domingo, 31 de maio de 2009

Quem disse que o Brasil é bossa?

Ontem fui a uma festa de transe!
Há quanto tempo não ia a uma festa dessas...mas até gostei.
Bom som, excelentes variações de estilos de som e acima de tudo um óptimo critério na escolha do encadeamento e organização da noite.
Vim de lá com outra ideia daquilo que eu imaginava ser a (cultura) transe...pelo menos "na minha altura" em que as "transe parties" eram uma constante aos fim de semana.

Cada vez gosto mais da música de dança!
A música dançante está cada vez mais próxima daquilo que eu idealizo com algo perto da perfeição artística.
As pistas estão cada vez mais inteligentes e o velho conceito da música de dança "para partir" está a deixar de fazer sentido no sentido lato do termo.
Autênticos engenheiros da manipulação e muitas vezes portadores de outros conhecimentos "científicos" e outros, hoje os produtores e DJs procuram a toda a hora provar que aquilo em que acreditam (?) e lançam encruzilhadas mentais para quem os ouve.
Está mais inteligente! Desafiante! Empolgante! E isso é bom!
Sem ter certezas, acredito piamente que é este o caminho a seguir na evolução de um som, de uma cultura...
E por isso hoje trago-vos um dos nomes mais importantes desta evolução e que ao longo destes últimos anos, me tem feito pensar que "se Portugal não é só um país e fado, o Brasil de certeza absoluta que tambem não é um país só de bossa nova..."
Gui Boratto!
Arquitecto, músico e compositor, Gui Boratto, iniciou a sua carreira na publicidade quando tinha apenas 19 anos de idade, tendo de seguida acumulado uma experiência de 10 anos a trabalhar em editoras como a EMI, Virgin, BMG ou ZYX, e colaborado com artistas como Pato Banton, Mano Chao, Gal Costa, Chico Buarque, Fernanda Porto, Kaleidoscópio ou Jay Vaquer.
Há pouco mais de quatro anos, Gui Boratto começa a dedicar-se, com empenho, às suas próprias produções com resultados quase imediatos. A recém criada K2, afecta à Kompakt, edita o seu 1º EP “Arquipélago” em 2005, e, no mesmo ano, a Plastic City e Circle Music lançam “Sunrise” e “Twiggy Ep” repectivamente.
2006 foi um ano bastante proveitoso para Boratto com “Sozinho” pela K2, “Beluga” através da Audiomatique Recordings, parente da Poker Flat de Steve Bug, segudido de “Like You”, na série Kompakt Pop, que conta com uma remistura de Supermayer (Superpitcher e Michael Mayer).
Em 2007 vem a consagração, com o muito aplaudido álbum "Cromophobia", considerado por muitos (e por mim), um dos mais importantes discos do ano e que conferiu definitivamente a Gui Boratto o estatuto de estrela.
Nos anos que se seguiram editou uma série de EP’s por casas como a Systematic, Plastic Cty, Defrag, Audiomatique, K2 ou Kompakt Extra, remisturou temas de Goldfrapp, Pet Shop Boys, Bomb The Bass, Monoroom ou Billy Dalessandro, e viu o seu trabalho revisto por Martinez, Sian, Jay Haze, ou Patrick Zigon.
No inicio de 2009 dá a conhecer "Atomic Soda" e "Ballroom", dois dos temas que viriam a integrar o seu 2º álbum, “Take My Breath Away”.
Continua a seguir a linha tech-house que o caracteriza, com utilização de sintetizadores que suportam a melodia e uma estrutura pop bem vincada, ora com temas lentos e melancólicos ora com os pés bem assentes na pista de dança.
Gui Boratto vai andar por aí em Junho! 25 no Lux, 26 na Via Latina e 27 no Teatro Sá da Bandeira.
Marcamos encontro?!

Esta malta não é muito dada ao "videoclip" por isso levam com a "Atomic Soda" que faz parte de "Take My Breath Away" pura e crua.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

2 Many Dj´s @ Casino Estoril

É hoje à noite por volta as 24h que o Casino Estoril vai acolher a dupla belga «2 Many DJs» no Salão Preto & Prata, no âmbito das «Estoril Dance Sessions».
Os irmãos Stephen e David Dewaele vão protagonizar (mais uma!) actuação que será marcada pela interacção com o público.
Recentemente, a BBC Rádio 1 desafiou a dupla a criar um só set com diversas introduções musicais. A resposta foi o «Introversy», um set único de cerca de 60 minutos com 420 introduções musicais, e foi motivo de destaque na Xangai.
Stephen e David distinguiram-se logo na década de 1990, com os Soulwax.
A banda editou vários álbuns, atingindo um dos momentos mais notórios da sua carreira com o lançamento de «Much Against Everyone´s Advice».
Posteriormente, iniciaram o projecto «2 Many DJs», onde apresentam um reportório apreciado pelos remixes de êxitos de grandes artistas internacionais.
Para quem faz parte da mailing list do Casino Estoril está a decorrer um passatempo onde são sorteados 10 entradas duplas, por isso caso ainda não estejam registados, ainda vão a tempo de poder passar uma noite ao som de uma das duplas mais ecléticas da pista de dança!

Uma borbulha dificil de passar...

Hoje meti no iPod algo que há algum tempo me andava a "moer a cabeça"...não pelo som que já conhecia, mas antes pelo universo mágico que há 2 anos pude comprovar ao vivo.
Chamam-se Burbuja e são espanhóis!
Um projecto bastante interessante com "algo de surrealista"!
Apresentam-se disfarçados com máscaras alusivas a visões espaço infanto-fantástico e movimentam-se como se de bonecos se tratassem...
Captam o olhar e levam-nos para o seu mundo quase por vício...
O som debitado através de programações acompanhadas de uma guitarra fazem lembrar cenários oníricos, onde as frágeis e complexas linhas ritmicas parecem que se vão perder a qualquer momento...
É como se ficasse pendente sem cair..., outras vezes acaba mesmo por cair quando menos estamos à espera...
O "mundo" de Burbuja é algo complexo, sem dúvida!
Das coisas mais complexas que alguma vez ouvi...e aprendi a gostar!
Fica o desafio!


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Parece que são de Barcelona...mas é mentira :)

E este vai directo e sem nota introdutória...mas com um saborzinho agradável e algo "malicioso"!
Conveniente?!
Sei lá, olha é dedicado ti Catarina!
eheheh

O retro-avant-chill!

Há quem diga que o chillout já saiu de moda e que já não se ouve...chega a ser no mínimo "foleiro" ouvir dizer que algúem passa chill...ou que gosta de ouvir chill.
Mas será que o chill morreu?
Pessoalmente, sou daquelas pessoas que acredita cada vez mais no potencial conceptual do chill e que contraponho furiosamente a ideia de ser encarado como um estilo musical meramente decorativo e de utilização futilmente entendida como puro entretenimento...como se fosse música para entreter ou para a malta ouvir quando já saltou o suficiente e quer descansar um pouco.
Há quem o utilize como pretexto para "fumar uns charros" e desculpar-se com ele dizendo que "...esta música pede mesmo um canhão...".
Mas como não sou o único a pensar assim, também existem mais pessoas no meio do mundo da produção de música electrónica a pensar da mesma maneira e que constantemente dão provas de que o chill é mais do que música da "engonha", hoje trago-vos um artefacto musical capaz de deitar abaixo, ou fazer-vos pensar naquilo que é o chill e naquilo que se poderá vir a transformar...aliás, naquilo em já se encontra transformado o fenómeno chillout.
Chama-se "Alpha & Omega" e é o novo registo de Arne Weinberg!
Parece directamente saído de uma cápsula do tempo selada em 1993/94.
Toda a cultura Artificial Intelligence que a Warp promovia na época e que. de facto, soava à música popular mais futurista jamais ouvida, é aqui preservada no seu estado mais puro.
Arne Weinberg é um dos mais dedicados produtores actuais a cultivar o espírito quase ancestral, perto das raízes, desta música evocativa de futuros ainda não conhecidos e apenas esboçados nas imagens pixelizadas dos videos nas salas de chill out de raves vintage.
Incluído como bónus um álbum completo de temas ambientais, reforçando esta edição como a melhor porta de entrada para um estudo sociológico da época desde a aparição dos arquivos dos B´52.
Para fazer pensar e aproveitar a deixa para mandar umas bocas para o ar...assente a quem assentar...sim, mesmo a ti oh Gimba (o original)!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Rye Rye gosta de hardcore!

Andar com boas companhias, tanto na vida como na música, por vezes nem sempre é fácil de conseguir.
A todo o momento existem por aí almas e outros prazeres capazes de nos desviarem do "bom percurso", chegando a levar-nos a locais e estados bem menos agradáveis e até perigosos...
Porém ainda vão existindo casos desses no meio da música de dança como é o caso de Rye Rye...caramba, não consegue juntar-se a nenhum "trolha" dos remixes e fazer nada mais que um mero e simplório reedit foleiro.
Parece fazer tudo bem...até chega a meter "nojo" (no sentido figurado e de reconhecimento de mérito, claro está)
Com inclinações ao Bmore e ao Club Rap, a "rapper" de Baltimore combina o hip hop rebolante de Kid Sister com a energia impressionante demonstrada nas apresentações de Ninja, a musa dos The Go! Team.
Mas como se tudo o que fez até agora não chegasse, eis que este ano decidiu juntar-se à dupla mágica "The Count & Sinden" na produçaõ da enérgica e fabulosa faixa “Hardcore Girls”.
PS: Andamos muito virados a coordenadas "violentas"na Xangai...será por causa Europeias?


Soundtrack - Day #1

Vão ser 3 e compõem o ciclo "Soundtracks", que tem por objectivo reflectir sobre como um género musical caracteriza uma determinada estética cinematográfica, numa determinada época.
O local escolhido é o Musicbox e a banda sonora seleccionada para esta primeira incursão musical fica a cargo dos "bad bass mother funkers", e isto quer dizer, Cais do Sodré Funk Connection, que com uma selecção de temas funk dos anos 60 e 70, tão presentes em filmes como Shaft, Black Shampoo e Blacula vão animar a noite.
O espectáculo será ilustrado com um trabalho de imagem da equipa Droid ID, especialmente criado para o efeito.
A pandega começa lá para as 23h com CSFC.
Depois continua com Lady G Brown atrás dos pratos até que te mandem para casa!


terça-feira, 26 de maio de 2009

Electro-clash gourmet sem vergonha!

Que "The Teaches of Peaches" foi certamente um dos discos mais significativos do último ano do milénio passado e que "Fatherfucker" e "Impeach My Bush" trouxeram à baila novos conceitos modernistas de hype, disso ninguém duvida...
Por isso, e não perdendo o fio à meada nem o ritmo de trabalho, a canadiana Merrill Beth Nisker, nome por trás de Peaches, acaba de lançar um novo registo intitulado: "I Feel Cream".
Expoente máximo da geração electroclash, Peaches é uma anti-diva com obsessões púdicas, com um apetite sexual voraz e um peculiar gosto para a boa e velha diversão auto-destrutiva.
Lançado dia 4 de Maio, presenteia-nos com uma equipa produtora de luxo!
James Ford dos SMD, Soulwax, Digitalism, Drums Of Death...
Apesar de repetir o repto "I don't give a fuck if you follow me" em Serpentine, Peaches mostra-se uma criatura bem mais refinada e com requinte de luxo.
Com um poder especial de criar faixas com grooves balançantes e "hooks" vocais memoráveis, Peaches mostra-se (ainda) mais cosmopolita, urbana e descomplexada, criando aquilo que eu chamo de "atmosfera de club, suor, cigarro e bebida".
Tem riminhas eróticas, electro-funk, techno "old-school", electro retro bem actualizado, guitarras, baterias e muitos sintetizadores estonteantes embebidos por muita loucura saudável!
O primeiro single a saltar cá para fora foi "Talk To Me", e é justamente o que esperava, um electro abusivo com muitos gritos à mistura, bem ao jeito que Peaches nos habitou.


A espera de "Ice Cream".

Há músicas que por mais vezes que passem na altura da "crista da onda", só depois de algum tempo é que realmente fazem sentido e são tomadas como algo com "corpo inteiro e integralmente perfeitas".
Sei que esta já tem mais de 2 anos, mas agora sim, faz realmente sentido para mim tanto literalmente como claro está musicalmente...se quiserem saber, perguntem porquê!
Assim, vale a pena esperar...a sério!


segunda-feira, 25 de maio de 2009

A máquina imperial promete...

Há bandas daquelas que se descobrem por acaso e na sua passagem pelos nossos ouvidos deixam uma marca tão acentuada que chegam a viciar-nos e quase nos obrigam a uma constante procura de novo material editado.
Em tempos de necessidades criativas cada vez mais exigentes, tanto por parte de quem produz como de quem aprecia o produto final, os The Emperor Machine são um dos bons carburantes do panorâma musical dançante e são motivo de fala, pois editam hoje o seu novo 12"!
O maxi é composto por dois temas "Kananana" e "Snatch Shot" e antecedem o lançamento do primeiro longa duração que está previsto para a primeira semana de Junho e que terá como título "Space Beyond The Egg".
O projecto tem granjeado enorme reconhecimento, quer através de temas em nome próprio, quer pelas remisturas que tem efectuado.
O vídeo proposto em seguida foi realizado pela dupla Cassiano Prado e Guilherme Marcondes.

Gonzales no Guiness com um feito avançado!

27 horas, 3 minutos e 44 segundos.
Foi esta a duração do mais longo concerto de um músico a solo de sempre, que teve início no passado sábado no Ciné 13 Théâtre, em Paris.
O iconoclasta pianista e produtor canadiano Gonzales, que há cerca de uma ano esteve entre nos nos IMAGO, cujo repertório passou, sem qualquer repetição, por Herbie Hancock, Britney Spears, Gershwin, Prince, Beethoven, Michael Jackson ou mesmo Survivor, logrou assim entrar para o Guinness Book of Records, ao quebrar o recorde de 26 horas e 12 minutos detido desde Dezembro pelo indiano Prasanna Gudi.
Não foi certamente acerca de música avançada que Gonzales pôs à prova o seu registo individual, porém, posso afirmar com toda a ceteza que foi algo merecido de um autêntico registo conceptualmente "avançado"...
Para quando a aparição de um Dj repetir tal proeza em frente aos pratos?
Sim, já houve alguns casos...mas pedem-se mais e acima de tudo mehores...e claro, alguém a registar!
Este é um post de tributo a "Johnny Cooks Dance"...eheheh

domingo, 24 de maio de 2009

Uma obra do diabo!

Hoje é Domingo, dia reservado a celebrações de ordem espiritual!
Falar em algo relacionado com "obra do diabo" soa a sacrilégio, no entanto, não podia deixar passar mais um dia sem falar de Dj Hell e do seu mais recente trabalho "Teufelswerk".
Helmut Geier é o alemão por trás de Dj Hell, um dos principais impulsionadores do movimento "electro-clash" da década de 90 e responsável máximo da chancela editorial, International Deejay Gigolos.
Em tempos de crise económica, Hell parece não sentir tal efeito e este ano sob carimbo da Gigolos, já andam por aí a circular obras-primas dos Fischerspooner e também dos reanimados (só pela nova aliança depois de algum tempo a solo...) Miss Kittin & The Hacker...
E como se a coisa não chegasse, ora tomem lá mais um, este por sua vez, do patrão!
Chama-se "Teufelswerk" e literalmente traduzido, apresenta-se como "obra do diabo".
Segundo o "press-release" do disco, "Teufelswerk" marca uma nova direcção musical na carreira do produtor alemão.
Assim sendo, o álbum está dividido em duas partes: "Night" e "Day", estendidas ao longo de 16 faixas.
Quanto a "Night", exibe uma vertente mais electrónica, fortemente influenciada pelo House de Chicago e o Techno de Detroit; por sua vez, "Day", co-produzida por Hell e Peter Kruder, privilegia sonoridades mais atmosféricas e "cósmicas", inspiradas na obra de nomes como os Kraftwerk, Can e Pink Floyd.
Para além do austríaco Kruder, participam ainda no disco o rapper norte-americano P Diddy em "DJ", o alemão Anthony Rother e cantor Bryan Ferry em "U Can Dance".
Crise?! Qual quê!
Fica o vídeo de "The Angst Pt1", a primeira amostra do registo.

sábado, 23 de maio de 2009

Extravagâncias mentais!

A minha primeira experiência com KTL foi há 2 anos no Sonar em Barcelona.
Termos como Vida e Morte vieram-me à cabeça durante esse concerto sentado no chão e aquele corpo sonoro bojardado em bruto, como se de uma guerra se tratasse, fizeram-me pensar nas novas expedições musicais em curso hoje em dia.
Formados por Stephen O´Malley nas guitarras e Pita nas maldades digitais, desde 2006, tem provado que a guitarra, sem recalcar a sua natureza intimidante, pode também ser um recurso ambivalente na criação de cenários de ficção-cientifica minimamente frequentados pela espécie humana.
Depois de arrumada a trilogia Kindertotenlieder, "IV" inicia uma renovada campanha negra, organizada pela guitarra de Stephen O’ Malley e pelo computador e sintetizadores de Pita, e com o flanco aberto para a participação do imprevisível génio Jim O’ Rourke, na produção e de Atsuo dos Boris na bateria e gongo.
Estranhamente, estudar o perfil dos envolvidos pouco contribui para ter uma ideia concreta do que aqui se passa. Obrigado a abandonar algumas das marcas da primeira trilogia, entre quais a agressividade ilimitada dos seus loops, "IV" admite em si uma placidez que era apenas miragem nos capítulos anteriores.
Quando a via passa a ser finalmente láctea em “Natural Trouble”, com a chegada de um gongo que repercute os aeroportos de Brian Eno, sobra a vontade de revisitar "IV" dedicando especial atenção às suas manobras de expurgação.
Heavy mental, chamam-lhe alguns!
Não fazem certamente parte da playlist de muita gente no seu iPod, nem no meu inclusivé, no entanto, muita vez dou por mim a recorrer a KTL e entregar um CD a amigos meus do teatro para peças e exercícios...ou outras experiências.
Confiar nos ouvidos pode não ser a melhor opção...isto é um abuso auditivo feito para a mente!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

IMAGO ´09 - SPECIAL EDITION

O IMAGO - Festival Internacional de Cinema Jovem celebra a sua EDIÇÃO X este ano com um programa especial.
As datas já estão confirmadas e são de 26 de Setembro a 5 de Outubro, na cidade do Fundão e a coisa vai andar à volta do cinema e o sexo...explicito, dizem eles!
Ficamos para ver!
Agora não há motivo para dizerem que não foram avisados...4 meses de antecipação!





Love to Edit.

De vez em quando gosto de ler artigos sobre certas entidades musicais.
Mesmo já depois de ter entrado em contacto com a sua música, o suporte teórico é bastante importante quando se trata de personalidades “indefinidas” e com algo daquilo que eu chamo em música de “misteriosamente enigmática com probabilidades de serem perigosas, isto é viciantes”.
Betty Botox foi tema de estudo hoje de manhã a meio de um seminário sobre ética profissional…bastante interessante, por sinal :).
Betty Botox, mais conhecido por ser chamado TD Twitch e fazendo parte da formação da dupla Óptimo, não começou a produzir ontem. Tem cerca de 30 anos nesta área e é considerada uma das pessoas mais influentes no meio underground.
Cresceu com o djing, viu o Disco a morrer, o punk a nascer, tocou House antes de haver House e continua a mostrar modéstia suficiente para tocar tanto em bares pequenos como em clubes grandes, tudo dependendo do interesse das pessoas e não do dinheiro que as suporta.
Querendo partilhar muita da sua colecção (a qual contém demasiadas raridades incontáveis) Betty re-edita músicas perdidas no tempo tentando mudar (de novo) a atitude de pessoas nas pistas do mundo inteiro.
Alter-ego resultante na sequência do que ao que parece um noite de Halloween de arromba em Glasgow em que se disfarçou de “drag queen” e se intitulou de Betty Botox, por considerar um bom nome.
Começou a fazer edits a meio dos anos 90 mas a tecnologia que estava a utilizar era demasiado primitiva e demorava dias a conseguir fazer cada um. Ainda conseguiu fazer centenas desse modo, no entanto quando arranjou um computador começou a ser bastante mais fácil e a sua produtividade aumentou rapidamente.
Todos os edits foram originalmente criados especialmente para os seus sets, nunca tendo desejo ou intenção de os lançar.
Apesar de tudo, foi convencido a edita-los em disco com uma contrapartida, que a sua identidade não seria revelada.
Então, Betty apareceu, mas foi descoberta(o) rapidamente!
E quando lhe perguntam o que pensa sobre a tríade” computadores/blogs/lojas online, remata:

“As pessoas sempre foram preguiçosas, lojas online e blogs apenas facilitam ainda mais. Estou sempre a ouvir pessoas a dizerem como os blogs e lojas facilitam a ter toda a música do Mundo disponível. O que não é de todo verdade. É impossível imaginar quanta música gravada existe e o que ainda falta descobrir, acho que facilita muito para os DJs tocarem todos os mesmos discos, o ciclo é algo assim: há o buzz na internet sobre uma faixa, a faixa sai antes de tempo, toda a gente a recebe, a faixa é tocada uma ou duas vezes num dj set sendo depois esquecida assim que o ciclo recomeça.
O truque é não seguir o hype, ou pelo menos não o hype de toda a gente - isto soa bastante arrogante, mas eu tento não ouvir outros DJs e outros mixes para não ser influenciado. Prefiro ter a minha própria visão separada do hype da Internet, o que não é fácil pois sou junkie da Internet, mas sempre que saio clubbing quero ir a uma noite em que estejam a tocar algo que não oiça normalmente, pode ser funky, cumbia ou jazz, algo do qual nao saiba muito e não iria descobrir normalmente…”

Apesar de se denotar uma fixação com a música do “passado” não se considera retro, e acrescenta que quanto ao futuro da música electrónica, “o melhor ainda está para vir”.
E já agora, que tendências que esperas para esse futuro Betty?

“A tendência que espero ver mais em 2009/2010 são mais mentes abertas. Tudo parece estar a ficar purista de novo e para mim purismo é estagnação ou paragem do progresso. Eu adoro Disco mas não quero ouvir música de há 30 anos toda a noite, não faz sentido para mim porque pessoas a sair iriam alinhar-se com apenas um movimento musical, nunca me fez sentido e provalmente já me impediu de ter mais sucesso mas não o consigo fazer. Por exemplo, um disco como “Digidesign” do Joker, se estivesse numa pista de dança e ouvisse esse disco ficaria maluco, mas se o tocares numa noite Disco ou Techno normal as pessoas iriam-se embora pois está fora da norma. Eu tenho de ter cuidado ao tocar quando estou a passar música pois os gostos parecem estar bastante conservadores de momento e estou à espera de tempos mais selvagens e mais orelhas interessadas em 2009 e 2010.”

Entusiasmados com Betty Botox?
Ainda bem!
Assim sendo, destaco o seu álbum” Mmm, Betty” editado sob carimbo da Mule Musiq, uma espécie de viagem pelo disco e o psicadelismo, para tirarem dúvidas ou “aprenderem” a olhar para o passado de outro prisma.
Agora, de volta à ética!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Burning Down The House!

Esta hoje não me sai da cabeça!
Sei lá, demasiado poderosa para passar ao lado de um pequeno apontamento!
E deixa arder...

Um set charmoso!

Por volta desta altura começo a fazer uma espécie de retrocesso analítico do que até aqui foi feito desde o início do ano e para simplificar a tarefa faço um “scanning” no meu arquivo de álbuns.
Sim senhor, parece que temos andado minimamente actualizados com aquilo que achamos ser o que de melhor se produz em termos de música nova, que ao caso é aquilo que nos sustenta.
5 meses depois já se pode dizer que a colheita é bastante produtiva e que o “vinho” deste ano saiu bem bom, no entanto com uma taxa de alcoolemia bastante elevada, o que é positivo e se recomenda a todos, inclusivamente grávidas, reformados, pessoas com mobilidade reduzida e aos outros em geral.
Mas como as uvas nesta vinha estão sempre a brotar, a produção não pode parar e já se sabe que deixá-las muito tempo no fundo do tanque corre-se sempre o risco de azedarem, o que é pena, por isso, tudo lá para dentro e toca a dar a esses pés!
Vindo das castas mais ocidentais do globo, precisamente de Brooklyn, o rapper Theophilus London, apresenta-se com um majestoso set, intitulado “This Charming Mixtape” e faz-me pensar na maneira como o conceito de “passar som” pode ser mais do que aquilo que até agora concebemos como “dito normal”.
Nomes que aparentemente não conjugam em linha contínua parecem encaixar na perfeição e acima de tudo, parecem fazer realmente sentido desta maneira.
Kraftwerk e Amadou & Mariam? Lauryn Hill e Bill Withers? Ou então Squarepusher e Mariah Carrey?
Estranho? Sim, claro!
Bom? Não, óptimo!
Desafio-vos a furar esses preconceitos auditivos e a entrar no mundo fabuloso de Theophilus London!

PS: Ok, a Mariah Carey ainda não sabe que a sua “Always Love You” foi utilizada, por isso aproveitem antes que ela se aperceba e processe Theophilus London ou o obrigue a retira-la da sua genial playlist.
Estou a falar a sério, ora vejam :)
(Steve, esta é para ti!)


terça-feira, 19 de maio de 2009

Peter Broderick @ Musicbox.

Depois de ter sabido que já se fazem vídeos no youtube, designados de "backing tracks" e que servem única e exclusivamente para a malta que toca guitarra, meter riffs e solos por cima e claro, de ter passado a tarde a ouvir "Jimi Hendrix" num Marshall de alta qualidade (o amplificador, claro), dedico-me agora ao refúgio de mais um dia no recanto do quarto.
No mundo de hoje em dia, o poder criativo de certas pessoas surpreende-nos abrasivamente, pelo que distuinguir o que é realmente bom, de vez em quando torna-se um processo difícil.
Porém, aqui na Xangai, esforço-me por que o limiar da qualidade se mantenha tendo cuidado na divulgação "certa" daquilo que é suposto, por isso, espero que não se tenham alguma vez sentido defarudados com aquilo que é aqui proposto, pois não aceitamos "devoluções".
É já amanha que Peter Broderick nos visita fazendo escala no Musicbox!
Com apenas 22 anos já muita tinta correu sobre o seu enorme potencial.
Exímio pianista e violinista, teve com os primeiros trabalhos comparações a Michael Nyman e ao melhor da música ambiente.
Em 2008 editou "Home", um conjunto de canções de admirável maturidade artística e de uma sensibilidade pop extrema, que fizeram do álbum um dos melhores do ano e de Peter Broderick um dos nomes mais promissores da sua geração.
Oriundo de Portland mas a viver em Copenhaga desde 2007, o músico-compositor chega a Portugal pela primeira vez, acompanhado de uma otra promessa, Nils Frahm dia 20 no Musicbox.
Pop, mais uma vez pop, será que me estou a transformar num produto simplório massificado pelo bombardeamento permanente do fenómeno pós-MTV?
Não, mas continuo a gostar muito de Madonna e Britney Spears!

N.A.S.A. a low-cost!

Existem muitas teorias conspirativas à volta do fenómeno que é a N.A.S.A.
Branqueamento de capitais estatais, segredos dogmáticos, livros cabalísticos e outras coisas bem mais ocultas que hoje, achei por bem falar dela.
N.A.S.A., ou seja, North América/South América, o que é que pensavam que era?
Dupla formada pelo brasileiro DJ Zegon (ex-Planet Hemp) e o norte-americano Squeak E. Clean, os N.A.S.A. são um dos mais recentes projectos da música urbana e “The Spirit of Apollo”, o seu primeiro trabalho. Tudo a ver, não?!
Lançado dia 17 de Fevereiro sob carimbo da Edel, “The Spirit Of Apollo” reúne participações de amigos e ídolos, resultando daí uma lista de convidados de luxo, tanto no área do hip-hop com Kool Keith, Chuck D, Chali2Na, Gift of Gab, Method Man, Rza e Del Tha Funkee Homosapien, Kanye West, como nas outras zonas científicas da música (in)definida traduzida em nomes como Tom Waits, M.I.A. (Afinal ainda não desapareceu de todo! Felizmente…), Santogold, David Byrne e até Seu Jorge.
Muita música de dança ofuscada pela poeira citadina do hip-hop de quem se cansou de limpar a casa e meteu tudo na mesma panela sem grandes preocupações de estilos e conceitos.
Contagiante na medida certa e sem cair no percalço enfadonho daqueles projectos de hip-hop samplado “sempre iguais do início ao fim”, “The Spirit Of Apollo” é realmente algo de relevo que merece ser enaltecido, constituindo-se como um dos excelentes registos discográficos deste primeiro semestre.
Aliás, correcção, até agora o melhor álbum de fusão de 2009!!!
Não se esqueçam de “googlarem” N.A.S.A. com os quatro pontinhos, não vão ser ainda alvo de investigação por algum MI6, CIA ou SIS, por tentativa de investigação furtiva à agência espacial norte-americana.
Acreditem ou não, ouvir N.A.S.A. faz-me lembrar algo a ver com o espaço…sei lá, deve ser da faixa de introdução ou das outras…
Fiquem com o trailer do making off do disco, só para apimentar um boadinho mais a coisa...o resto é convosco.
Boa viagem!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Victoria Hesketh, nova na cidade!

Acho que cada vez gosto mais de música essencialmente pop!
Há já algum tempo a esta parte que sigo com bastante interesse o percurso da menina Victoria Hesketh, mais conhecida como Little Boots.
Nos últimos meses, muito se tem falado da ex-vocalista dos Dead Disco, que é apontada como uma das grandes revelações de 2009, com a edição de "Heads", o seu álbum de estreia previsto para 8 de Junho.
Apesar de oficialmente aparecer lá para o final de Maio, o single de apresentação do álbum, “New in Town” já corre por aí.
Estilo “feist-goes-gangsta”, com certos paralelismos com “Give It Up” dos Datarock ou até com “Beat It” de Jako…bem, “quase” ao nível de La Roux em “In For The Kill”, entra bem nos olhos e melhor aos ouvidos.
Imagens à parte, um grande tema, cheio de groove com um refrão bem orelhudo…enfim, pop intemporal para ouvir na cidade…ou pensar na cidade!
Será que estou no caminho certo?

"Introversy", depressa e bem, alguém!

2 Many Dj´s!
Várias vezes abordados na Xangai e conhecidos pelos seus ecléticos sets, "Introversy", veio demonstrar o seu profundo conhecimento acerca da música feita nos últimos 35 anos.
Assim, puseram mãos à obra e criaram um set de 60 minutos na BBC1, em que juntam nada mais nada menos do que 420 intros de músicas!!!
Da amálgama sonora fazem parte nomes tão sonantes como Sebastien Tellier, Devo, Japan, Neil Young, Randy Crawford, Jape, Wings, Pivot, Donna Summer com direito a uma faixa oculta (?) de UNKLE, Psyence Fiction. Intrigante, uma faixa escondida?!
Palavras para quê…é ouvir, apreciar e pedir que se lembrem doutra coisa ainda mais maluca que esta.
Sempre a surpreender, estes belgas!
O resultado foi este...

"92982", o número do último lamento!

A propósito do Out.Fest ocorreu-me mais uma vez, e a minha grande expectativa para o festival, o nome de Wiliam Basinski, nomeadamente o seu “92982”, uma espécie de arquivo do músico editado e reeditado ao longo dos últimos anos pela 2062
Para mim, uma das maiores descobertas ou redescobertas que esta década nos concedeu e um excelente exemplo para entrar no mundo de Basinski.
Em “92982”, os seus loops são de uma mágoa latente, beleza estonteante, seja em trabalhos como “The River”, “Silent Night” ou os incontornáveis quatro volumes de “Disintegration Loops”.
É composto de gravações do início dos anos 80, registadas num estúdio em Brooklyn.
Quatro drones carregados da melancolia Basinski, acalentados com o som envolvente: ouvem-se sirenes à volta, helicópteros a sobrevoarem o final do dia em que o músico, hoje com 51 anos, gravou o que aqui ouvimos.
Com o tempo, à medida que desbravamos o mundo de Basinski e voltamos à sua obra anterior, percebemos que este é um universo enfeitiçado, um lamento para a posteridade do stream of consciousness que corta a humanidade nas últimas décadas.
Acham que vos consegui convencer de que vos estou a falar de algo realmente bom e surpreendente?
Ainda não?
Ok, ficou o desabafo, enquanto ouço “92982” e penso que este poderia ser uma espécie do último lamento, como seres humanos!
Forte?
Não, avassalador!
Fiquem com Wiliam Basinski e outro dos seus “amiguinhos da onda”, David Toop.

domingo, 17 de maio de 2009

Out.Fest ´09 @ Barreiro

Já vou com 2 dias de atraso, no entanto as constantes actualizações de "moldura de blog" têm-me ocupado bastante tempo, pelo que peço desculpa por só agora escrever sobre o Out.Fest ´09.
Pois é, 2009, 6ª edição de mais um festival dedicado à música de vanguarda, cinema e arte multimédia por terras sulistas do Barreiro.
O ponto central do evento são os concertos nos dias 22 e 23 no Auditório Municipal Augusta Cabrita (AMAC) e na Colectividade SDUB "Os Franceses".
A 22 destaca-se a estreia nacional do compositor norte-americano William Basinski. O cartaz inclui ainda Sei Miguel Metal 4 e o guitarrista Cian Nugent.
No dia seguinte, as atenções voltam-se para os percursores do noise Whitehouse e para Sonic Boom (dos Spaceman 3) com a banda Spectrum.
Tocam ainda os Loosers, Ducktails e o finlandês Tomutonttu.
A fechar a noite é a vez dos ("nossos mais que enaltecidos"!!!) Gala Drop e os Photonz.
As outras artes contempladas pelo festivalsão a performance ("A watched pot never boils" de Ana Baliza e Edmund Cook, apresentada ontem em simultâneo na Escola de Jazz e Doca do Moinho Inglês), vídeo-arte ("Seven Sisters" de Joana Lida na EJB), uma exposição ("Colectivo Hulululu que convida Chili Com Carne na EJB) e o cinema, com "Noisy People" de Tim Perkins, "Patti Smith: Dream Of Life", "Derek Baley: Playing for friends on 5th street", "Sonic Youth: Sleeping nights awake" e o meu especial destaque para "Water Walk" por John Cage dia 29 às 21:30 na EJB.
No foyer do Auditório Municipal será instalado o Cinecubo em cujo interior serão projectados, ininterruptamente, vários filmes.
O festival estende-se até dia 29 de Maio.
Para mais informções, consultem o site do festival em: http://www.outfest.pt.vu/
Marcamos encontro dia 22 por volta das 19:00 num restaurante castiço do Barreiro com um belo bitoque à frente...ou mais tarde!
Vemo-nos por lá!

PS: Aconselho a experimentarem a funcionalidade "Ouvido Raro" do site do Out.Fest. Bastante interessante!

sábado, 16 de maio de 2009

Warp, 20 anos!

Era eu ainda bem pequenino e brincava a tarde toda sem me aperceber do tempo que fazia, já a Warp marcava terreno na música que algus anos depois viria a conhecer!
Hoje, agradeço-lhe por me ter deixado brincar na altura e por me ter mostrado alguns dos projectos mais interessantes que agora conheço.
A Warp Records celebra este ano os 20 anos de actividade.
A editora independente britânica, que editou nomes como Aphex Twin, LFO, Autechre, Boards of Canada, B12, Jimi Tenor, Nightmares on Wax, Polygon Window ou Vincent Gallo e, mais recentemente, !!!, Battles, Gang Gang Dance, Gravenhurst ou Grizzly Bear entre muitos outros, tem uma agenda que inclui edições comemorativas e uma série de festas em várias cidades.
Na lista de edições está uma caixa com temas raros e inéditos e ainda um “best of”, cujo alinhamento será escolhido com a ajuda dos que desde 1989 ouvem os discos da Warp. Dez dos temas da compilação serão escolhidos num site especificamente criado para o efeito. Os restantes temas do alinhamento serão escolhidos por Steve Beckett, o fundador da editora.
Ao longo dos próximos meses haverá festas em cidades de três continentes.
A primeira terá lugar em Paris, na Cite de La Musique, entre os dias 8 e 9 de Maio. Estão já confirmadas as presenças de Aphex Twin, !!! e Andrew Weatherall, entre outros. Seguem-se festas semelhantes em Nova Iorque (Julho), Londres (Setembro) e Tóquio (Novembro).
À Warp, parabéns e venham mais 20!
Deixo-vos com Leila, uma das caras mais queridas da Warp, com Time To Blow ao vivo no Sonar.
Cada vez gosto mais desta malta!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os desejos de Felix Kubin!

Depois de uma investida massiva no universo "space disco", hoje voltamos os holofotes para caminhos ainda mais experimentais.
Felix Kubin é o homem em debate!
Felix Kubin está desde os anos 80 envolvido activamente na cena musical pop electrónica alemã com performances, instalações, produções e concertos.
Nos anos 90 dedicou-se á “desordem” pública, através de várias performances Dadaístas conceptuais na televisão, rádio e jornais, tendo também colaborado com a rádio Gagarin (também o nome da sua editora, criada em 1998), divulgando música experimental e electroacústica.
Nas suas performances ao vivo apresenta sempre um guarda-roupa com uma imagética absurda e original que tornam cada concerto um momento único.
“Escrevo canções…As canções garantem uma estrutura temporal. (…) Gostaria que a maioria da música electrónica não fosse tão elaborada, tão decorativa. Mesmo se é abstracta, muitas das vezes parece-se sempre com música de Elevador…”.
Ele é que o diz, quem somos nós para duvidar.
Fiquem com um cheirinho deste "Get Off My Dream" e chorem por mais!



http://www.felixkubin.com/
www.myspace.com/fkubin

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Isto não é uma festa Indie!

Stag Hare é Garrick Biggs, natural de Salt Lake City.
Para além destes pequenos apontamentos geográficos, é também um dos segredos mais bem guardados de algo que gostamos de apelidar de etno-ambiental.
Percussões tribais, drones hippies, picos transcendentais de euforia e umaa constante como lenta construção de melodias capazes de alinhar os Chakras de quem estiver disposto a receber um pouco de energia positiva potenciada pela entidade Stag Hare.
Para colocar ao lado de White Rainbow, Bird Show ou Brightblack Morninglight e receber com um cheirinho a incenso na sala.
Logo a seguir, destaque para Blackland + P.MA (que há bem pouco tempo estiveram no IMAGO) e Gama Rei.
Para confirmar, logo à noite no Plano B no Porto a partir das 22h.
Para degustar, P.MA (juntamente com Phoebus), um dos projectos mais excitantes da "música" portuguesa.

Afrobutt - Wunderbutt...é favor sujar tudo!

Sinto-me feliz por saber que a Xangai Market está dia a dia a crescer progressivamente com cada vez mais leitores, constituindo-se deste modo como "mais um" cantinho na ciberesfera da informação com utilidade de serviço público prestado.
Assim sendo, a responsabilidade aumenta proporcionalmente e a provável discussão em torno da qualidade do produto oferecido torna-se pertinente.
Mas como já estamos quase no fim de semana e não quero "discussões"...ora tomem lá mais um disquinho daqueles bem bons para ouvirem depois de um dia de trabalho ou noutra qualquer ocasião.
Com lançamento a 17 de Fevereiro deste ano, "Wunderbutt" é o álbum de estreia de Stevie Kotey, um produtor que tem ganho notoriedade no circuito Londrino mais virado para a cena disco.
Com o carimbo da Electric Minds, "Wunderbutt" promete doses massivas de afrobeat (ou será o mais recente "breakbeat science"?), disco, dub e cosmic house, reunindo nomes que eu apelido da "nata" do "space disco", como Prins Thomas, DJ Harvey, Idjut Boys, Toby Tobias, Faze Action, Horsemeat Disco, Disco Bloodbath, Dave Jarvis, Lasermagnetic, Frank Tope, Stuart Patterson e Lindstrom...querem mais algum?!
Nada aqui tem o brilho óbvio do "disco" e o tom "underground" é marcado por uma camada de pó que torna a experiência mais genuína.
Na saga de uma semana virada para o "space disco", Wunderbutt veio "pôr uma tampinha" numa garrafa cheia de boas surpresas!
PS: Não tem nada a ver, mas serve de "assento" a uma série de outras coisas que poderei vir a falar no futuro...é o final de "2001: A Space Odyssey" de Stanley Kubrick.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O meu espaço dançante!

Confesso!
Sou um fã incondicional do "space disco" e de tudo o que mexe à sua volta!
Gosto da idealização do conceito e admiro cada vez mais as formas através das quais me mostram o percurso desta linha tão ténue e frágil, mas ao mesmo tempo tão abrangente e coerente!
Não é por certo consensual, nem tão pouco agregadora de massas de Sábado à noite.
Não se extravasa nem atinge o pico sob efeito de lufadas ciclicas de adrenalina.
Vai aparecendo, mostra-se no ar e segue a sua viagem prometendo sempre algo...que até poderá só chegar num próximo àlbum.
É inteligente a treina-me a se-lo também.
Obriga-me a pensar em linhas e modelos matemáticos "mais ou menos" (pelo menos ainda!) lógicos e mecanicistas, a perceber o seu comportamento e a poder eventualmente prever qual a sua resolução.
Isto é o "meu" "space disco" e hoje vou falar-vos dele!
Melhor, vou falar-vos de um bocadinho do "meu" "space disco".
Hoje é dia de trazer mais uma vez para a Xangai o nome de Lindstrom e Prins Thomas e o seu mais recente álbum: "II".
Depois do álbum de estreia em finais de 2005, ao qual se seguiram edições a solo, Hans-Peter Lindstrom e Prins Thomas regressam novamente em conjunto com "II".
Expondo uma música marcada por longas digressões instrumentais, que respira modernidade e sugere uma dimensão futurista, a dupla norueguesa continua a espalhar mais alguma poeira cósmica sobre narrativas melódicas de inegável groove.
De forma mais orgânica do que o primeiro álbum, desenham vastos espaços multidimensionais, terreno de operações priviligiado para a munutenção da lógica sonora do projecto, em mais uma espécie de banda sonora de viagem marcada por espaços abertos e infinitos, onde influências italo, krautrock e disco, hipnóticas e progressivas, moldam um todo intemporal.

PS1: Pede-se uma nova aparição de Lindstrom na pista inferior do Lux. E já que pedimos, Skream também pode vir!


PS2: Para os puritanos que se enfurecem tanto quando se diz que "DJ x vai TOCAR a tal sítio", afinal devem repensar no que dizem pois há sempre alguns que vão realmente tocar!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Indefinições felizes!

Sem dúvida que 2009 se está a tornar uma ano altamente produtivo no que toca a produção (original!) nacional!
Depois da loucura Aquaparque, hoje é a vez dos Papercutz serem distinguidos na Xangai!
São um dos poucos projectos a sair de Portugal para cena internacional independente de música electrónica.
Tendo o nortenho Bruno Miguel como comandante da nave, os Papercutz assinaram no fim de 2007 para a editora de Montreal, Apegenine Recordings, reconhecida por nomes como David Kristian, Emanuele Errante, Khonnor, Julien Neto, etc. tendo 1 ano depois aparecido com um tema na colectânea "Novos Talentos Fnac".
Depois de vários pequenos EP´s editados em várias netlabels, 2009 foi o timing escolhido para o primeiro álbum, "Lylac".
O single de avanço "Ultravioleta" do seu álbum de estreia "Lylac" têm recebido airplay pelas mais conhecidas estações de rádios nacionais e a sua edição especial (Ultravioleta rmx's) inclui remisturas de artistas reconhecidos na música electrónica como Neotropic (Ninja Tune, Mush), The Sight Below (Ghostly international), Spandex (Hand on the Plow, Sleep Debt) e Signer (Carpark Records).
Nova pop ambiental? Pop electrónica de câmara? Indie lo-fi dos anos 90 redefinida via maquinaria digital? Nova IDM?
A resposta é previsível mas verdadeira, mas verdadeira: é tudo isso e nada disso ao mesmo tempo.
No fundo, é o reflexo dos tempos: não é passado, nem presente, muito menos chega à frente para reclamar um qualquer futuro!
É também algo mais raro do que se pensa, no que à Arte diz respeito: um acidente feliz.
Porquê?
Simples: por uma vez, esse cliché mal contado da "falta de pretensões" constitui-se como uma efectiva força motriz de (muito!) recomendáveis resultados finais!
Uma palavra de apreço pelo excelente art-work do disco!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Blank: Plays Duden"

Passaram por Serralves em 2006 e ainda hoje são recordados como uma das boas coisas que aterrou em terras lusas.
Uma performance com "turntablists" que mostraram as várias possibilidades espaciais de dar um concerto!
Agora é a vez da imortalização material com a edição em DVD do espectáculos "Blank: Plays Duden".
Chegou-me por CTT na 5ªfeira e o Domingo foi dia escolhido...sei lá, é sempre ao Domingo que isto faz mais sentido!
O projecto Blank reúne Rüdiger Carl, nome incontornável do free jazz europeu, com Oliver Augst e Christpoh Korn, dois músicos de uma geração mais recente situados numa encruzilhada entre a improvisação, a electrónica e a arte conceptual.
Extraindo pequenas formas a temas pop, ao noise e a elementos teatrais, promovem o encontro entre a improvisação clássica e a firmeza subversiva do anarquismo contemporâneo.
Em DVD “Oliver Augst, Christoph Korn e também Rudiger Carl examinaram minuciosamente as suas próprias gravações e edições discográficas dos últimos anos e partiram-nas em pequenas partes microscópicas criando um sem número de fragmentos estranhos e coloridos.
Estes fragmentos são então gravados em vinil na forma de “locked grooves”.
Mais de 200 “loops” como estes compõem a matéria musical para a performance de Duden, que inclui pequenas canções, sons e histórias durante cerca de 1 hora.
Gravado em 2004 em Frankfurt e com o carimbo da Eventuell, este é um artefacto artístico que eu aconselho vivamente...e de preferência para ver ao Domingo à tarde!

domingo, 10 de maio de 2009

Royksopp na Liga dos Campeões!

O disco pode até chamar-se "Junior", mas a verdade é que este terceiro registo dos noruegueses Royksopp pode muito bem ajudar a marcar a entrada da dupla na liga da maioridade.
Com ajuda de 3 meninas escandinavas, o duo sobe alguns degraus na escala electrónic de laivos pop e promete escalar ainda um pouco mais com a edição de um disco "irmão", intitulado precisamente "Senior", lá mais para o fim do ano.
Se a majestosa (e minha preferida), "Happy Up Here", tema de abertura, nos remete automaticamente para "Eple" de "Melody A.M.", "The Girl And The Robot" consegue resvalar para uma mistura entre o que de mais electro tinha "The Understanding" com uma vincada impressão digital de Robyn a emprestar a sua vocalização agridoce...fazendo lembrar uma Kyllie Minogue (Cada vez gosto mais desta senhora! A sério!).
O equilibrio entre a música mais contemplativa e uma vertente mais dançável está bem estudado.
Os arranjos de cordas do instrumental "Royksopp Forever" vão-se tornando cada vez mais encorpados para dar lugar a um Lykke Li bastante frágil em "Miss You So Much" e um "Tricky Tricky" que transporta Karin Dreijner, a menina dos Knife e autora do mais recente projecto "Fever Ray" (bastante interessante), de volta à pista!
"This Must Be It" é excêntrica e com pinceladas disco!
A frescura consistente de composições como "You Don´t Have a Clue" e "Silver Cruiser" revela um projecto que não põe de lado a sua candura, por mais trabalho que faça.
O fãs que tinham ficado desiludidos com um segundo registo mais contido, podem (e devem!) agora com "Junior" voltar a virar novamente os holofotes para Royksopp!
"Junior" é excitante q.b. e tem bem presente a marca indelével do duo norueguês.
Venha a próxima fase que esta já passou. Meia-final?!
Seguindo um conselho da malta, fiquem com o vídeo da excelente "Happy Up Here"...que música mais alegre...é que é mesmo "boa onda".


sábado, 9 de maio de 2009

OFFF @ Lisbon ´09

O OFFF, uma iniciativa da Inofffensive e da 50Done, está de volta a Lisboa!
O Festival Internacional para a Cultura Pós-Digital começou dia 7 de Maio e estende-se até dia 9!
Cartaz de luxo! Luxo a sério!
Pena não poder ir, no entanto fica o repto a quem gosta de ser surpreendido e se sujeita a experiências realmente sensasionais...em todos os sentidos!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Dub Band!

É sem dúvida, o meu álbum da semana!
São de Nova Iorque e são conhecidos pelos seus álbuns de covers!
Eles são os Easy Star All-Star!
Formada no ano de 1997, foi inicialmente intencionada para ser a banda de estúdio da editora Easy Star Records, no entanto o ano de 2003 catapultou-os para a passadeira da fama com o (excelente!) álbum “Dub Side of The Moon”, um tributo ao álbum “Dark Side of The Moon” dos Pink Floyd.
3 anos depois, foi a vez dos Radiohead serem homegeados pelo seu não menos fabuloso “Ok Computer” com a edição de “Radiohead”.
18 meses no top da Billboard.
2009 foi o ano agendado para os Beatles serem elevados ao patamar mais alto da inspiração jamaicana.
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Dub Band”!
Dizer que é uma das coisas mais bonitas que ouvi este ano não soa a exagero!
Fica a provocação ao sabor da mais fumarenta preguiça insular com aroma a Abbey Road!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

It´s All About Performance!

Discopunk é Berlim.
A cidade, a electrónica que a compõe e o fascínio pela maquinaria.
A quarta sessão de "A Quinta Dimensão"apresenta um live-act da performer Discopunk também conhecida por Dj Aroma.
Ao vivo é responsável por toda a manipulação de sons e efeitos que debita para o público. O seu trabalho é mais orgânico que em disco. Assume-se como uma "manipuladora da verdade discográfica" e diz que muitos dos seus temas favoritos nunca foram editados, sendo apenas apresentados em formato live.
Esperamos para ver e tirar dúvidas esta 5ª feira, 7 de Maio no Musicbox!

terça-feira, 5 de maio de 2009

E porque hoje é 3ª feira...Beats In Space!

E porque hoje é 3ª feira, falamos de rádio!
O "Beats In Space" é um programa de radio emitido todas as terças-feiras a partir de Nova Iorque na rádio WNYU (89.1fm) entre as 22h30 e a 01h.
O anfitrião é Tim Sweeney e por ele passam todos (e pode-se dizer, mesmo todos!) os DJ's mais sonantes e, vá lá, importantes do mundo e aqueles de quem em breve se vai ouvir falar.
O formato é o de um set por parte do convidado, tanto pode ser feito ao vivo como ser previamente gravado. Por vezes há muita conversa, o que torna o programa mais engraçado pois ouvimos histórias e sabemos informações em primeira mão, outras nem por isso, o set e mais nada.
O programa já dura há 10 anos e desde o seu início todos são colocados online para serem descarregados. O detalhe, que na minha opinião faz a diferença, é o de serem igualmente publicadas todas as playlists dos programas, tornando acessível os nomes do que é tocado.
O sitio da Internet sofreu uma remodelação há pouco tempo e tudo é fácil de ser encontrado.
Tenho ouvido muitas sessões e tenho de confessar que é aqui que encontro grande parte da música que maior prazer me dá.
O homem está a fazer história a cada emissão, e da mesma forma que hoje se lembram o Rock Em Stock, a XFM e mais uns quantos programas (do qual não me recordo o nome ou nem sequer existia na altura...), no futuro nós falaremos do Beats In Space.
Para mais informações, clica em: http://www.beatsinspace.net/

domingo, 3 de maio de 2009

Banda sonora para um jantar por acaso!

Uma Mercedes de 9 lugares, um CD “chunga” e repetitivo que por acaso tinha sido deixado por descuido no leitor do carro e um mapa de 3 euros como GPS caseiro, fizemo-nos à estrada todos alegres e radiantes (mas um bocadinho estafados daquela noite de ontem no “Parliament” e naquela que ainda não sei bem o nome!)
(Só um aparte: que noite mais maluca esta a de Ljubljana…sinceramente já andei por muito lado e tenho saído frequentemente à noite em diferentes locais dessas cidades ditas “loucas”, no entanto posso dizer que aqui se respira uma “loucura sexual excessivamente embriagada por doses reforçadas de cerveja”…)
Pula como orientação, uma casa bem perto de Pula como destino!
Um enorme lago à volta, cãezinhos a passear, um velho a ler um livro e uma astróloga para nos abrir a porta!
Isto é lindo…é uma espécie de turismo rural croata recomendado a 10€/pessoa com direito a tudo…uma maravilha!
Não sei o nome (aliás até acho que nem está registado na Internet…), mas se um dia quiserem ir comprar tabaco barato à Croácia, digam que vos faço um crockit!
Jantar religiosamente preparado, muito vinho tinto esloveno (que é bem melhor que o croata, apesar de ser mais caro!) e “The Whitest Boy Alive” como banda sonora repetitiva para decorar o quadro!
Podem acusar-me de andar a fugir ao conceito do blogue, no entanto isto é o verdadeiro cerne da Xangai Market, como algo que mostra uma procura da minha “música exótica”.
A música partilhada e encontrada nos mais pequenos confins de tudo, numa revista, num site, num aeroporto ou numa estação de comboios…a busca por aquele “clik” que te indica o que te soa bem, a procura daquele som que fica bem no sitio certo e acima de tudo a frustrada tentativa de o descrever como algo concreto…felizes daqueles que têm o dom da imaginação e criam os seus próprios conceitos a partir de uma ideia ou esboço!
“Kings Of Convenience” é inteligentemente pop e feliz e o Erlend Oye é um idiota fixe, disso ninguém duvida! Agora separem os “Kings Of Convenience” do Erlend Oye atirem-nos ao ar muito alto e deixem que eles se misturem novamente, como se de conjugações aleatórias de dados estivéssemos a falar. Estão a ver o resultado final?
É isso, “The Whitest Boy Alive”.
Chama-se “Rules” e é o segundo álbum. Tem pop-electrónica e umas letras felizes…
Entra bem em qualquer casa e não suja muito, o resto fica para vocês escobrirem!
Fica o conselho.
Agora, vou comer uma sandes de presunto e comprar o jornal!
Depois vou encostar-me um pouco, que já não durmo há umas horas valentes!

Iniciado em Medulin – Pula (CROÁCIA), 30 de Abril e concluído no Aeroporto de Malpensa – Milão (ITÁLIA), 01 de Maio de 2009 - PUBLICAÇÃO: Alcains, 3 de Maio.

Antiguidades renovadas!

Gosto de cidades grandes!
Capitais, aglomerações e lugares e coisas assim...
Podem realmente não espelhar a realidade concreta daquilo que o país que as contém é, no entanto demonstram aquilo que o país na sua totalidade “gostava de ser”!
São espécies de modelos híbridos de desenvolvimento ideal a seguir!
Afinal quem é que não gostava de ter uma Lisboa na nossa terra ou um Milão a 10 km de casa?! Lijubliana! Eslovénia! 15:00 um restaurante no centro da cidade e um empregado mal encarado.”Gyros Krozik” para o almoço! Traduzido por miúdos, grelhada mista! Ate que enfim, já sentia falta de carne!
Telemóvel cheio de música diferente (não vá o Diabo tece-las!) e “Dirty Edits – Volume #2” para a espera!
Cada vez gosto mais de explorar este território da música de dança. É entusiasmante!
Chamam-lhe “dirty” ou “space disco” e consiste na sua maioria num conjunto de “edits” ou “reedits” de temas daqueles que o remisturador toma como bases de orientação ou inspiração, pelo que não se torna estranho encontrar num álbum destes nomes como Cat Stevens, Can, John Miles, Frankie Valli & The Four Seasons ou até mesmo Elvis Presley e Del Shannon!
Com selecção da responsabilidade do Dirty Soundsystem e com Joakim e Krikor como convidados de luxo, “Dirty Edits – Volume #2” é uma compilação altamente recomendada não só pela música, mas também como documento deste período em que o “edit” abunda e Pilooski, sem dúvida, um dos seus principais intérpretes com direito a menção honrosa.
Gosto da “Crawfish” do Elvis Presley com mãozinha de Pilooski e da “Ride Me High” de JJ Cale arranjadinha bem à maneira de Joakin! E das outras também! O resto fica a vossa descrição!
E assim aguardo pela tão ansiada carne enquanto tento esquecer aquele “kebap” de ontem que me caiu tão mal!
Encontrei por acaso numa casa de Rent Bike um folheto interessante do “Spring Festival”, um festival de música electrónica e artes visuais que vai ocorrer nos dias 1 e 2 de Maio em Ljubljana. Pena já não estar por cá, no entanto fica a sugestão!

Iniciado em Ljubljiana (ESLOVÉNIA), 29 Abril de 2009 e concluído em Pula (CROÁCIA), 30 de Abril de 2009 – PUBLICAÇÃO: Alcains, 3 de Maio