sexta-feira, 27 de junho de 2008

Férias_´08_@todo_o_lado!

Finalmente de férias!
Post preparado há algumas horas atrás para entrar para o ar na altura certa e....boom... aí está ele!
Pois é, depois de alguns meses a fazer aquilo para que fui formatado e compactado :) eis que chega o tempo de "dar ar" ao tempo e fazer aquelas coisas que por balizamento das circunstâncias do dia-a-dia nos é impossível fazer...ou aliás, de as fazermos da forma como queremos mesmo!
Vou dar uma volta!
Não tenho meta, apenas algumas orientações!
Costa sulista da península ibérica!
Praia portuguesa concerteza, isso é dado certo para um bom início! Huelva, Cádiz e com Gibraltar ali tão perto, Ceuta é um "tirinho", aliás, um barquinho!
Ainda compro um tapete ou troco os meus ténis novos por um camelo ou por outra coisa qualquer!
Málaga, Cartagena, Alicante...olha Ibiza tão perto! A Formentera também ali está...mas se calhar a passagem para Ibiza é mais barata...
O regresso logo se vê!
Vou ouvir música!
Elemento obrigatório: "mala da praxe" de 208 rodelinhas mágicas que já faz parte destas aventuras. Vou tirar um tempo para ouvir melhor algumas daquelas coisas que me chegam às mãos mas não tenho tempo para ouvir ou sei lá...ainda não tive o prazer de saborear lentamente, além claro daqueles trabalhos óbvios!
Quanto a festivais, vou ao Alive! Depois falamos disso!
Vou com a companhia ideal!
1+1+1=4
Dadas as circunstâncias e pedindo a compreensão a todos os leitores e ouvintes regulares, a Xangai vai bronzear-se e beber uns copos sem ter de se levantar cedo!
Voltamos dia 13 lá para a noitinha...liguem-se!
Beijinhos e abraços!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Festival MED 2008 @ Loulé

Então e esse fim de semana?
Decidiram aceitar a proposta de rumarem até às quentes e eufóricas calles de Barcelona para irem dar um saltinho ao Sonar ou foram dos que preferiram ficar por casa a trabalhar para que essas camadinhas de gordura da barriguita, vulgarmente chamadas de "pneus" (ou "pneuzinhos" se forem raparigas com muito alta estima), não vos abandonem no frio do próximo Inverno?
Se foram ao Sonar parece que a coisa correu bem...há quem lhe chame um festival bizarro, outros "bué à frente" eu cá fico-me pelo termo avançado!
Mas correu bem e isso é que interessa!
Mas tu aí que estás aí a ler o post e que passaste grande parte das horas deste fim de semana agarrado à TV a ver e rever essas séries que te quase te obrigam a sacar da internet de empreitada ou à mesa ou balcão de um bar a trabalhar para dito "pneuzito", acho que já é hora de mudares de vida! Ou melhor, os comportamentos!
Se nem uma nem outra...muito bem, então a proposta de hoje vai agradar!
Em época de lançamento de foguetes para mais uma mão cheia de festivais de Verão, eis que começam a brotar da terra algumas flores de tempo quente prontas para serem colhidas e mantidas a secar depois de perderem a verdura e servirem de adorno para os tempos mais ásperos!
Falamos hoje do Festival MED!
Tem início já esta semana, propriamente no dia 25 e vai até 29 de Junho e Loulé serve de palco a um festival de música e outras artes inspirada nas várias culturas mediterrânicas, divulgando a cultura dos países mediterrânicos e do mundo, proporcionando o contacto com as várias manifestações culturais, com especial relevo para a música.
Em termos musicais, este festival aposta claramente na divulgação de artistas e conceito “world music”, tendo como critério base a excelência dos projectos musicais e a manifestação das suas origens.
Durante cinco dias, o MED apresenta mais de 40 nomes, entre bandas e DJs, num cartaz que integra ritmos de Espanha, Itália, Marrocos, Portugal, Jamaica, Mali, entre muitos outros países.
Mais do que uma mostra musical, este festival pretende ser um palco para outras manifestações culturais, afirmando-se como uma janela para o mundo, um local onde se podem conviver de perto com outras culturas, experienciar hábitos diferentes e provar os “sabores mediterrânicos”. A cidade algarvia veste-se de cores quentes e, pelas ruas, será possível assistir a teatro e animação de rua, demonstrações originais de artes plásticas, provar iguarias gastronómicas.
Aproxima-se a quinta edição desta iniciativa que tem vindo a cativar mais visitantes, de ano para ano, só em 2007, mais de 15 mil pessoas, numa média de três mil por dia, visitaram o centro histórico de Loulé para conhecer ou reviver o espírito MED.
Para apimentar um bocadinho os mais indecisos apresentam-se alguns dos festeiros que fazem já parte do cartaz e depois digam lá que a Xangai não dá boas notícias...
Solomon Burke (em estreia absoluta por terras lusas!), Balkan Beat Box (que receberam recentemente 3 nomeações para prémios da BBC...genial, pah!), os malianos Amadou & Mariam (o regresso da dupla maravilha, com novo albúm na bagagem!), os israelitas Ori Kaplan e Tamir Muskat acompanhados por um vasto colectivo de que faz parte o rapper MC Tomer Yosef ("granda maluco"), a espanhola La Shica, a França representada pelos Caravan Palace e pelos Tambours du Bronx, os italianos Roy Paci & Aretuska, o Idan Raichel Project que mora em Israel, o jamaicano Jimmy Cliff, de terras de "nuestros hermanos" apresentam-se os Muchachito Bombo Infierno, dos Países Baixos há Zuco 103 e logo ao lado vem a belga Zita Swoon. Os Master Musicians of Jajouka de Marrocos que estiveram há pouco em Lisboa vêm e prometem repetir a dose, enquanto os Konono nº 1 da República Popular do Congo, assumem-se como a cerejinha em cima do bolo.
Em representação lusa temos a maravilhosa voz de Ana Moura e os/a Deolinda!
A performance de DJ que vai animar o público pela noite dentro, durante 5 dias em ritmo "dance music com toada world", fica a cargo de Joe Latino, Single Again, conhecido por João Patrício e que já andou pela rádio F e TSF, mas actualmente se encontra na Antena 2, que promete mostrar ao público as suas experiências adquiridas em várias geografias e diversos festivais de teatro em que participou, apresentado sons onde convivem os antigos blues portugueses com o ska, a dance-hall, pogo, música étnica, fazendo-se acompanhar pelas imagens de Paulo Matosinhos (VJ LisbonSpektrumKorp).
Quem não podia faltar à festa é Raquel Bulha da Antena 3, uma amante confessa da World Music e presença assídua nos últimos anos do Festival MED, vai trazer ao espaço da alcaidaria do Castelo, um espectáculo à sua medida cheio de profissionalismo e boa disposição e no dia a seguir são Los Rumbers que animam a festa!
Digam, o que é que querem mais?
Por 30 €, saiam mas é de casa e vão apanhar sol!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sonar 2008 @ Barcelona

Depois de mais um ano cheio de novidades e boas surpresas "audiofílicas" e tecnologicamente, sei lá, bastante apetitosas, eis que os foguetes tão prestes a rebentar para o começo de mais um Sonar!
Tudo a postos para mais um arranque daquele que é de longe o "tiro certo" para quem procura o que de melhor se faz ao nível da música ou artes ditas "avançadas".
Começa hoje e vai até Domingo e Barcelona...a mesma de sempre, acolhe as mentes visionárias que fazem vibrar o chão cosmopolita do MACBA ou aqueles barracões carregados de industrialidade cheios de "party people" a bater o pé até de manhã!
Não vale a pena nomear os "artistas da festa" porque trata-se de fazer um exercício meramente descritivo, completo de redundância para vos convecer de que vale a pena gastar todos esses trocos que guardaram no porquinho de loiça em troca de um papel mágico!
Vão a uma dessas companhias de voos low-cost e atirem-se para o outro lado da peninsula ver os ares...eu fazia isso!
Sorte dos que apanham o último autocarro e têm o prazer de se perder na praia à espera de alguém que esteja ainda mais perdido que vocês e pergunta: "Tiennes fuego?"
Que corra tudo bem!

domingo, 15 de junho de 2008

O cérebro por trás das guitarras e das harpas!

Em ressaca pós-festiva de mais um fim de semana, este apimentado com iguarias requintadas e cheiro a campo, retomamos as actividades.
Temos falado muito acerca de música, eventualmente 95% do Xangai Market, roda à volta do mundo da música, com todas as suas envolventes e influências...música para ouvir, sugestões degustativas, música falada...enfim música.
Hoje falamos de música estudada ou se quiserem, pensada!
Será que o facto do sexo influencia a escolha do instrumento tocado?
Apontada a premissa, surge a necessidade de propor um teste à memória: "Quantos guitarristas fomosos te vêm à cabeça, assim de repente?".
Hendrix, Keith Richards, Eric Clapton, Brian May...sei lá quantos mais. E se te perguntasse: "Quantos harpistas ou flautistas conheces?".
O que? Nenhum? O nome que te vem à cabeça é Joanna Newsom aposto...mas é uma menina!
A razão para esta divisão quase massiva e tradicionalmente instaurada, de meninos para um lado e meninas para o outro, pode ser mais científica do que se imagina e quem o diz é um estudo que foi realizado em Inglaterra, pelo International Journal Of Music Education e recentemente foi publicado no The Guardian.
Biologia e temperamento parecem estar na origem elucidativa das diferenças!
Segundo o estudo, as raparigas mostram preferência por instrumentos mais pequenos, sendo exímias praticantes de harpa e flauta, enquanto os rapazes caem preferencialmente para os instrumentos maiores, como o grande caso da guitarra eléctrica ou a bateria.
Mas as diferenças não se ficam por aqui, concluiu-se também que elas frequentam mais aulas de música e que o seu aproveitamento é superior ao dos rapazes.
Mas porquê?
O estudo sugere que a "interacção física" com o instrumento é importante, levando os rapazes a preferir instrumentos que lhes permitam dar asas à sua energia e até agressividade, como no na caso da percursão, enquanto elas dedicam mais tempo aos intrumentos que exigem mais horas despendidas.
O investigador britânico Simon Baron-Cohen, com cartas dadas ao nível do estudo do autismo e primo de Sascha Baron Cohen ou mais conhecido por Borat, defende a teoria da existência de dois tipos de cérebro: o tipo E e tipo S, com a relação mulheres e homens respectivamente!
Assim sendo e pegando na teoria anterior, os donos do cérebro E mostram mais queda para a empatia, ou seja, tomam mais atenção ao comportamento dos outros e com eles tentam estabelecer relações. Já quem tem um cérebro S, brilha na compreensão de sistemas e jiga-jogas! Para o primo de Borat, já na altura de infância se manifesta este tipo de comportamente no que respeita ao tipo de relação que se estabelece com os brinquedos mantendo-se ao longo da vida e influenciando grande parte das escolhas, como o caso da carreira profissional.
Mas as diferenças menino-menina não se aplicam apenas à escolha do instrumento, a apetência masculina pela compreensão e montagem de sistemas espelha-se em hábitos tão inofensivos como o coleccionismo!
Qual a marca do teu cérebro?

terça-feira, 10 de junho de 2008

1, 2, 3 Macaquinho do Chinês!

Em semana de destaque às sonoridades mais densas e vá lá, mais "sobriamente apimentadas", que por aí vão brotando, e claro, aproveitando todo o tédio que um feriado carrega...hoje apresento-vos os Macacos do Chinês!
Quem é que não se lembra do jogo mais "revivalista" da escola primária?!
Podiamos enumerar uma série de joguinhos que fizeram parte do nosso imaginário de "canalhice", que por certo que o Macaquinho do Chinês, a Barra do Lenço ou até mesmo o "Foi no trolaró, bebi água não achei..." (não era um jogo, mas era fixe e eu gostava!), fariam parte da maioria desses retrocessos e ocupariam um cantinho na nossa mente!
O Bate-Pé também!
Bom tema para um "A 3 Tempos", não?
Pois é...é precisamente para falar do contrário que hoje escrevo!
Imaginem um cozinhado no meio de um caldo Knorr, sabor a cachupa com cozido à portuguesa e caril!
Estão a ver mais ou menos esta mestela...sim? Agora transportem-na para a música e fechem os olhos. Não conseguem?! A sério? Não faz mal...eu também não...mas depois conheci os Macacos do Chinês!
Assumindo-se como "chefes de culinária", os Macacos do Chinês surgiram de uma vontade cósmica de reinventar a culinária portuguesa e reavivar as suas influências africanas, árabes, brasileiras, japonesas e de todas as culturas que Portugal abraçou e fundiu.
Marinado numa brincadeira de putos, este projecto começa na Amadora, factor comum aos três membros fundadores, Miguel Pité, André Pinheiro e Pedro Silva, juntando-se mais tarde Alexandre Talhinhas aka Al:x (DJ membro dos Cooltrain Crew - que andam por aí a fazer abanar muita anca) e Tiago Morna.
Fazem parte do catálogo da nacional Enchufada e têm um single chamado "Plutão", constituído por três temas - "Plutão", "Déjà-vu" e "Inspiração", mas este ano prometem prendar-nos com um àlbum de estreia!
Esperemos bem que sim!
No entanto, e enquanto esperam e desanimam podem-se ir entretendo com o primeiro video dos Macacos que andou a rodar na MTV e agora ocupa um cantinho na barra de vídeos da Xangai.
Realizado pela Ana Oliveira (aka. Attso) com a colaboração do artista gráfico Alexandre Farto (aka Vhils), vale a pena dar uma olhadela...e ver de quantas bananas precisamos para fazer um batido de morango!
Primeiro muita coisa, depois Buraka e agora isto...o melhor ainda está para vir!
E assim se escreve evolução...continuação de boas ideias e "tusa" para as montar! Parabéns!
Quem disse, "Chega de macacadas?!"
Olha que não foi o José Cid!

domingo, 8 de junho de 2008

"Digitalisses..." Benga - Diary Of An Afro Warrior!

Em plena época de euforia e boa disposição não podemos passar ao lado do Campeonato da Europa em terras alpinas. Catalisador expansivo com capacidade de agregar tanta coisa a pouco mais de duas dúzias de senhores que "levam mais além o nome da nossa terra", até que começou bem!
Primeiro jogo, primeira vitória!
Mas como não é só de bola que os jornais se ocupam (Ai não? Então e a TVI!? Ah pois!) ainda vão por aí aparecendo umas novidades fresquinhas que merecem destaque aqui na Xangai!
Como queremos que andem bem informadinhos sobre os novos rumos da música, hoje trago-vos o nome de mais uma "rodelinha mágica".
Vamos então apanhar um avião directo para Londres ou lá perto, pode ser?
De novo o dubstep em cima da mesa para discussão e quem leva os estandarte é Benga!
21 anos na pele, este menino londrino de nome Beni Adejumo anda de boca em boca tudo por causa do seu "novo" trabalho "Diary Of An Afro Warrior", editado recentemente sob tutela da Tempa (quem mais poderia ser?).
Há sete anos que Benga aparece na cena londrina trazendo à comunidade underground músicas focada nos sub-graves, misturada com drum’n’bass e com forte componente dancável, sendo apimentada por raios de dub jamaicano!
Nesta altura fazia-se acompanhar de Skream e Digital Mystikz e ia lançando alguns trabalhos regulares editados na sua própria editora, a Benga Beats.
2006 foi o ano em que Benga se atira ao "primeiro álbum" e chega Newstep!
Na verdade era uma espécie de apanhado de temas que o músico tinha editado até aí, podendo então considerar-se o "Diary Of An Afro Warrior", o seu verdadeiro primeiro disco!
Primeiro álbum, primeiro salto!?
Entre a envergonhada introdução do jazz ou a inoculação corrupta do techno hipnótico, existe um Benga multifacetado que demonstra dominar o estilo como ninguém ao longo das 14 faixas que preenchem o registo!
A diversidade é uma marca deste disco e conseguindo ser maleável e avançar no tempo (sem estragar), representado (acho eu!) a identidade pessoal do artista.
Em “Zero M2” e “B4 the Dual” o dubstep alia-se a conjuntos de sopro jazz, a influência do dub jamaicano marca uma forte presença em “Crunked Up”, enquanto que o techno alienado casa na perfeição com os baixos pesados do dubstep em “E-Trips”.
Antes do disco ter sido lançado saiu o single “Night” (que até entrou no Top 100 dos mais vendidos no Reino Unido) e que se tornou num sucesso instantâneo, muito graças ao sintetizador aquático com uma melodia bastante "catchy".
Envolto numa produção carregada de maquilhagem digital, "Diary Of An Afro Warrior" é um disco de ambientes soturnos, onde o som do baixo grave, quase cavernoso, nos obriga a metermo-nos numa cave bafienta, ao mesmo tempo que o cérebro e o coração andam à mil à hora completamente desordenados!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Música Portuguesa, Hoje! Em Julho no CCB!

Pois é, continuando a toada de divulgação de eventos considerados relevantes pela administração e mantendo-nos fiéis ao conceito de cultura urbana, apresentamos hoje mais uma "festinha" que se aproxima!
É ali para os lados de Belém e calha em dias (supostamente!) quentinhos, por isso nada melhor que levantar esse corpo pesado e enfadonho do tempo das chuvas e vir "ressacar" à beira rio.
Peguem nos filhos e mulher ou na namorada e venham dar uma voltinha na marginal, comam um (tradicional ?) pastel de Belém...e já que ali estão, olhem vão "dar um pulinho" à casa branca.
É no fim de semana de 11, 12 e 13 de Julho que o CCB vai acolher o festival "Música Portuguesa, Hoje", e vai ser possível degustar 52 obras de 48 compositores, desde a música erudita à electrónica, ou do fado ao jazz.
E isto é cultura urbana, meus amigos!
Assumindo-se como «a maior mostra de música portuguesa realizada até hoje», o patrão Mega Ferreira, promete prendar os espectadores com diversas sonoridades com acento predominantemente nacional, havendo espaço para "músicas faladas" em várias conferências e colóquios.
A abertura do festival faz-se na noite de dia 11 com um concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa no Grande Auditório a tocar peças de Luís Tinoco, António Pinho Vargas e Joly Braga Santos, enquanto no pequeno auditório actuarão Ricardo Rocha, com guitarra portuguesa solo, seguindo-se a Lume Big Band, com direcção de Marco Barroso.
Nos dias seguintes, actuam a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orchestrutopica, Sei Miguel (este homem anda em grande!), Quinteto, a Orquestra de Câmara Portuguesa, o Quarteto de André Fernandes, a Orquestra de Jazz de Matosinhos, Ernesto Rodrigues Quinteto e Rafael Toral Space Trio (que aconselho vivamente!), entre outros.
Mas como estamos em altura de St. António, os casamentos estão aí à porta e o CCB não quer ficar para trás por isso promete celebrar alguns.
Deste modo, os espectadores previligiados poderão assistir a "casamentos musicais" bastante curiosos e deveras enteressantes.
Camané com Bernardo Sassetti e Mário Laginha (ao piano) e Carlos Bica (no contrabaixo)!
Interessante, não?!
Dentro das "electronicidades" (lembram-se que inventámos este termo na Xangai?), vai a jogo a Orquestra de Altifalantes do MisoMusic Portugal, com programas que recuperam algumas das obras clássicas dos primórdios da electrónica e também dão a conhecer obras recentes da nova geração como José Luís Ferreira, Tomás Henriques, Jaime Reis, Isabel Pires, António Ferreira, António de Sousa Dias e Filipe Pires.
Três dias a navegar pelo éter das obras clássicas ou ao retro-futurismo das novas tendências...e 5€ não é motivo para se queixarem que a vida está cara!
Bora lá apanhar sol!

domingo, 1 de junho de 2008

LAB Festival ´08

Acho que depois de publicar este post vou ter alguém a tentar arruinar-me o blog ou coisa do género! Mas enfim, lá vai!
Em pleno início de mais uma época balnear, o sol (pelo menos devia!) começa a aquecer o ar, a roupa lá do guarda-fato ganha mais cor e parece menos e a vontade de fazer coisas que só se fazem no Verão começa a crescer! O que é que eu quero fazer este Verão?!
Bem, paralelamente a tudo isto, a grande indústria de gestão de eventos e cenas afins, acorda (hoje em dia, já não é bem assim, mas passa...) do prolongado sono da época das chuvas e apressa-se a preparar os grandiosos "festivais de verão" para a malta ir curtir e fazer essas tais coisas que só se fazem no Verão...
Pois bem, passados 3 dias do Rock In Rio ter aberto portas mais uma vez alí no "cabeço de Lisboa" e ter presenteado os milhares que alí se deslocaram com "grandes nomes do panorâma musical da actualidade" (desculpem, mas só soube que a Alanis Morissette ainda cantava quando vi o nome dela no cartaz...desculpem a minha desactualização!), hoje quero-vos fazer uma sugestão de um festival que vai arrancar já no próximo mês em Lisboa, mas um pouquinho diferente do Rock In Rio! E juro que não tenho nada contra o Rock In Rio, até gostava de lá ir ver como é!
Chama-se LAB Festival e os seus organizadores prometem servir de "alternativa à oferta musical instituída, que acontece massivamente durante toda a época estival".
Dominado pelas sonoridades mais electrónicas o LAB Festival assenta arraiais na reconvertida Lx Factory (onde foi o OFFF) no dia 28 de Junho, e tráz à capital Pan-Pot, Shonky, Xpansul e o português Mikalogic aka. Truper!
O festival contará também com trabalhos de videoarte concebidos especialmente para o espaço
Para não acontecer o que aconteceu aquando do OFFF e virem a chorar que já não havia mais bilhetes, o aviso fica feito com um mês de antecipação, pelo que os papelinhos mágicos já estão à venda nos locais habituais (Flur) e custam €15 e no proprio dia aumentam mais 5€.
Uma proposta para uma noite diferente!

Srºs e Srªs apresento-vos os Matmos! É o que dá a liberdade!

São 2 e formam uma dupla! Certo...
E se o nome interessa, a mãezinha de cada um baptizou-os de Andrew Daniel e Martin Schmidt mas tirando os papeis do IRS e registos de cartões de crédito, ninguém os conhece por tais identidades!
Srºs e Srªs, apresento-vos Matmos!
Oriundos dos meios mais cinzentos e incautos de São Francisco e de Londres, há já muito tempo que dão de comer e movimentam a cena electrónica sob alçada de alter-egos como "quasi-objects", "The West" e também "Matmos", claro!
Desafiando os limites e pre-conceitos devidamente estabelecidos que norteiam o acto de produzir música electrónica (esta é para rir!), os Matmos aventuram-se pelos caminhos "mais difíceis" e rasgam por completo o cenário de tudo o que já imaginaram ouvir!
Música tecida a partir de retalhos muitas vezes ínfimos, mas ainda assim música, estilhaços cósmicos, cenas idiotas, estimulantes, dançáveis!
Ok...preparado para entrar no universo Matmos?
Se mesmo depois do breafing ainda não se sentem aptos para ouvir Matmos, não há mal nenhum...olhem, Supermayer com o disco Save The World é uma boa opção!
Se pelo contrário, já sentem "aquela pica" para se deixarem bafejar pelos ventos coloridos de Matmos...ou se estão numa de se "quererem armar em fortes"...de que é que estão à espera?!
Supreme Balloon!
É o mais recente álbum...aliás, não é um álbum, é uma espécie de origami-sonoro colorido totalmente desvairado, divertido e inteligente!
Lançado com o carimbo da Matador, "esta coisa" foi totalmente produzida com recurso a diferentes sintetizadores de diversas épocas e modelos, sem o uso de samples ou gravações com micro!
Para aqueles que precisam de mais argumentos para fazerem download (sim, porque aqui na Xangai, não condenamos o download!) "desta coisa", é de referir que inclui uma versão de «Les Folies Francaises», original de Francois Couperin que foi um compositor barroco marcante.
A apresentação do disco começou em Nova Iorque...e pode ser que ainda nos visitem este ano...é que com o preço do gasóleo a subir desta forma, faz falta alguma coisa que nos faça levar para outros mundos onde os carros andam a notas ou a outra coisa qualquer!
Longa vida à liberdade que proporciona a excentricidade compulsiva!
Teve de ser assim!