cima da hora, aliás, já está a decorrer, porém ainda vão bem a tempo e mandar para trás das costas aquela velha máxima citadina de que às segundas-feiras ou é cinema, ou então ficas por casa agarrado à TV.
Hoje, a partir das 18h, na CREW HASSAN - Cooperativa Cultural, a "Therapy Mondays" celebra o seu 5º aniversário num evento especial de 12 horas non-stop.
É um convite para disfrutar de uma oferta artística multidisciplinar em vários ambientes que ocupam os seus 2 espaços: o 1º Piso e o Groundzero.
A sala Groundzero será convertida numa área de multimedia onde musicos e artistas visuais actuarão.
O 1º Piso será ocupada por duas instalações: "Apollo 1" da Dancing Foot, uma instalação sonora interactiva e "Summeroom Flash" uma instalação vídeo da eyepersonic.
A lista de participantes deste evento consiste em cerca de 25 músicos e artistas visuais que actuaram nas sessões do Therapy Mondays ao longo dos anos.

MUSICA:
Jari Marjamäki (laptop/electronica)
Arttu Snellman (laptop/electronica)
Jerrald James (percussão/electronica)
Pedro Castello Lopes (percussão)
Vítor Rua (guitarra/ fx)
Jorge Serigado (baixo)
Fernando Fadigaz (laptop/electronica)
Flak (guitarra/fx)
Antonio Chaparreiro (guitarra/fx)
Travassos (briquedos/gravadores de fita/electronica)
Miguel Sá (laptop)
Pedro Sousa (guitarra/electronica)
The Positronics (electronica)
Nuno Bernardino (percussão/field recordings)
Renato Rodrigues (baixo)
Dog Geralddi (brinquedos/electronica) - (Algo semelhantes a uns Cabletoys...eheheheh)
Filipe Caetano (electronica)
João Tiago Barra (laptop/electronica)

VISUAIS:
Alatak (video)
Uninvited Screw (video)
Vj X (video/motion graphics)
Arttu Snellman (projecções slide)

INSTALAÇÕES:
eyepersonic: "Summeroom Flash"(instalação de video)
Dancing Foot: "Apollo -1" (instalação de som interactiva)

Por apenas 2€ de entrada e com farra garantida até às 6 da manhã, acho que são mais que motivos sair de casa e aproveitar, pois amanhã é dia de ficar na cama.
Abençoada Independência!



domingo, 29 de Novembro de 2009

Pop arriscada.

Aos 27 anos, Annie Clak, nome por trás de St. Vincent, é uma das mais badaladas fémeas indie com epicentro em Brooklyn, Nova Iorque.
A seu favor, a cantora tem uma voz a que podemos chamar clássica, amiga de todas as delicadezas mas com estaleca para aguentar uma eventual migração para o jazz ou os blues.
Ao invés, Annie prefere deixar-se contaminar pelo espírito do tempo e, entre aplicações informáticas e espirais "patenteadas" pelos Animal Collective, faz rodopiar canções agridoces, cuja lírica chega a recordar a perversidade de Tori Amos.
O resultado é um disco capaz de ir dos momentos mais doces e escorreitos aos mais avariados e azedos.
"Actor", editado há pouco tempo pela 4AD é realmente algo intrigante!





Sidetracked (by Andy Butler)

Editado em Julho passado, "Sidetracked" é um exercício compilatório que revela as raízes de Andy Butler dos Hercules & Love Affair: um DJ que virou produtor.
E porquê então assinar a aventura discográfica com os Hercules & Love Affair? "Como projecto, os Hercules & Love Affair têm um pé no indie e outro na música de dança. A Renaissance sabia que eu tinha trabalhado como DJ e estavam curiosos em saber se eu estaria interessado", explica Butler à revista irlandesa State.
A editora histórica, que em meados dos anos 90 saltou para a ribalta com discos de Sasha e Digweed, era familiar a Butler e o músico achou que era uma "honra ser convidado por uma editora convencional de música de dança".
Temas como "I Never Screwed Around Before" de In Flagranti, "Weekend" de Todd terry ou "Dream On" de Gino Soccio, presentes na colectânea, constituem algumas das referências musicais de Andy Butler: "Reflectem definitivamente a música que me inspirou a escrever [mas] alguma da música presente na compilação só lá está porque foi aquela que me fez ter mais vontade de dançar recentemente".


Gare Calling

Paul Kalkbrenner é um dos nomes centrais da Bpitch Control.
Criada em 97, com o objectivo de divulgar novas sonoridades electrónicas, através da realização de eventos nos mais variados locais da cidade de Berlim, conta hoje com edições de nomes como Ellen Allien, Sasha Funke, Smash Tv, Modeselektor, Kiki, Apparat, Thomas Muller, entre outros. Nas suas prestações, onde frequentemente ultrapassa a hora e meia de concerto, o alemão liberta toda a compressão que envolve os seus registos numa explosiva actuação, onde o mais refinado techno de Berlim se sujeita a enérgicas descargas sonoras, num concerto que há muito é eleito como um dos mais empolgantes produzidos pela Sonic.
De regresso a Portugal, Kalkbrenner trás “Berlin Calling” debaixo do baixo do braço, o seu último álbum, banda sonora do filme com o mesmo nome onde Kalkito desempenha o papel principal.
Um artista genial que possui já uma considerável legião de fãs em Portugal e que se apresenta em data única no Gare, Porto.
A confirmar, segunda feira dia 30 de Novembro na Gare no Porto.

Optimus Secret Shows

Não se fala de outra coisa.
Afinal de contas, há segredos que convém partilhar.
A Optimus e o MySpace trazem para Portugal um dos mais ambiciosos projectos musicais de sempre, com grande sucesso noutros países como Espanha, Itália, Japão, Brasil.
São os Secret Shows!
E no fundo trata-se de passar o conceito das redes sociais para a prática, procurando aquelas linhas que unem as pessoas, neste caso, a música.
O último Secret Show trouxe no saquinho do Pai Natal a luso-canadiana Nelly Furtado.
Mas afinal, como é que podes entrar nesse cículo priviligiado?
Simples!
Basta adicionar Optimus Secret Shows e Optimus Lounge no teu grupo de amigos do Myspace e depois é só ouvir o que estas plataformas te dizem.
Primeiro informam-te que vai haver um Secret Show, depois dizem-te onde é e a que horas começa, ficando a banda e a sala de espectáculo guardada para bem perto da hora do concerto.
As salas são sempre de capacidade reduzida, de forma a aumentar para o grau máximo a proximidade entre o público e os artistas, pelo que a rapidez aqui também conta.
No final do concerto há ainda a possibilidade de conhecer mais de perto a banda nos "meet and greets".
Não é complicado desvendar estes segredos....complicado será guardá-los só para ti!
Será que é desta que não consigo resistir e crio um perfil no Myspace?

sábado, 28 de Novembro de 2009

PRIMA/VERA

Várias teorias e conspirações rodeiam os diversos formatos usados para “coleccionar” música.
No entanto, nunca outro formato como o vinil causou tantas razões para se falar acerca dele.
É curioso constatar que é comum encontrar pessoas que se surpreendem pelo facto de ainda se
imprimir em vinil havendo o CD, nunca ficam surpreendidas pelo facto de ainda haver o CD
depois do MP3. Acabam sempre por comentar que ainda têm muitos vinis em casa, alguns eram
do pai ou até dos avós, mas que não têm como os escutar.
É curioso também pensar que há uns anos atrás a música era um bem apreciado nas casas portuguesas e o vinil contribuiu para essa realidade.
Por todas estas razões existem cada vez mais lojas e espaços em Portugal que se dedicam grandemente ao vinil, como o caso da Matéria Prima sediada em Lisboa e no Porto.
Hoje, sábado chuvoso, há poucas razões para abandonar o sossego de casa, porém das 15h às 20h vai estar na Vera Cortês Agência de Arte, na Avenida 24 de Julho, uma exposição do catálogo da Matéria Prima.
Priveligiando a contaminação dos vários universos criativos, centra-se totalmente no suporte vinil.
Destaque para Christian Marclay, um bom exemplo das relações que se podem experimentar entre diferentes meios criativos, o próprio processo dá origem a imagens que figuram nas capas das edições em vinil ou impressas no vinil.
Mais do que um elemento decorativo independente, a imagem passa a ser uma introdução e tenta ilustrar da melhor forma a proposta do músico.
Para os apreciadores, curiosos à procura de novos estímulos ou meramente como refúgio da chuva!




Mais uma coisa, parabéns à Louie Louie por mais um aniversário.
Continuação de bom trabalho!
Abraços!

Desejos!

Para quando um agradável surpresa de qualquer coisa deste género?!
Até lá, contentemo-nos com os Hercules And Love Affair já na próxima semana...mas reparem que músicas como esta "Connected" estão sempre na moda e continuam a ser hinos de uma cultura "muita groovie".
Elevemos bem alto as nossas preçes...pode ser que alguém as oiça!

Bass Culture - Episode II

O Lisbon Underground estreia-se num novo espaço e para tal celebra uma cultura que reúne seguidores por todo o mundo e que tem a natural capacidade de unir universos como o Reggae, o Drum&Bass e o Dub Step - A Bass Culture.
Usando e abusando das frequências sub-graves, todos os géneros que são ramificações suas têm o dom de proporcionar ao ouvinte um batimento vibrante, uma sensação de pulsar desplotada pela força dos baixos.
No segundo episódio desta incursão ao culto do grave, o Lisbon Underground torna-se palco da reunião de cultivadores e convictos desta cultura, oriundos de esferas musicais ecléticas e diversas, prometendo uma noite para se fazer sentir no próprio corpo.
Depois de no primeiro episódio ter contado com colectivos e Soundsystems de peso do Reggae, Drum & Bass e Dub Step em Portugal, a receita é para ser mantida e são convidados a habitar as duas pistas do espaço: 3Wyzemen, Riddim&Culture, Selecta Alice, na Reggae Wizardz e Johnny & Al-X da Cooltrain Crew, Alif e Mr. Casparov na Drum&Bass/Dub Step Wizarz.
Hoje à noite por volta das 23h no Domus, Rua Maria Isabel Saint Leger, Nº12 Alcantara, Lisboa.






quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

"The Evolution Of" (Move D & Pete Namlook)

São conhecidos por Move D e Pete Namlook, mas respondem ao pai e à mãe por por David Moufang e Peter Kuhlmann e já andam no meio das electrónicas comtemplativas há algum tempo.
A dupla de produtores alemães é agora novidade, pois acaba de lançar uma magestosa colectânea intitulada “The Evolution Of”, sob tutela da Ambient World, plataforma editorial de Namlook.
Com 19 temas estendidos ao longo de cerca de hora e meia de música ininterrupta, reúne vários lançamentos da dupla desde 1996.
Mais que uma compilação, é uma antologia pessoal e única que transita em interpretações sossegadas pelo techno, house, electro e outras ambiências individualistas.
Ambient e chill, denominações categóricas que vão dar em ethnic, lounge e tudo mais que a subjectividade auditiva o permitir.
Para mim, future jazz de topo!


segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Heaven Can Wait

Há uns dias atrás dizia-me o Luisito: "Epah, acho a Xangai menos electrónica! Agora falas de músicas que entram mesmo bem, logo ao primeiro ouvir...".
Disse-lhe que achava o contrário, e que a Xangai está é mais ("ecleticamente") electrónica, explorando os mais os territórios de outros géneros musicais, como a indie, a folk ou mesmo o rock.
É verdade, mas não sei se ele acreditou!
Hoje trago-vos música, que apesar de não ter nada a ver com electrónicas ou qualquer tipo de fusões sintetisadas, tem a ver com 2 criaturas do meio da música (e não só), no mínimo avançadas...e que merecem mais do que atenção mediática imediata.
Merecem ser degustados ao longo de vários anos e perceber que por trás de tudo aquilo que se diz e que toda a gente sabe, existe algo ainda maior, potente e superior.
Costumo dizer que merecem a degustação que o Kurt Cobain tem hoje em dia com o que só fez em 27 anos (com todo o respeito por toda a obra do herói do grunge).
Estou a falar-vos de Beck.
Estou a falar-vos de Charlotte Gainsburg.
Sim os dois ao mesmo tempo! Isso é fruta!
Pois é, a talentosa e supercool cantora, compositora, actriz (e sabe-se lá mais quê...) Charlotte Gainsburg tem disco prometido para Janeiro do próximo ano e conta com a produção do senhor Beck.
Já com 2 músicas disponíveis para ouvir nos myspaces de ambos, o primeiro videoclip vai para a absurda "Heaven Can Wait".
Luis, aqui está mais uma directamente para o saco daquelas que entram bem logo à primeira!
Boa semana!




sábado, 21 de Novembro de 2009

O fabuloso mundo das remisturas!

Porque nem sempre é preciso ter um motivo para fazer certas coisas e tomar determinadas decisões, hoje não vos trago propriamente novidades frescas do mundo da música.
Hoje dou-vos "apenas" a conhecer 2 músicas que acho que devem ter a "obrigação" de saber que existem.
São 2 remisturas absolutamente imponentes!
Bastante diferentes, tanto na sua génese como na sua forma final!
A primeira:
Uma banda japonesa de doom metal, Boris (falei dela acerca dos Sun O))) carregada de poesia e uma espécie de sinfonia catastrófica a anunciar o fim do mundo.
Depois há um tipo chamado Optimo (decerto, "muita cool") que lhes vira completamente a música toda e transforma "Buzz In" numa trilha progressiva de space disco.
Aconselho-vos a ouvirem a original e compararem!





A segunda:
Uma música de italo-disco de meados dos anos 80.
Um edit instrumental do inglês Brian Auger, cuja carreira começou nos anos 60 no funk fundido com rock.
Apresenta-se aqui a sua "Last Train to Nowhere" com roupagem nova dada pelos Cosmic Club Mastercuts.
Genial!




Para os puritanos, é esta a minha resposta com 2 remisturas de alto nível e acima de tudo, respeitadoras e conservadoras do conceito inicial do criador!
Ok, depois há as outras que são mal feitas e sem respeito nenhum por ninguém, e que acima de tudo soam demasiado mal...mas isso é outro assunto que para aqui não é chamado!

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Teratron. Um questão de atitude!

Chamam-se Teratron e são a mais recente aventura electrónica de João Nobre e Pedro Quaresma, respectivamente baixista e guitarrista dos Da Weasel.
Editaram recentemente o primeiro álbum de originais, produzido e misturado pelos Red Kids e masterizado por Tom Coyne nos estúdios Sterling Sound, na cidade da Big Apple.
A álbum homónimo dos Teratron inclui 10 faixas e conta com as participações dos ingleses Backyard Bully e Kenton Thatcher, da norte-americana Malica e da portuguesa Yellow.
Segundo o seu myspace: «Das entranhas do Rock para a métrica da Electrónica, um óvulo acaba de ser fecundado por um novo ser que carrega o adn de Afrika Bambaataa com a irreverência de Tommy Lee, a insanidade de Prodigy com a frescura da turma Ed Banger, os olhos dos Chemical Brothers, o nariz de Michael Mayer, a boca de Dita Von Teese com todo o ar pseudo/psicho-inocente de quem não engole mas saboreia, e o corpo frágil que sofreu as consequências de uma progenitora toxicodependente vendida aos vícios e à música para que a sua linhagem possa espalhar um vírus sem rosto nem maldade... apenas atitude. »
O duo apresenta-se ao vivo no próximo dia 26 de Novembro no Lux, levantando um pouco o pano sobre o que poderão ser os live act.
Esclarecidos qb, estes Teratron vêm com toda a certeza trazer mais uma lufada de ar renovador ao panorâma da música produzida em solo nacional!





quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Xangai Market@Cotonete

O quê, não me ouves?
Vai mas é limpar os ouvidos com um cotonete, pah!
E assim aconteceu!
Passados alguns dias de conversações e troca de mails, eis que a Xangai Market v4.0 aceita o convite da Cotonete a participar na rubrica “Blog da Semana”.
A partir de hoje, durante uma semana, o nosso mercado passará a fazer parte da comunidade sonora “mais limpa de Portugal”, esperando desta forma, poder alargar o número e a qualidade de consumidores do nosso estabelecimento, com produtos sempre bem “fresquinhos”!
É como que se tratasse de uma fusão empresarial...ou uma OPA, ou qualquer coisa deste género!
Para quem só agora entra no mundo “Xangai Market v4.0”, muito benvindo!
É de informar que no nosso estabelecimento fazemos promoções extremamente aliciantes para quem é novo: no convite de mais amigos para virem conhecer o nosso mercado, recebem em troca “pontos de vista sonoros” que de serem tão refrescantes (conceptualmente, claro!), até fazem corar de vergonha o Pingo Doce!
Para aqueles que já acompanham o nosso mercado há algum tempo, e inclusivamente já são detentores de acções da Xangai, distribuídas gratuitamente todos os dia, e que assistem ao crescimento gradual e sustentado do blog, o meu muito obrigado pois sem eles isto não seria possível, de certeza absoluta!
Por último, um agradecimento ao Helder Gomes, ao Gonçalo Palma e restante equipa da Cotonete por me darem esta oportunidade única de poder mostrar aquilo que faço com prazer diariamente (...mesmo naqueles dias, em que oiço: “João vem para a cama e larga a m**** do computador! És algum viciado nisso, ou quê?!).
A continuar assim, qualquer dia ainda sou obrigado a mudar o nome para “Xangai Market v4.0 SGPS”! :)
Obrigado e benvindos mais uma vez!

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

The Disco Files 1973-78: New York’s Underground, Week By Week - Vince Aletti

Tempo para ler...
Muito perto de ser o guia definitivo da época dourada disco.
A sua vantagem é precisamente não ter a distância que outros livros dedicados ao fenómeno tiveram, escritos mais tarde e, em geral, mais focados na origem e impacto sociológico da verdadeira revolução nos hábitos quotidianos de milhões de pessoas.
Vince Aletti escreveu estas crónicas enquanto tudo acontecia, fortemente baseado no seu prévio conhecimento e entusiasmo por música negra (escreveu em várias publicações, incluindo a Rolling Stone, durante a década de 60).
Quanto se começou a chamar disco à música que ainda era soul, funk e até jazz, Aletti estava em posição privilegiada para comentar o fenómeno.
Conhecia bem os artistas, os discos, gostava da música e saía à noite.
As crónicas semanais para o orgão da indústria Record World documentaram as novidades no mercado, importações, listas de DJs, comentários a clubes e eventos com ligação à música de dança e, muito importante, Aletti mostrou explicitamente o seu desagrado e frustração quando a música começou a perder força, o visual disco a banalizar-se, o aproveitamento da indústria não só musical a corromper uma energia pura que assim deixou de o ser.
Muitas listas e nomes para pesquisar, nestas páginas, e ainda algumas entrevistas e artigos acessórios.
484 páginas de valiosa consulta!

(Fonte: Flur)

Erika Stuky

Já lá vão 3 anos e de tempos em tempos ainda me vem à memória a tranquilizante e apaziguadora semana por terras helvéticas, onde o ar é ainda mais puro e o céu se deita no cume das montanhas, regresso de novo!
Como manda a ordem, quando se viaja tenta-se descobrir aqueles tesourinhos guardados e que não vêm nos guias American Express, por isso, na altura decidi perder-me 2 horas numa loja de discos em Lucerna.
Depois de me tentar fazer entender no meio de muitas "línguas" e em nenhuma em específico lá dei com o nome de Erika Stuky (totalmente desconhecido na altura)!
Phones nos ouvidos e um suiço com olhar de desconfiado..."Lovebites" a girar enquanto lá fora a noite parecia cair.
Bem, desconcertante...é o termo mais apropriado para altura.
Hoje, e seguindo a lógica plastificada da semana, venho falar-vos dessa tal menina que 3 anos depois de a conhecer, me dá o imenso prazer de a considerar uma verdadeira alma desatinadamente criativa e colocá-la em destaque como uma artista do topo lá na prateleira do fundo do estúdio da Xangai...sim, isto aqui são mais as prateleiras que outra coisa :)
No final dos anos 60, a menina Erika passava os dias com os pais hippies, no parque da ponte Golden Gate, São Francisco, a fazer piqueniques ao som de rock psicadélico.
A entrada na idade adulta coincide com o regresso à Suíça, sua terra natal.
O cenário muda: são os prados e as neves dos Alpes; ouve-se “yodel”, dança-se polkas.
Vocalista com formação em jazz e acordeonista, usualmente acompanhada dos Roots of Communication (Robert Morgenthaler, Jean-Jacques Pedretti e Peter Horisberger), donos de instrumentos como a enorme trompa dos Alpes, a bateria e o trombone.
Comparada a Laurie Anderson e Meredith Monk, Erika canta em inglês e alemão suíço composições próprias e versões de artistas contrastantes (Led Zeppelin, Doris Day, Jimmi Hendrix, Procol Harum...).
Uma mistura de pop, jazz vanguardista e muito “yodel”, servida por uma cantora cheia de recursos, humor refinado e grande sentido do espectáculo, para uma das mais fortes candidaturas a revelação do festival.
Na sua música cruza-se referências do rock, pop alternativa, jazz vanguardista, tradição suíça e, sobretudo, um imaginário muito pessoal.

Uma espécie de amor à primeira vista!



Uma "salada suiça" para dar a conhecer..ela e os amiguinhos todos...e vejam este até ao fim, vale a pena!



E aqui foi quando veio ao FMM em 2007 e pôs muita gente a acreditar que as bruxas realmente existem!



E ainda hoje têm medo delas!

Tectonic Plates - Volume #2 (Mixed by Pinch)

Para quem não pode coleccionar as incontornáveis edições em vinil da melhor editora de dubstep do momento, tem agora a oportunidade de escutar em versão CD os mais importantes momentos sonoros dos últimos tempos.
O segundo CD é misturado por Pinch e tem o carimbo de qualidade garantido da Tectonic.
Mais um para a prateleira dos melhores de 2009!
Sem dúvida!


segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Descubra as diferenças

Acredito que não têm muito a ver, porém gosto da passagem de uma para a outra como se tratasse de uma espécie de mixtape.
Será que têm alguma coisa a ver uma com a outra, ou tudo não passa de imaginação fértil e pouca vontade de estudar?





Roshi ft. Pars Radio - The Sky And The Caspian Sea

Na continuação de um início de semana algo esquisito, hoje trago-vos mais um disco estranho!
Nascida em Gales, de pais Iranianos, Roshi Nasehi apareceu pela primeira vez ao grande público em 2008, com o EP «And Stars», tendo de imediato conquistado a ampla admiração de diversos quadrantes da crítica musical, com a exigente The Wire à cabeça. Essa aclamação geral levou à re-edição do EP no início de 2009, altura em que Roshi decidiu ampliar as possibilidades abertas pela sua etérea voz e enigmático piano, e passou a contar com o apoio do grupo Pars Radio, constituído pelo alquimista da electrónica Graham Dids (Gagarin, Pere Ubu, Nico, ...), a violaocelista clássica Rachel Threlfall e o violaocelista experimental Richard Thomas.
«The Sky And The Caspian Sea» é o primeiro esforço conjunto deste núcleo, centrado na magnífica limpidez da voz de Roshi, cujo timbre, afecto e profundidade transformam o simples exercício de canto numa experiência ultra-sensorial, rodeada de magia e transcendentalidade. Ao mesmo tempo, a tensão criada pela manipulação electrónica, que empresta um pulsar melódico e contemporâneo, mas único na estranheza que causa, é a linha de condução de fogachos de classicismo ao serviço da tradição folk iraniana, raiz musical de Roshi e matéria-prima em bruto para este conjunto de canções.
Este alicerce assente na música escutada em casa por seus pais levou à inclusão de 3 reinterpretações radicais de temas tradicionais Iranianos, ao mesmo tempo que toda uma herança cultural perpassa as suas 8 composições originais aqui incluídas. Neste cruzar múltiplo de traços identitários de uma cultura oriental com a vivência quotidiana de uma Londres cosmopolita foi gerado um disco imerso em nostalgia, de uma beleza ímpar, crivado de momentos introspectivos e intemporais, com uma sensibilidade poética rara.
«The Sky And The Caspian Sea» introduz-nos no mundo musical único de Roshi, feito de ambientes espantosamente intensos, cativantes e acolhedores.
Um disco soberbo!

(in, Domínio dos Deuses)


Regresso do passado!

Entre protocolos epidemiológicos para elaboração de projectos de investigação e muita chuvinha à mistura, há vagar que sobra para uns minutinhos de economia.
Foi no Económico de hoje que encontrei uma notícia bastante interessante acerca dos números à volta do mundo da música comprada.
Esteve mais de uma década escondido nas prateleiras de cima, aquelas onde ninguém chega, e nos armazéns das cadeias de música.
De "só 80's" o vinil passou a fenómeno actual e o crescimento nas vendas não deixa lugar para dúvidas: os LP estão em contra-ciclo face aos restantes formatos físicos de música, cujas vendas continuam a cair, segundo últimos dados, cerca de 17%.
Apesar das unidades vendidas serem ainda pouco expressivas, cerca de 5.400 unidades no primeiro semestre, em Portugal, as vendas subiram 151% entre Janeiro e Junho deste ano.
O crescimento representa qualquer coisa como mais 3.300 vinis vendidos, segundo dados da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).
Boa notícia para uns, nem tanto para outros...o importante "é deixar a banda tocar".

Expedição no gelo!

Depois de 2 dias de pura evangelização (no verdadeiro sentido do termo!), volto no início de mais uma semana.
3 horas e meia a tentar ver um palma de estrada à frente dos olhos e com uma ligeira dor de cabeça, por certo não vos passaria pela ideia que iria falar de Midaircondo...contudo, estas coisas são assim, e quando pensamos não querer ouvir aquela música que imaginamos nos vai irritar, é quando ela nos sabe verdadeiramente melhor!
Passados nove anos e algumas peripécias pelo meio, ficando o trio inicial reduzido a dois elementos, o novo disco das suecas Midaircondo é surpreendentemente maduro.
"Shopping for Images" não andava longe do que o próprio título descrevia viajando indiscriminadamente entre algumas estéticas que provocavam alguns tremores ao pilar principal, e este conseguiu sobreviver, estando bem seguro neste "Curtain Call", lançado há bem pouco tempo pela Twin Seed.
A contenção, além de provocar algum enriquecimento sonoro, desperta um particular interesse a quem escuta as complexas melodias deste álbum.
Lembra algo entre Bjork e uma indústria tipográfica perdida em solo glaciar!
Que início de semana "plastificado"!


sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Stylophone (Reloaded)

O Stylophone é um instrumento musical inventado no auge da era Pop e que pelas suas
características estava mais próximo de um brinquedo.
Os originais foram fabricados no Reino Unido entre 1968 e 1975 e depois desapareceram sem deixar rasto.
Surgiram algumas cópias e variantes pelo meio mas dificilmente conseguiam o estatuto do original.
Há exactamente 40 anos David Bowie apareceu em palco com um stylophone encantando os ouvintes de Space Odity.
Passadas quatro décadas, e agora, que o que está na moda é “dar música”, é disponibilizado no mercado, e em exclusivo, uma reedição deste belo objecto, ressuscitado pela equipa original e com alguns extras adequados à época, nomeadamente com a entrada para leitor de cds ou mp3 e saída de audio.
Genial!
Para mais informações clica aqui.




Sim, o que viram aqui é um pouquinho de tudo...uma perfeita simbiose com uma DS-10 e SX-150.
Ainda falam em jam-sessions com didgeridoos, djambés e flautas...viva a tecnologia (de ponta, pah!).
Ehehehe...com todo o respeito, como é óbvio!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

De amar e chorar por mais...

Há mais novidades no mundo do experimentalismo sonoro.
Four Tet, projecto da autoria do instrumentista ultra-criativo Kieram Hebden acaba de lançar um EP intitulado "Love Cry" e está disponível no seu myspace desde a semana passada.
O EP vem com duas faixas, uma a que dá nome ao disco e a outra "Our Bells".
"Love Cry", a primeira é uma composicão hipnótica de nove minutos de duração com alma kraut, onde um curto sample de vocal feminino se repete sobre uma batida dançante, com os arranjos sempre minuciosos e "demasiadamente" detalhistas já habituais de Hebden.




A outra, "Our Bells" tem sininhos e é sem batida...curiosa.
O EP, sob carimbo da Domino vem acicatar ainda mais a vontade de conhecer "There Is Love In You", disco prometido lá para o final de Janeiro de 2010, que irá ter também a presença (espiritual!) do misterioso Burial.

Ataque massivo!

Os Massive Attack regressam a Portugal para dois concertos em Lisboa.
Segundo o MySpace da banda, os espectáculos terão lugar no Campo Pequeno nos dias 21 e 22 de Novembro.
Nesta altura, os Massive Attack preparam a edição daquele que será o quinto registo de estúdio. O disco ainda não tem título oficial mas Robert del Naja sugeriu que o título provisório é "Weather Underground".
A última vez que a banda de Bristol esteve em Portugal foi em Setembro de 2007.
Em antecipação, deixo-vos com o single de apresentação do novo registo da banda "False Flags" e que por certo fará parte do concerto lisboeta.
Que saudades tinha do som enevoado e fumarento...sabe mesmo bem, ainda por cima num dia como o de hoje!
Vemo-nos por lá?!

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

UM: Festival Internacional de Intermedia Experimental ´09

UM: Festival Internacional de Intermedia Experimental que ao longo de 4 dias se espalha por vários espaços da Lisboa central.
O festival, na sua segunda edição, tem por objectivo apresentar práticas "intermedia" como uma combinação de formas de arte que se focam no conceito, na comunicação, na realização e no investimento.
Este ano o UM escolheu o conceito de "Paisagem" como tema central do festival. Os trabalhos seleccionados para a exposição, as conversas, os workshops e as performances exploram este conceito tomando em consideração as inter-relações que desenvolvem a percepção e a construção da nossa paisagem.
Foi dada especial atenção aos trabalhos que, directamente ou indirectamente, abordam a extensão das nossas habilidades perceptivas e de que forma elas ajudam-nos a processar as nossas relações no mundo.
Em particular, os trabalhos seleccionados abordam de forma conceptual questões ligadas ao conhecimento, informação e controlo, mediação e delegação de poderes, perda e desaparecimento, hábito e tradição.
Na sua forma e estética são objectos, técnicas e ferramentas que permitem reflectir sobre alternativas, informando-nos sobre a nossa posição, diferenças e limites que podem abrir o fechar possíveis paisagens e realidades.
No Musicbox a electrónica é o centro do trabalho de Bass Clef, Andre Wakko e Mr. Gasparov este Sábado, dia 14 pelas 23 horas.

domingo, 8 de Novembro de 2009

"Vinyl Lovers"

Muito se tem falado acerca do futuro do vinil.
Já é tema recorrente em cafés e organizam-se tertúlias e debates mais a sério para debater o tema.
Jack Somerville, um jovem director inglês, é mais um dos nomes que se junta à discussão acerca dos "bolachões" e acaba de lançar um curtíssimo documentário intitulado "Vinyl Lovers".
Dinâmico, envolvente e divertido!
Vale a pena ver!


Untitled (DJ Requests), Brian DeGraw

Pedaços pequeninos de papel, recados escritos a altas horas, dados directamente ao DJ.
Desejos de ouvir uma música precisa, necessidade de transmitir agrado.
Testemunhos, com certeza, de uma noite memorável.
Todos arrumados e dispostos numa moldura.
É uma obra de arte de Brian DeGraw, DJ, teclista dos Gang Gang Dance e artista plástico.
A ordem das actividades não interessa.
A reter, é responsável pelas últimas capas dos trabalhos dos Animal Collective e alguns dos seus desenhos pertencem à colecção MOMA (Museum Of Modern Art Of New York).


Brian DeGraw, "Untitled (DJ Requests)", 2007

sábado, 7 de Novembro de 2009

Suor e funkaria!

Depois de um dia como o de hoje em frente ao computador desde praticamente que acordei até agora sabe bem, alhear-me completamente da realidade "académica" e ouvir música em altos berros.
Qual a escolha mais acertada para desanuviar de uma "injecção de fórmulas e guidelines pré-formatadas"?
Breakestra, sem margem para dúvidas!
"Dusk Till Dawn" acabadinho de sair pela Strut parece-me ser a melhor solução...sim, de certeza absoluta!
Hedonista e militante, o colectivo liderado por Miles Tackett tem por missão a prática do funk.
Isso mesmo pode ser comprovado nos registos editados e, sobretudo, nas actuações ao vivo, já que os Breakestra existem, essencialmente, para tocarem em "jam sessions".
É aí que atingem a sua plenitude, com longas divagações que evocam uma pureza original, que embora possa soar a exercício nostálgico, patenteia uma certa leveza lúdica e uma vitalidade que os impede de cair no anacronismo.
O funk omnipresente e a influência do jazz nas suas investidas aproxima-os de universos de George Clinton ou mesmo James brown, enquanto o alto teor orgânico da música praticada revela espiritualidade e músculo.
O funk é mesmo bom...


sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Uma aliança perfeita para uma mediação de um confronto!

Há 4 anos Victoria Bergsman, cara dos Taken By Trees, fez um disco frio, "Open Field", onde tentava descompassar-se dos seus antigos Concretes.
Conseguiu no entanto, quem a acusasse de ter tornado o álbum em algo demasiado incolor e insípido.
Em reacção do sedentarismo, Bergsman fez-se à estrada e seguiu até ao Paquistão à caça de novos sons (e sabores...hum!).
A viagem fez-lhe bem!
Respira-se melhor em "East To Eden", acabadinho de sair do forno sob chancela da Rough Trade.
A ondulação atmosférica alia-se agora à "world music" (será que ainda continuo a acreditar neste termo?) e a vibração das canções é outra.
Numa primeira audição do disco sobressaiu-me uma versão dos Animal Collective para "My Girls" (está bonita, sim senhor! Claro, chama-se "My Boys"), porém temas como "Watch The Waves" e "Wapas Karna" comprovam que este "East To Eden" é um disco do Ocidente, claro está, mas com muito Oriente por cima!


quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Promessas à moda antiga!

Já o ando a prometer há algum tempo, mas parece-me que já não tardará muito a pôr esta ideia em prática.
Qualquer dia, convido os meus pais e os amigos deles e outras pessoas que estiverem interessadas (e gostem do tipo de experiência que se propõe!), alugo uma garagem, instalo um bom sistema de som e de luzes e monto uma bola de espelhos no centro da pista e faço uma festa...comigo a passar som!
Só vinil...como manda a tradição!
Só dance music....à moda antiga!
A ver o que é que dá.
Este foi o ultimo "rodelão" (como lhe gostam de chamar os manos brazucas) a chegar-me às mãos e comprei-o por 2 míseros euros numa feira de coleccionismo em Castelo Branco (que só por curiosidade, e aficcionados da cena, decorre sempre no 3º Sábado de cada mês na Avenida do Liceu).
Uma raridade que decerto fará parte dos hits dessa noite.
Depois digo-vos como correu!


quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Bruxaria metafísica!

A anunciação de que algo de extremamente belo estava para vir foi premeditada em "Street Horrrsing".
2009 acaba (finalmente!) por desabrochar o belissímo "Tarot Sport», que consegue expandir as fronteiras fluidas da música da dupla de Bristol afirmando-se como um segundo disco que é um magnífico tratado de boas ideias.
Estou a falar claro, dos Fuck Buttons...quem mais poderiam ser!
Benjamin John Power e Andrew Hung atiram-nos camadas e camadas de espesso magma sonoro que obrigam os ouvidos a escutar aquilo que nunca tinham ousado e os sentidos a experimentar o que nem em sonhos julgavam ter existência possível.
É uma música que quase se pode tocar, tão física e exigente se torna a sua escuta.
Uma viagem arrepiante e triunfal num cosmos distante, apresentando um dinamismo intrínseco que não deve ser procurado à flor da pele, antes sim escavado com preserverança nas sucessivas capas sonoras que enclausuram esta música impetuosa, mas que ao mesmo tempo lhe conferem um horizonte quase infinito de leituras paralelas, exemplarmente distendidas no espectro disponível pelo mago Andy Weatherall, convocado pela dupla para dar expressão exterior à complexidade das composições que lhes habitam no interior.
E neste intrincado jogo de pulsões rímicas em movimento circular e figurantes sónicos de fugaz aparição, que complementam a narrativa futurista apresentada pela parafernália de teclados afirmados como personagem principal, desenha-se a cada instante um esboço arquitectural de linhas cruzadas, traçadas a régua, compasso e esquadro, que se distribuem numa tela inacabada que aguarda pelos momentos, sempre surgidos, de confluência atmosférica mas marcialidade letal.
Mais do que ler nos astros um futuro que há-de vir, faz uma clara proposta de descodificação e antecipação dos movimentos musicais vindouros, elevando o drone à condição de maná numa travessia psicadélica de celebração tribal de uma renovada ordem musical, assente na absoluta liberdade de movimentos e na perpetuação da unidade orgânica que o conceito de álbum há muito definiu como um todo afirmativo, coeso, coerente e pleno de sentido.







(Adaptação: Domínio dos Deuses)

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

O caminho do Sonar 2010

Ainda lá vem longe, mas como se sabe, estas coisas merecem lugar de destaque na programação das férias de quem gosta de assistir ao que de melhor de faz em termos de sensações.
Já viram o que era um mega festão com a malta toda no Sonar para uma despedida de solteiro?!
Humm?!
Vendo bem não era nada mau pensado, mas só para precaver a coisa, fiquemo-nos por aí, ou melhor, por ali!
A memorizar 17, 18 e 19 de Junho no sítio do costume e não só.
Este ano o Sonar, pela primeira vez na sua história vai desenrolar-se em 2 locais em simultâneo, mantendo o formato de Sonar Dia e Sonar Noite.
Além da mítica e louca Barcelona este ano as excentricidades da electrónica estendem-se até à Corunha, levando com elas o nome de Sonar Galicia...
Parece-me que não faz muito sentido, mas também confesso que nada me traria mais felicidade que trazer o Sonar para Portugal...por isso, acho que é esperar para ver!
Uma viagem até ao fim do mundo pelo Caminho de Santiago!

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

O último John Peel português...

O radialista António Sérgio, uma das figuras mais importantes da difusão da musica em Portugal morreu ontem, Domindo, aos 59 anos, de forma inesperada. Foi o mais importante divulgador da chamada "música da frente" em Portugal desde da decada de 70, tendo passado pela rádio Renascença, Comercial, XFM, Best Rock e Radar, tento sido autor de programas, juntamente com Ana Cristina Ferrão, que marcaram gerações e abriram Portugal à música mais aventureira produzida em todo o mundo.
Programas como o Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança-Chamas e ultimamente a Hora do Lobo ou o Viriato 45, abriram os ouvidos de milhares de portugueses ao londo das décadas, sobretudo numa época em que o acesso ao "novo" era tarefa dificultada pela não existência de discos à venda em Portugal ou programas de rádio em consonância com aquilo que se fazia lá fora.
Trabalhou ainda com as editoras Nébula e Música Alternativa, assinando mensalmente o suplemento do Blitz, Manifesto.
Colaborou na edição da polémica compilação Punk Rock 77, um caso que chegaria aos tribunais da altura.
Fez-se sentir nos Corpo Diplomático que mais tarde dariam origem aos Heróis do Mar e lançou editorialmente pela Rotação, o primeiro álbum dos Xutos & Pontapés com o tema Sémen.
Em 2008 ganha um Globo de Oura na categoria de Rádio.
António Sérgio, pela sua importância na divulgação musical e paixão pelo rock, era conhecido como Mestre ou ainda o John Peel português.
Eternamente...obrigado!


domingo, 1 de Novembro de 2009

Passion Pit

No campeonato da pop electrónica com pinceladas indie-freak, que parece resultar cada vez melhor nas rádios, os Passion Pit podem muito bem ser os vencedores deste ano.
Com "Manners", editado há pouco tempo sob tutela da Frenchkiss, o projecto pensado e concretizado pelo norte-americano Michael Angelakos estreia-se num patamar elevado, a fazer lembrar criaturas híbridas como os Animal Collective, MGMT ou mais recentemente os Friendly Fires!
Altamente recomendável!
Bom início de semana.


sábado, 31 de Outubro de 2009

Pedro´s Broadcasting Basement

No ano em que Laurent Garnier estravaza toda a sua versatilidade com "Tales Of Kleptomaniac", o francês não desiste de encantar os seus admiradores e não só, com a criação de uma rádio online tão diversificada como o seu último (e aclamadíssimo) registo!
Chama-se Pedro´s Broadcasting Basement e encontra-se em: http://pdb.laurentgarnier.com:8000/ e o mecanismo de funcionamento consiste em colar o URL da página no leitor predefinido (eu, especialmente aconselho o Winamp)...e depois, depois é só deixar ficar e ouvir as escolhas do francês mais "gourmet-o-musical" que conheço.
Ele diz que não é só uma estação de música em formato de música "non-stop", mas que resulta de um trabalho de mais de 6 anos de recolha dos discos certos que para ele têm sentido e dá-los a partilhar com quem quiser ouvi-los.
Parece a mesma coisa, mas lá no fundo o que interessa para aqui é a intenção de quem cria a coisa e o seu intuito!
E desta forma, soa diferente!
Oiçam 10 minutinhos e depois digam qualquer coisa!
Jazz, world, soul, downtempo, pop, electrónica...enfim, música vinda directamente do coração!
Se a estação fosse minha, a próxima música passaria por certo, pelo menos 2 vezes por dia...sim, sem dúvida!
Pornografia musical faz tão bem...ah, como é "fabuloso o maravilhoso" mundo da electrónica!
Boa noite das bruxas ou lá o que isso é!


sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Move D

Um dos mais discretos mas pertinentes nomes da cena da electrónica contemporânea apresenta-se hoje à noite em Lisboa.
David Moufang, mais conhecido por Move D e responsável em parceria com Benjamin Brunn, por um dos mais belos albuns (viagens ou incurssões...) ao fabuloso mundo da música sintetizada, aterra hoje à noite no club alfacinha, Lux.
Um veterano cuja criatividade recicla emoções do passado para o tempo presente e acrescenta pontos de vitalidade para o futuro.
Uma noite diferente, seguramente!





quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Cafe World e miudezas!

E de repente, dou por mim viciado num jogo.
Há que tempos não me lembrava de me embrenhar nas teias de um jogo e me deixava perder pelos seus meandros intermináveis e ultra-criativos (e muito, mas mesmo muito viciantes!).
Tenho um café no Facebook e já gastei na construção do mesmo muitas horinhas das férias.
Estou a gostar!
A ideia de ter um espaço meu em que posso criar e explorar a meu gosto é fixe...
Vou continuar a servir hamburguers e tartes de frutos silvestres...a ver o que dá!
Nos entretantos, continua a rodar em modo contínuo o disco de Jonny Trunk - The Inside Outside, editado pela Trunk em 2004, como banda sonora ideal para novas incursões em território gastronómico.
Chama-se "Zé & Tal" e temos bons hamburgueres e óptimas tartes!
Apareçam!
Isto da web está cada vez mais passada...qualquer dia uma gajo está de tal forma "agarrado" a esta cena que vai tomar café ao cafezinho da rua e está a contar os minutos que demoram a cozer as tartes de maçã no joguinho lá de casa!
Mas vale a pena experimentar e ver como é que a coisa se processa!

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Jon Hassell & Maarifa Street pela primeira vez.

Parece incrível, mas Jon Hassell é mais um daqueles nomes que tocam o sublime sem nunca terem tocado no nosso país.
Chegou a hora!
A espera acabou!
Depois dos ensinamentos de Stockhausen e Pandit Pran Nath e de 30 anos de música superior e sublimes invenções, Jon Hassell procura agora apropriar-se de tudo o que fez para mergulhar de cabeça no silêncio.
Um dos mais revolucionários músicos das últimas décadas, autor do famoso conceito quarto-mundista, e criador de uma mão-cheia de álbuns essenciais, toca amanhã no Teatro Maria Matos, em Lisboa, às 22h.
Uma ideia de jazz futurista, rico e detalhado parece querer habitar uma coreografia e culturas indeterminadas...
A partir de amanhã alguns de nós serão um pouco mais completos!


Ay Ay Ay

Férias!
Depois de 2 dias de intenso "lufa-lufa", eis que a calma e o sossego tomam conta do meu dia.
Está cinzento, mas também não peço mais...
Tempo mais que sobra para me dedicar aquilo que me ostenta um dia perfeito...música!
Matias Aguayo e o seu novo "Ay Ay Ay"!
Logo no início com “Menta Latte” percebe-se que este não é de todo um álbum vulgar no catálogo da Kompakt, nem sequer na actual produção pop electrónica.
Pode acreditar-se que é consequência de uma vida repartida entre Santiago do Chile, Buenos Aires, Paris e Colónia ou apenas (e não é pouco...ufa!) resultado de ideias muito singulares de um músico que não me tinha exactamente preparado para o que estou a ouvir agora. Superficialmente penso num cruzamento entre Micachu, Khan, Frivolous e um toque do que Villalobos seria se fizesse canções.
Referências talvez demasiado rebuscadas ou escondidas mas, com o álbum em escuta, o que interessa são as surpresas em cada nova canção que entra.
O modo como Aguayo se apropria de “From Russia With Love” (John Barry, da banda sonora do filme com o mesmo nome), chamando-lhe muito naturalmente “Desde Rusia”, apanha desprevenido mesmo quem conhece bem o original.
Todo o álbum é muito assente nas múltiplas nuances e sobreposições da voz de Matias Aguayo: na encarnação mais simples é uma voz claramente latina, mas nas inúmeras mutações presentes no álbum soa a vários intrumentos, coros, objectos e camadas de sons.
A percussão livre não pode sequer ser comparada a música de dança como normalmente se entende, não obedece a um padrão linear nem a uma região específica, “Koro Koro” parece África mas depois talvez não, “Ay Shit” podia ser M.I.A. ou uma cena de Diplo mas também podia não ser, porque a voz de Aguayo coloca tudo noutro compartimento (sem nome!).
“Ay Ay Ay”, o título, remete ao mesmo tempo para um clima festivo e para uma exclamação de angústia por não se saber muito bem o que fazer a seguir...
Ainda bem!
Toda a gente deveria experimentar tirar férias quando o tempo menos o pede!
Faz bem à alma a paz dos dias cinzentões!

sábado, 24 de Outubro de 2009

Re:Axis

Re:Axis é o projecto de música electrónica, partilhado por José Diogo Correia e Hélder Vasconcelos, que nos 2 últimos anos tem dado a conhecer além fronteiras a melhor produção nacional.
O primeiro reconhecimento internacional deu se no inicio de 2008 quando o Ep “Outsider”, editado pela londrina Piso, atingiu o top 20 na categoria de minimal techno do Beatport e o tema homónimo integrou a compilação “Viva Toronto” de Steve Lawler.




Os ecos deste feito chegam rapidamente à Alemanha e no mesmo ano a conceituada Autist convida-os a integrar o seu catálogo.
Temas de Re:Axis começaram a ser incluídos em playlists dos mais respeitados dj’s,como Richie Hawtin, com “Take Me There".




Em Meados de 2008, impulsionados pelas tendências dos mercados digitais, constituíram a sua própria editora, a Monocline.
O selo independente permitiu ao projecto moldar a sua presença no mercado mundial de música de dança através da identidade sonora delineada ao longo das 15 edições realizadas.
Vão estar por Lisboa dia 7 de Novembro no Op Art, sob tutela da Soniculture e é uma oportunidade óptima para ver se os dois rapazes que brilharam este ano no Neo-Pop (um dos melhores lives!) deixam escapar qualquer coisita do seu primeiro álbum "Everything Is Going To Be Amazing”.


quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Firekites

Porque nem só de beats acelerados e viagens alucinantemente animadas por sintetizadores desbravados vive o meu corpo, hoje falo-vos em "melancolia"...musical.
Do mesmo remoto país que ao mundo ofereceu ícones tão destintos como AC/DC ou Kylie Minogue, chegam-nos agora, em pezinhos de lã, os Firekites.
"Bowery", o primeiro álbum dos australianos Firekites, tem carimbo de 2008, porém só este ano é que as canções, netas de algo semelhante a Nick Drave e quiçá, irmãs de Kings Of Convenience ou Iron & Wine, encontraram o caminho para Portugal.
Canções para encostar a cabeça ao cadeirão lá da sala...e encontrar aconchego nas melodias de uma guitarra acústica bordada e violinos.
O ritmo não fere e nunca se atreve além do batimento cardíaco em modo de repouso.
Assumo, profundamente melancólico!
"Bowery" é um daqueles discos para os quais o Outono parece ter sido inventado.


quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Uma pedrada no charco!

Há quem já lhe chame a editora da década...e na realidade (parece-me a mim...), não deve estar muito longe da verdade.
Estou a falar claro da grande DFA.
Como grande impulsionador da cena da DFA está o homem dos LCD Soundsystem, James Murphy, e podem perguntar-me se tenho algum tipo de obcessão com o gajo que tenta desvendar os segredos da cor da prata, mas é tudo mérito dele.
A culpa não é minha...ele é que se mete à frente dos meus ouvidos pelas mais diversas razões a toda a altura.
Quanto ao homónimo dos LCD Soundsystem e toda a obra editada em nome da dupla nova-iorquina, acho que não vale apena falar mais, senão chamam-me chato com razão.
Depois vieram os Syclops, Free Blood, Mock & Toof, Juan Maclean e os adorados Hercules & Love Affair...e nunca mais parou.
A DFA assentou de vez e passou de uma mera editora desconhecida a grande referência da cena electrónica.
2009 entrou em grande ritmo e as edições nunca mais pararam.
Foi tanta a farturinha que alguns acabaram por ficar para trás.
Uma hora livre e uma viagem no site da editora.
Fico a saber que anda para aí uma "coisa" muito boa chamada Capracara.
Além do nome apelativo, há algo mais belo no projecto que um londrino decidiu criar há já 3 anos (na altura editou "Flashback" pela Soul Jazz Records, em jeito de acid house meio retro...que também me escapou!).
O renascimento da "stoned disco"!
Foi dos primeiros a aparecer em 2009 e serviu-nos uma lufada fresca de grooves embalados em beats e sintetizadores meio enevoados.
Chama-se "King of the Witches" e é o primeiro single de Capracara sob selo da DFA.
Num dia de chuva como o de hoje, ouvir Capracara, especialmente na remix dos Rub´n´Tug, é como levar o groove a apanhar um um pouco de sol num jardim.
Que pedrada!






terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Marge Simpson capa da Playboy.

Não se trata de música propriamente dita, porém acho que o facto é no mínimo interessante e apelativo, capaz de poder figurar num blog como a Xangai Market...ou noutro qualquer.
A notícia já é amplamente falada nos meios de comunicação generalistas pela originalidade e arrojo com que os directores da Playboy norte-americana decidiram apostar na mulher de Homer Simpson como capa da revista masculina.
Marge Simpson, personagem da série animada de televisão no ar desde Dezembro de 1989, prestes a completar 20 anos, é a modelo de capa da edição de Novembro da Playboy norte-americana.
A mulher de Homer Simpson aparece mais amarela que nunca em trapinhos reduzidos e apesar de não revelar a sua idade (nem peso) confessa que não gosta de homens magrinhos nem musculados.
Em entrevista, Marge diz também que o segredo para um casamento de sucesso é nunca ir para a cama com fome.
Excertos da "entrevista" (curioso!) seguindo este link.

(Fonte: Blitz)

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Sacrilégio artístico.

Actualmente discute-se muito a questão do que é considerado arte, de como se produz a mesma e acima de tudo, na forma como essa arte é exibida.
A notícia que hoje trago a debate ao estúdio da Xangai, diz respeito a um vídeo polémico da autoria dos Modeselektor.
A dupla alemã que ainda há bem pouco tempo assinou mais uma excelente mixtape para a série Body Language, volta a ser novidade com a publicação de um vídeo no mínimo "achocalhador" de mentalidades.
Dizem os próprios que a sua única intenção é apontar umas solução para crise económica mundial, afirmando tratar-se de um investimento em obras de arte.
Levantam-se vozes falando já numa teoria da conspiração por tráz disto tudo...
Esse argumento, na realidade, serve apenas como desculpa para possíveis re-leituras do ponto de vista da cultura "clubber" acerca dos grandes clássicos das artes plásticas.
A polémica, se bem que meio forçada, surge lá bem para o fina, quando o coletivo de directores e VJs Pfadfinderei, recriam a Última Ceia de Da Vinci...
Sem tempo e vontade para reflexões, no final, é tudo arte!?
Será?
Se calhar, tambem não interessa equacionar essa questão.
Fica à vossa escolha.

The Midnight Hour.

Porque esteve sempre tudo calmo...nada de mais a assinalar.
Bom início de semana!

sábado, 17 de Outubro de 2009

Beats In Space em festa!

Considerado por muitos, e por mim também, como o melhor programa de música electrónica nas ondas do éter (online), o Beats In Space completa este mês o seu décimo aniversário.
Tim Sweeney, o culpado do Beats In Space ter chegado ao nível de hoje, é oriundo de boas famílias, DFA, e tem um Curriculo Vitae dos bons...vá lá, difrente: inclui por exemplo o facto de ter sido curador musical do jogo de computador Grand Theft Auto.
Graças ao seu requintado bom gosto aliado aos seus bons contatos e constantes viagens pelo mundo, o Beats In Space tem uma colecção invejável e inimitável de convidados.
De Laurent Garnier, Aeroplane e James Murphy a artistas desconhecidos de quem iremos ouvir falar num futuro próximo a sessões de funk tailandês de 70 ou disco turco...nada deixa de fazer sentido com Tim Sweeney.
2010 é o ano escolhido por Tim Sweeney para lançar no mercado da pista de dança o seu próprio carimbo editorial.
Chama-se "Beats In Space" e posso dizer que começa bem demais com um disco do prodigioso alemão Tensnake, responsável por um dos momentos mais sublimes do ano com "Holding Back My Love".


Match Your Sound

É já na próxima 5ª feira, dia 22, no entanto o aviso fica desde já feito, para depois não me acusarem de ter avisado em cima do tempo.
O Lux vai ser palco de uma espécie de micro-festival com alguns nomes da nova música portuguesa de acento em linguagens fusionistas e electrónicas.
A Match Your Sound (palminhas pelo seu excelente e ordenado crescimento em Lisboa!) organiza e o Lux empresta o espaço.
A reunião marcada para as 22h conta com, Balla, Soulbizness, The Poppers, Post Hit, Tha Bloody Bastards, Hugo Santana, Henriq e Norton.
Diz quem sabe que a intenção da cena é a procura de uma nova experiência sonoro-sensorial.
Que som combina com o teu corpo?
O que é que ele te pede?
Como reage quando é transportado pela música?
Logo se vê...



sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Promessas adiadas.

De uma coisa tenho a certeza, que o single apresentado ontem dos LCD Soundsystem é um produto novo com muito espírito nova-iorquino do pós-punk, disso ninguém dúvida.
Que é uma cover de Alan Vega, metade dos Suicide, do ábum de 1980, também é facto assumido.
Agora, a rectificação vai para o facto de ter afirmado que faria parte do novo registo da banda de James Murphy, anunciado para Março, pelo que esta "Bye Bye Bayou", não vai, com toda a certeza, fazer parte do novo tomo dos nova-iorquinos com o disco-sound e o pós punk no sangue.
Assume-se como um single isolado e que representa em si todo o valor e simbolismo de uma música.
Pelas palavras do mentar e criativo, James Murphy, ~"justifica-se" à Pitchfork afirmando que "os LCD Soundsystem estão a trabalhar em muita coisa e para muita gente ao mesmo tempo".
Avizinha-se um 2010 repleto de surpresas.
Quanto ao link de acesso ao novo single, ontem publicado, foi delicadamente retirado, pelo que a Xangai pede imensa desculpa aqueles que não tiveram oportunidade de o ouvir rem primeira mão...não há problema, daqui uns dias já por aí anda de novo à solta!
Enquanto aparece e não aparece, deixo-vos com a "Daft Punk Is Playing At My House" ao vivo no Eletronika de 2007, uma das minhas eternas preferidas.
LCD Soundsystem, uma das melhores coisas que aconteceu nos últimos 10 anos à música!


quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

"Bye Bye Bayou"

Falei deles ainda há bem pouco tempo, porém o dia de hoje fica marcado pela apresentação do novíssimo single dos LCD Soundsystem e que fará parte do próximo álbum da banda de James Murphy a sair no próximo ano.
Idolatrados como um deus e venerados como uma espécie de "next big thing" milagrosa, os LCD Soundsystem oferecen-nos esta "Bye Bye Bayou"...e nós por cá, só temos que agradecer.